Nesse segundo, e último volume da série do Robin Damien Wayne, temos a finalização do torneio de Lázaro, bem como um novo rumo na vida do Damian, que ganha uma nova perspectiva após os acontecimentos desse encadernado.
Continuando, obviamente, de onde o volume 1 finalizou, temos Damian de volta na ilha de Lázaro, em posse do livro que a mãe alva utiliza para reger o torneio. No entanto, vemos um flashback que mostra que Damien descobriu os objetivos da mãe alma e da Liga de Lázaro, e assim, Damien luta no torneio com o objetivo de impedir que a missão da Liga se realize.
Mesmo com algumas reviravoltas e surpresas, o torneio chega ao fim, e grandes consequências podem ocorrer, mas Damian, com seus novos amigos, conseguem impedir a devastação iminente. Em sequência, algumas revelações sobre o passado da família do Robin vêm à tona, mostrando a essência da família Al Ghul e o quanto esses são cheios de problemas.
Nesse momento, indo além dos acontecimentos da trama e olhando o desenvolvimento do Damian, é inegável que o personagem não estava bem após sair de Gotham. O seu trauma ao perder o Alfred, somado ao seu questionamento sobre quem ele é, torna o personagem “uma bagunça”, sendo difícil que uma criança consiga lidar com isso.
Levando em consideração a origem do Damian e sua criação com a Liga das Sombras, e posteriormente o período de amadurecimento que ele passa em Gotham, é normal que o menino seja traumatizado, pois a ruptura de crenças que ele acreditava, somado aos conflitos de ideologias de seus pais, fazem com que Damian não compreenda quem ele é de verdade.
Nessa série escrita por Joshua Williamson, ele consegue abordar bem esses temas, mostrando quanto o Damian se sente culpado e não consegue superar o passado, assim como ele sofre em conseguir amigos e estabelecer relações de confiança com outras pessoas, pois sua criação foi forjada no ódio e violência.