Pacificador: Pertubando a paz, é um quadrinho one-shot, com 48 páginas, escrita por Garth Ennis, publicada no Brasil pela editora Panini em 2025.
Na história, vamos acompanhar um dialogo entre uma terapeuta/psiquiatra, que é interessada na história do Pacificador, inclusive sua história antes de se tornar o Peacemaker. Assim, toda a história ocorre em um banco, no cemitério, em forma de entrevista, com a premissa de que a psiquiatra irá avaliar a psique do personagem para aprova-lo ou não para fazer parte de uma equipe.
Dessa forma, o Pacificador, de maneira fria e tranquila, abre o jogo com a psiquiatra. Tudo que ela queria saber, desde sua infância perturbada, até suas últimas missões no exército, foram mencionadas e contadas pelo personagem.
A partir de cada história, vamos conhecendo a construção do personagem e como a banalização da violência se tornou algo comum em sua vida, estando presente desde sua infância, quando seus pais faleceram. Apesar de parecer clichê essa ideia da morte dos pais ser um estopim para que o personagem se torne um herói, vilão ou anti-herói, Garth Ennis retrata o Pacificador como uma figura que ao ver a morte dos pais, analisa o contexto de paz e toma como objetivo esse aspecto, e não a causa morte. Em outras palavras, eele reflete sobre como seus pais eram e o que gerou a morte, sendo esse estado de morte/paz, algo que ele valoriza, e busca entender como seus pais chegaram a isso.
Desse modo, Christopher Smith vê seus alvos como pessoas perturbadas que precisam da paz. Elas agem e são problemáticas, independente do motivo, mas estão precisando de paz, e ele é a figura encarregada de levar isso até as pessoas.
Assim, a psiquiatra, buscando entender o Pacificador como alguém traumatizado, acaba saindo do dialogo perplexa com o modo de pensar do personagem, sabendo que tudo que ela o questionou a respeito de suas missões, foi realizado com base nessa maneira de pensar do Pacificador.