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Paperback
First published December 1, 2013
I. Ascensão e QuedaNo capítulo II, que cobre o período que vai da Fundação, início do século XII, a Dom João I, fim do século XIV, dois séculos e meio, considera Jaime Nogueira Pinto ter sido Portugal, desde a sua origem, um Reino Europeu (tal como o teriam sido Leão, Castela, Aragão, a França, a Inglaterra, o Sacro-Império, etc.), concepção de que discordo pois considero ter sido Portugal, originalmente, um Reino Hispânico (juntamente Leão, Castela, Aragão, os restantes Reinos de Taifa e os Reinos e Impérios da Tingitânia).
II. Da Fundação à Primeira Crise
III. Os Caminhos do Mar Oriente
IV. Maquiavel em Portugal
V. Sebastianismo: Derrota, Sujeição e Mito
VI. O Déspota Lusitano
VII. Portugal e a Revolução
VIII. A Partilha de África
IX. A República Jacobina
X. A República Autoritária
XI. Portugal na Guerra de Espanha
XII. Orgulhosamente Neutros
XIII. Um Império Contra as Nações Unidas
XIV. Da última Revolução à Última Crise
Concordo, por exemplo, com a ideia de que a Expansão Ultramarina foi uma manobra defensiva, o que acarretou que os Impérios de Portugal tivessem características muitos diferentes dos de Castela, Países Baixos, Inglaterra, Rússia, França, e Alemanha.
Mas já discordo da ideia de que o Império, as Colónias, o Ultramar, eram o Património de um País que teria permanecido sendo Europeu. O Portugal Restaurado, o Portugal posterior a 1640, é muito evidentemente um País Sul-Americano com Províncias na Europa, em África e no Oriente e, por isso, quando o Príncipe Dom João recua a Capital de Lisboa para o Rio de Janeiro não está a abandonar o Reino.Esta última questão, a questão de saber se Portugal era um Estado Europeu com Colónias (Ultramar) ou um Estado Africano com uma Província na Europa voltou a pôr-se aquando da Revisão Constitucional de 1972, tendo a primeira posição sido defendida por Marcello José das Neves Alves Caetano e a segunda por Fernando Pacheco de Amorim.