Jump to ratings and reviews
Rate this book

Portugal - Ascensão e Queda

Rate this book
O império português desapareceu há quarenta anos, fragmentado em partes, povos e comunidades que começaram então, também no sofrimento, na incerteza e na esperança, a sua vida na História. Século e meio antes, outra parte desse império tinha-se separado, com a independência do Brasil, essa mais pacífica, feita sem a comunidade internacional. É a História acontecida, sancionada pela justiça dos factos. No mundo presente, a decadência da Europa e do Ocidente é também um facto. [...] Agora, outros continentes, outros povos, outras áreas estão a tomar as chaves e as rédeas do futuro. A maioria dos povos lusófonos estão nestas áreas e são agora, como nós fomos: povos jovens, unidos, com a fé, a vontade e a força de fazerem coisas no mundo. E alguns têm os trunfos e os meios para os desafios que aí vêm. O lugar dos portugueses que não se resignam à mediocridade mansa ou ressentida de tributários do Centro Europeu, pode também ser ao lado desses povos, erguendo a partir de um passado unido, sofrido, dividido, uma convergência futura.

Paperback

First published December 1, 2013

9 people are currently reading
87 people want to read

About the author

Jaime Nogueira Pinto

39 books83 followers
JAIME NOGUEIRA PINTO é licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e doutorado em Ciências Sociais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica, onde lecciona cadeiras nas áreas das Ciências Políticas e das Relações Internacionais. Foi também professor na UCP e na Universidade Lusíada e conferencista no IDN, no IAEM, na Academia da Força Aérea e no Instituto Superior de Ensino Militar de Angola. É Presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Africana para a Cultura e membro da direcção de várias associações ligadas à cooperação internacional na área euroamericana e do Mahgreb. É também membro de várias Fundações e Associações Políticas internacionais, como a Heritage Foundation (Washington DC) e o IEP. Publicou várias obras sobre História contemporânea portuguesa, (O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, A Direita e as Direitas, Introdução à Política). Foi administrador da Bertrand, S.A., director d’O Século e colaborador regular de orgãos da imprensa, rádio e televisão. Profissionalmente é administrador e accionista de empresas na área de business intelligence e aconselhamento estratégico, bem como de segurança privada.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
11 (19%)
4 stars
25 (44%)
3 stars
17 (30%)
2 stars
2 (3%)
1 star
1 (1%)
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Rui Pedro.
2 reviews
February 7, 2014
Abordagem intessante da nossa história e que nos ajuda a perceber porque somos Portugueses.
3 reviews
May 6, 2019
Jaime Nogueira Pinto na penumbra da atual III República saída de 25 de Abril de 1974 reflete sobre Portugal e a sua singularidade: como é possível Portugal continuar independente apesar da constante pressão Iberista do nosso poderoso vizinho, a Espanha? É uma viagem por uma História de séculos, de altos e baixos, de grandes portugueses, de Reconquistas, Impérios, Guerras Mundiais e Colónias. E ainda cá estamos, muito provavelmente a viver o último capítulo desta História. Jaime Nogueira Pinto não dá soluções, este é um livro de análise e interpretação da História segundo a sua visão nacionalista conservadora, ainda esperançada que este projeto civilizacional chamado Portugal continue. Interessante e importante.
Profile Image for Álvaro Athayde.
80 reviews10 followers
December 28, 2013
OBRIGATÓRIO LER

