1,5 ☆
Minha perspectiva sobre esse livro se dividiu em duas partes — e acho que essa divisão estrutural no próprio livro foi o que o salvou: A primeira, que foi absurdamente desconfortável pra mim; e a segunda, que teve um plot muito interessante que conseguiu me prender, até um certo ponto.
Mas, majoritariamente, eu diria que, enquanto Sangue Real conseguiu ser repetitivo e por isso se tornou chato, Rubi de Sangue pesou a mão demais. Pontos que não gostei:
1) Não fica claro, pra mim, quando Javier começou a ter atração por ela como mulher. Celeste tem 18 anos quando começa a narração. Tem um diálogo que ele fala algo como "há semanas..." mas é muito lá pra frente. Nesse ponto, acho que a questão já ficou muito implícita e acaba se tornando desconfortável.
2) É necessário mesmo insistirmos tanto que Javier era apaixonado pela mãe dela? Tipo, nos piores momentos possíveis? Na verdade, acho até que isso é extremamente romantizado. Como se já não fosse desconfortável o suficiente.
3) Descrições gráficas de certas cenas que, na minha opinião, não precisavam ser gráficas. Exemplo: aquela cena de abuso, na primeira parte. Qual o objetivo?
4) O casal, na primeira parte, simplesmente não é atrativo. Além de perder completamente o timing pra diversas coisas. Eu quase larguei várias vezes nesse ponto.
5) Não consegui criar nenhuma conexão com os personagens ou suas causas até, pelo menos, 70%.
A segunda parte foi o que rendeu a 1,5 estrela que dei pra esse livro:
1) Jas Silva sempre surpreende na construção de tensão em histórias de amor. Nesse, demorou pra eu gostar do casal, mas ela nunca deixa a desejar nos hots e no desenvolvimento romântico.
2) Não saber o que aconteceu com Javier segurou tanto a minha curiosidade, que acabei me interessando pelo plot da vingança.
3) A Celeste funciona. Ela segue os passos do pai e tem potencial de se tornar tão boa ao comanddo quanto foi ele.
4) Javier e Celeste, enquanto casal de DR, com romance distorcido e tóxico, funcionam muito mais até do que Santiago e Manoela.
Tirando essas coisas, não houve cenas de deixar o queixo caído ou algo extremamente inovador. Se não for contar os pontos questionáveis e negativos, foi um livro ok.
A Jas Silva tem uma capacidade única de escrever casais viciantes, mesmo que, quase sempre, dentro de uma única fórmula. Mas funciona, e o importante é isso.