Fazia um certo tempo desde que gostei tanto de um mangá de garotas magicas, acho que esse um dos poucos que me despertou uma profunda nostalgia, bem parecido com a época que assisti Tokyo mew mew, Sailor moon e Puella magi madoka magica. Quando li o primeiro volume, tive uma boa primeira impressão, a protagonista parecia divertida e fofa, na medida certa, mas me perguntava como o autor seguiria, se transformaria a história em um lago de sexualização ou se traria aquele sentimento de diversão e coração puro que só quem já leu um bom mangá mahou shoujo sabe como é, as garotas magicas são a união perfeita entre inteligência, beleza e força, as heroínas para todas as idades, e é por isso, que fico muito feliz de dizer que foi a segunda opção. Sakuragi mostrou um grande amadurecimento nesse volume tanto no ofício como em suas relações interpessoais, mas o auge foi a forma com que Sekka Iwata faz uma critica não muito sutil aqueles que abrem mão de seus princípios pelo sucesso e dinheiro. Sekka nos mostra com maestria que se manter integro nos dias atuais é visto como uma afronta pessoal aqueles que já cederam a pressão do sistema. Gosto da excentricidade dos personagens de como os traços do Aoki mesclam a delicadeza das transformações à insensibilidade nas cenas de extermínio. Minha única observação nesse volume, é a forma brusca que as cenas finais foram colocadas, não houve uma conexão fluída, os saltos temporais fizeram parecer que a cena foi cortada de repente sem uma explicação, diferente do anime que conseguiu conectar essas cenas sem deixar o questionamento sobre possíveis furos.