Catorze capítulos.
Os treze primeiros são sobre História e Geopolítica de Portugal – uma revisão à vol d'oiseau.
O último é sobre Política – um Libelo e um Manifesto.
I. Ascensão e Queda
II. Da Fundação à Primeira Crise
III. Os Caminhos do Mar Oriente
IV. Maquiavel em Portugal
V. Sebastianismo: Derrota, Sujeição e Mito
VI. O Déspota Lusitano
VII. Portugal e a Revolução
VIII. A Partilha de África
IX. A República Jacobina
X. A República Autoritária
XI. Portugal na Guerra de Espanha
XII. Orgulhosamente Neutros
XIII. Um Império Contra as Nações Unidas
XIV. Da última Revolução à Última Crise
No capítulo II, que cobre o período que vai da Fundação, início do século XII, a Dom João I, fim do século XIV, dois séculos e meio, considera Jaime Nogueira Pinto ter sido Portugal, desde a sua origem, um Reino Europeu (tal como o teriam sido Leão, Castela, Aragão, a França, a Inglaterra, o Sacro-Império, etc.), concepção de que discordo pois considero ter sido Portugal, originalmente, um Reino Hispânico (juntamente Leão, Castela, Aragão, os restantes Reinos de Taifa e os Reinos e Impérios da Tingitânia).

Em minha opinião o pequeno episódio do qual acabou por decorrer a criação do Reino de Portugal ocorreu em Toledo, em 25 de Outubro 1087, quando o Arcebispo Bernardo de Cluny, em cooperação com a Rainha Constança de Borgonha, enviou um contingente armado para tomar a mesquita pela força, rompendo o Pacto que o Rei Afonso VI de Leão, Galiza e Castela tinha feito com os muçulmanos de Toledo e desautorizando Sisnando Davides de Coimbra, o então Governador da Cidade.

Este episódio, e outros que se lhe seguiram, separaram os apoiantes do cristianismo galo-romano-germânico dos apoiantes do cristianismo hispânico, criando uma cisão que não mais fechou, e levando os segundos a refugiarem-se nos Condados de Coimbra e de Portugal, a criarem o Reino de Portugal e a aliarem-se às Ordens de Cister e do Templo para se defenderem da Ordem de Cluny. E isto significa, portanto, que a posição defensiva de Portugal face a Castela e às concepções galo-romano-germânicas (actualmente ditas de europeias…) não é do tempo da crise de 1383-1385, é de sempre.

Esta interpretação, que no meu entender explica uma série de originalidades de outra forma inexplicáveis, leva-me a discordar de muitas das leituras de Jaime Nogueira Pinto, embora concorde com muitas outras:
Concordo, por exemplo, com a ideia de que a Expansão Ultramarina foi uma manobra defensiva, o que acarretou que os Impérios de Portugal tivessem características muitos diferentes dos de Castela, Países Baixos, Inglaterra, Rússia, França, e Alemanha.
Mas já discordo da ideia de que o Império, as Colónias, o Ultramar, eram o Património de um País que teria permanecido sendo Europeu. O Portugal Restaurado, o Portugal posterior a 1640, é muito evidentemente um País Sul-Americano com Províncias na Europa, em África e no Oriente e, por isso, quando o Príncipe Dom João recua a Capital de Lisboa para o Rio de Janeiro não está a abandonar o Reino.
Esta última questão, a questão de saber se Portugal era um Estado Europeu com Colónias (Ultramar) ou um Estado Africano com uma Província na Europa voltou a pôr-se aquando da Revisão Constitucional de 1972, tendo a primeira posição sido defendida por Marcello José das Neves Alves Caetano e a segunda por Fernando Pacheco de Amorim.
Profile Image for André Rocha.
3 reviews1 follower
August 7, 2015
Na generalidade muito bom. Uma síntese interessante sobre a história de Portugal do ponto de vista político centrada na época contemporânea, sem esquecer de abordar todas as restantes épocas históricas . Leitura fácil e fluída e uma última parte absolutamente incrível que peca por ser demasiado curta.
Profile Image for Dom Nuno.
201 reviews6 followers
January 13, 2023
A cultura e conhecimento do autor são inegáveis e o seu raciocínio - mesmo quando não se concorda - é lógico e coerente.
Jaime Nogueira Pinto analisa os pontos principais da história de Portugal, aplicando a sua argúcia ao seu conhecimento.
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.