German-born American political philosopher. He taught political theory and sociology at the University of Vienna after his habilitation there in 1928. While in Austria Voegelin established the beginnings of his long lasting friendship with F. A. Hayek. In 1933 he published two books criticizing Nazi racism, and was forced to flee from Austria following the Anschluss in 1938. After a brief stay in Switzerland, he arrived in the United States and taught at a series of universities before joining Louisiana State University's Department of Government in 1942. His advisers on his dissertation were Hans Kelsen and Othmar Spann.
Voegelin remained in Baton Rouge until 1958 when he accepted an offer by Munich's Ludwig-Maximilians-Universität to fill Max Weber's former chair in political science, which had been empty since Weber's death in 1920. In Munich he founded the Institut für Politische Wissenschaft. Voegelin returned to America in 1969 to join Stanford University's Hoover Institution on War, Revolution, and Peace as Henry Salvatori Fellow where he continued his work until his death on January 19, 1985. He was a member of the Philadelphia Society.
O volume VIII da História das ideias políticas de Voegelin trata da crise religiosa do séc. XVII e da desordem revolucionária do séc. XVIII que promete "transfiguração" por meio de "gnose". De início, Vogelin discute o pensamento de Helvétius, iluminista do séc. XVIII. O homem é visto como sensibilidade física. A paixão leva o homem à ação. O desejo de poder é a tentativa de se obter felicidade. A natureza humana é moralmente neutra e capaz de ser conduzida por um legislador. O desconforto da existência leva o homem à ação política. Esse homem deve se conformar aos interesses públicos. A lei deve criar o interesse geral e integrar os indivíduos. Para Voegelin, em Helvétius, encontramos religiosidade intramundana, desordem das paixões e legislação coletivista. Em seguida, Voegelin passa a discutir o positivismo. Antes de chegar a Comte, ele discute a genealogia do conhecimento e da história do progresso da mente humana em D'Alembert, o historicismo de Turgot, e a propagação da ideia progressista para as massas em Condorcet. Então, no capítulo três, passa a discutir Comte. De forma bastante singular, Voegelin diz que Comte, até 1845, foi um positivista que a partir desse ano se tornou o fundador da religião da humanidade. Para Comte, é preciso haver uma renovação pessoal e uma regeneração social orientada para o progresso. Comte fecha o espírito humano ao divino e encontra um "deus" relativo na história". Aprofundando o espírito da Revolução Francesa e de Napoleão Bonaparte, Comte entende que o significado da história está na evolução do espírito humano do inconsciente para o autoentendimento. Comte se vê como o messias de uma nova era científica que deve planejar e modelar a sociedade. Para Voegelin, o ímpeto racionalista de Comte no controle da sociedade poderia destruir a civilização. Voegelin, então, apresenta o pensamento revolucionário de Bakunin. Segundo Voegelin, Bakunin vive na tensão entre o ímpeto por revolução violenta e fé em uma era de liberdade revolucionária. Bakunin queria derrubar o czar e implantar uma ditadura revolucionária. Em oposição a Marx, funda uma Aliança internacional para liderar o movimento internacional revolucionário. Em suas últimas obras, torna-se ainda mais radical quanto à natureza violenta da revolução e esperançoso de um "paraíso" terreno. O último capítulo é sobre Marx, o místico ativista. Marx queria uma revolução para subverter as instituições e purificar os homens. Só assim seria possível passar do reino da necessidade material para o reino da liberdade humanística. A partir de 1847, Marx se dedica a preparar a revolução. Em sua dialética materialista, inverte a dialética de Hegel e, para Voegelin, apresenta um projeto fútil para chegar ao reino da liberdade. Voegelin diz que o pensamento de Marx é uma "gnose", isto é, propõe um movimento da consciência do eu empírico como fonte última de conhecimento para compreender o universo. Marx exclui a fé, Deus e a contemplação, ao passo que sugere que o logos no homem é conhecido na história. Pela prática revolucionária, o homem deve se salvar dos grilhões do mundo. Para Marx, a destruição da religião é o começo da revolução. O passado é alienação e o futuro, emancipação. Para Voegelin, a revolta de Marx tem raiz espiritual contra o divino. É uma revolta contra a transcendência para uma gnose intramundana.
Por fim, três aspectos merecem destaque quanto a todos os volumes da História das ideias políticas de Voegelin: 1) A crise da compreensão sobre a ordem política tem raiz religiosa que se dá no âmbito do fechamento da consciência e experiência humana ao divino; 2) Autores secundários, pouquíssimos conhecidos, podem impactar fortemente a história das ideias políticas quando influenciam algum autor primário que causa rupturas nas ideias políticas; 3) Nos últimos volumes, que tratam do séc. XVII ao séc. XVIII, Voegelin demonstra muita preocupação com o avanço do coletivismo, especialmente em Comte. Cita algumas vezes Hayek para criticar mentes planejadoras da sociedade. Voegelin termina com uma crítica avassaladora à gnose de Marx como a principal responsável pela revolta revolucionária destruidora da ordem política. Apesar de esse projeto ter sido deixado por Voegelin posteriormente, por motivos que ele explica em "Ordem e história", esses oito volumes continuam fundamentais para a compreensão da raiz teórica de nossa crise política.