Comprei esse livro pela capa, mais precisamente pelo título: “Materiais para Confeccionar um Espanador de Tristeza”. Imaginei que seria triste. Melancólico. Mas bonito. Poético. O que poderia ter num espanador de tristeza? Sonhos? Sabores? Cores? Expectativas? Leveza? Uma vontade de fazer ou ser diferente? Sei lá. Sei que eu queria saber o que o autor iria me contar. Contou muita coisa. Apesar de ser um livro de poucas páginas, Ondjaki, com muita poesia, afetos e memórias, entrega em “Materiais para Confeccionar um Espanador de Tristeza” um livro leve e melancólico. Espanar a tristeza é tentar, com delicadeza, lidar com a dor e a saudade de pessoas, de tempos e de lugares, é usar a poesia, a escrita e a imaginação para amenizar as inevitáveis tristezas da vida. Não é um livro sobre grandes acontecimentos. É sobre achar a beleza escondida nas pequenas perdas e alegrias, é saber “varrer” a tristeza com delicadeza e humor como pequenos “remédios” afetivos para o cotidiano.📚