Um dos maiores personagens da literatura em sua consagrada versão em quadrinhos da MARVEL COMICS, adaptado pela mesma equipe que revolucionou a indústria com as aventuras de Conan, o Bárbaro: ROY THOMAS e JOHN BUSCEMA! Um luxuoso encadernado com a fase completa da dupla, sendo relançado com arte remasterizada e cores digitalizadas PELA PRIMEIRA VEZ NO MUNDO, em uma edição exclusiva brasileira!
Em 1976, embalada pelo enorme sucesso do título Conan, o Bárbaro, a Marvel Comics foi procurada pela Edgar Rice Burroughs Inc. (órgão que cuida do espólio do famoso autor) para ser a nova casa editorial de seus personagens nos quadrinhos. Eletrizados com a possibilidade de adaptar os clássicos e lançar novas aventuras de alguns dos heróis mais famosos dos livros, os lendários editores STAN LEE e ARCHIE GOODWIN incumbiram a não menos lendária dupla criativa formada por Thomas e Buscema da tarefa de conduzir as histórias do Lorde Greystoke, o Homem-Macaco conhecido como TARZAN.
Assim, em 1977, chegava às bancas dos Estados Unidos o título Tarzan, o Senhor da Selva, que adaptava para a nona arte um dos romances mais conhecidos de Burroughs: As Joias de Opar. Aclamado pela crítica e por leitores de todas as partes do mundo, esse primoroso material acabou perdido no tempo e, salvo por uma edição em preto e branco publicada na França no início dos anos 2000, nunca mais havia sido disponibilizado aos fãs.
Agora, numa iniciativa inédita, em parceria com a editora Dark Horse e a ERB Inc., para comemorar seu CENTÉSIMO LANÇAMENTO, a Pipoca & Nanquim reapresenta esse título clássico num luxuoso volume em formato grande, com capa dura e sobrecapa, lombada redonda e 308 páginas coloridas que compilam todas as edições criadas pela dupla, recheada de extras como pin-ups, textos e capas originais da época, biografias dos autores e o fascinante Dicionário da Língua dos Macacos, com arte do próprio John Buscema. Uma edição imperdível para todos os amantes dos quadrinhos.
Roy Thomas was the FIRST Editor-in-Chief at Marvel--After Stan Lee stepped down from the position. Roy is a longtime comic book writer and editor. Thomas has written comics for Archie, Charlton, DC, Heroic Publishing, Marvel, and Topps over the years. Thomas currently edits the fanzine Alter Ego for Twomorrow's Publishing. He was Editor for Marvel comics from 1972-1974. He wrote for several titles at Marvel, such as Avengers, Thor, Invaders, Fantastic Four, X-Men, and notably Conan the Barbarian. Thomas is also known for his championing of Golden Age comic-book heroes — particularly the 1940s superhero team the Justice Society of America — and for lengthy writing stints on Marvel's X-Men and Avengers, and DC Comics' All-Star Squadron, among other titles.
Also a legendary creator. Creations include Wolverine, Carol Danvers, Ghost Rider, Vision, Iron Fist, Luke Cage, Valkyrie, Morbius, Doc Samson, and Ultron. Roy has also worked for Archie, Charlton, and DC among others over the years.
