"O primeiro respirar foi o mais forte, depois vieram as retomadas de fôlego constantes. O peito subia e descia, acelerado como o de um passarinho. Embora se tratasse de um nascimento, não houve choro. Mas qual ser entra nesse mundo sem desespero?"
Lua tem a sensação de nascer sem saber onde está e quem é, mas sempre elaborando suas impressões e questionamentos. O final foi por um caminho inesperado e até um pouco abrupto, mas é interessante como a gente vai entendendo tudo junto com a protagonista. Apesar de ser bem curto e não aprofundar muito esse futuro, traz uma perspectiva interessante sobre o que os "outros" sentem. É um ótimo conto de ficção científica.