O jovem John Cleyton - Lord Greystoke - e sua esposa grávida Alice encaminham-se à África onde o nobre inglês assumiria um posto para o qual foi designado pelo Colonial Office britânico. No entanto eles nunca chegaram ao seu destino. O barco que os levaria à África Ocidental Britânica foi tomado por marinheiros amotinados e revoltados com a brutalidade do capitão da embarcação. Abandonados numa ilha remota nos arredores do continente africano com poucos víveres o casal tem que lutar para sobreviver em meio a uma natureza inclemente e a animais selvagens que os ameaçam constantemente. Um pouco depois do parto e profundamente abalada por um ataque de um grande símio Alice falece. Arrasado pela perda da esposa Lord Greystoke baixa a guarda e termina por ser atacado e morto pelo líder de um bando de grandes antropoides que viam naqueles “macacos brancos” uma ameaça à sobrevivência do bando. Quando o líder dos antropoides foi matar a chorosa criança no berço ele foi interrompido pela fêmea Kala que havia recém perdido seu bebê. Kala então cria o bebê humano como faria com sua própria cria. O filho de Lord Greystoke é criado então como um membro do bando, tornando-se Tarzan, o filho das selvas e depois, rei dos macacos. Essa história inicial gerou vários livros de grande vendagem, migrou com sucesso para os quadrinhos e, também com muito sucesso, para o cinema e para a TV, mídias onde o personagem foi interpretado por vários atores. “Tarzan” fez a fama e a (grande) fortuna” de seu criador o estadunidense, aventureiro e escritor, Edgar Rice Burroughs (1875/1950). Nas últimas décadas o personagem Tarzan chegou a ser demonizado e “cancelado” por muitos que o consideram uma expressão do imperialismo, do colonialismo e do eurocentrismo típicos do século XIX e do início do século XX. Acerca dessa polêmica Alexandre Callari, escritor, tradutor e editor, no prefácio desse livro, fez as seguintes e interessantes observações:
“Análises contemporâneas apontam o caráter racista de sua obra, a exemplo e outros autores do passado como H.P. Lovecraft, Monteiro Lobato e Robert E. Howard. São aspectos que não devem ser ignorados apenas por serem frutos de outra época, mas compreendidos à luz de nosso mundo moderno, mais lúcido, mais justo, mais igualitário. Se a obra de Burroughs apresenta elementos racistas e opressores, é necessário que nós, enquanto sociedade, tenhamos ciência do contexto histórico e pessoal que levava um autor tão primoroso quanto ele a pensar daquela maneira; afinal, não é apagando o passado que impediremos que esse tipo de coisa se repita no futuro, mas, sim, compreendendo-o”.
Polêmicas à parte “Tarzan, o senhor da selva” é um belo livro de aventuras e um item para colecionador algum e, ou fã de quadrinhos clássicos botarem defeito. Um breve histórico desse belo livro; em 1976 o roteirista Roy Thomas e o desenhista John Buscema, consagrados por seu trabalho com Conan, o Bárbaro nos quadrinhos, sucesso de público e de crítica, foram procurados pela Edgar Burroughs Inc. que cuida do espólio do autor de Tarzan para que eles dessem ao personagem um “banho de loja” parecido com o que eles haviam feito com o bárbaro mais enfezado de todos os tempos. O resultado? Uma série impecável publicada entre 1977 e 1978 (Tarzan: Lord of the jungle 1 a 14 e Tarzan Annual I) e igualmente sucesso de público e de crítica. Esse livro, lançamento primoroso da Editora “Pipoca & Nanquim” traz, pela primeira vez no Brasil toda essa obra reunida em 308 fascinantes páginas. Thomas e Buscema optaram, de forma inteligente, não abordar (a não ser por breves flashbacks) a origem de Tarzan, por demais conhecida, e sim adaptar o romance clássico “Tarzan e as Joias de Opar” complementados por histórias da juventude do “senhor da selva”. A obra traz os roteiros de Roy Thomas e os desenhos de John Buscema colorizados e arte-finalizados por outros artistas de talento além de uma luxuosa capa dura, uma estilosa sobrecapa, galeria de capas, pinups para colecionadores, um excelente prefácio e breves mas informativas biografias de Burroughs, Thomas e Buscema. Diversão pura!
Simplesmente fantástico, a condensação de tudo que se espera de uma revista de ação e aventura, não digo pra quem não conhece porque não conhecer o tarzan é quase impossível, mas mesmo quem não tem familiaridade com o universo, os personagens são apresentados de forma que cativam, a escrita é primorosa e os extras da edição são maravilhosos.
Ps: É claro que têm tantas espécies de animais ameaçadas de extinção hoje em dia, o tarzan deu murro e facada em todas elas.