Clássico da literatura infantil que vem atravessando gerações, o livro Reinações de Narizinho reúne seis das onze histórias que começaram a ser escritas por Monteiro Lobato, em 1920, e levaram cerca de uma década para ficarem prontas.
Neste livro Narizinho, a neta de Dona Benta, visita o Reino das Águas Claras e leva com ela a boneca de pano Emília. Com a chegada de Pedrinho, o primo da menina do nariz arrebitado que veio passar férias no Sítio do Picapau Amarelo, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó.
José Bento Renato Monteiro Lobato (April 18, 1882 - July 4, 1948) was one of Brazil's most influential writers, mostly for his children's books set in the fictional Yellow Woodpecker Ranch but he had been previously a prolific writer of fiction, a translator and an art critic. He also founded one of Brazil's first publishing houses (Companhia Editora Nacional) and was a supporter of nationalism.
Reinações de Narizinho é a leveza da fundação do nosso imaginário.
Li a obra nos idos primordiais do Ensino Fundamental. Para mim, como para muitos brasileiros, foi o primeiro contato com a ideia de que a literatura não precisa ser uma "aula", mas pode ser um "brinquedo".
Minha resenha a respeito parte duma ótica da nostalgia criativa.
Este não é apenas um livro infantil; é o marco zero de um universo onde a lógica do adulto é suspensa em favor da soberania da criança. É a obra que transforma o quintal de uma casa de campo no centro do universo.
Diferente dos textos escolares áridos, a escrita em Reinações é elétrica. Ele utiliza um vocabulário rico, porém acessível, que trata a criança com inteligência. O prazer da leitura vem do ritmo: as aventuras acontecem com uma fluidez que faz o pequeno leitor sentir que a fantasia é uma extensão natural da realidade.
O grande trunfo da obra é a personificação do inanimado. O livro valida o "faz-de-conta" como uma atividade intelectual séria. Para um infante, isso é combustível puro para a criatividade: a percepção de que o mundo ao redor pode ser reinventado.
Dentro desse cenário literário, há uma mistura de conceitos e fábulas que cria uma sensação de pertencimento. A criança brasileira não precisa olhar para castelos europeus para sonhar; ela aprende que o extraordinário pode morar nas narrativas próximas a nós.
Revisitar essa obra mentalmente é lembrar de uma época em que a curiosidade não tinha freios. Narizinho não apenas "reina"; ela governa um espaço onde o impossível é apenas uma questão de perspectiva.
Enfim, Reinações de Narizinho funciona como um rito de passagem literário. É o livro que ensina que ler é uma forma de aventura e que a mente humana é o único território que não possui fronteiras geográficas ou temporais.
Deixo, por fim, uma observação: a alma "desafiadora" da Emília influenciou a nossa geração como um "motor" do pensamento crítico. Esse é, sem dúvidas, um legado incomensurável.
OBS.: este livro foi um convite (ou melhor, uma lição de casa) da vida escolar, nos meus idos do Ensino Fundamental. Fica a minha singela homenagem ao ensino público que, apesar das limitações de recursos, teima em ser o nosso primeiro contato com o mundo, hábil a abrir horizontes se você permitir.
My first book in Portuguese. On my kobo I can look up words just by touching them. I loved it so much I was heartbroken when it ended. Laugh out loud funny and imaginative and affectionate. Luckily he’s written about a million more.
Foi o meu primeiro "grande" livro que eu li, fiquei tão submersa na história que só percebi que havia acabado o livro quando cheguei na última página hehe Recomendo muito, mesmo sendo um pouco suspeita para falar!
Cresci com a adaptação para a TV dos anos 2000 do Sítio e tenho muito carinho por esses personagens. “Reinaçōes de Narizinho” acompanha os personagens em diversas aventuras como no Reino das Águas Claras e em outras terras mágicas. Conhecemos a história de origem do Rabicó e do Visconde.
É impossível ignorar as falas racistas, até porque são bem frequentes.
Foi o primeiro livro que li, estava ainda aprendendo. E me conquistou pra sempre para o fascinante, vasto e rico mundo da escrita. Acho que na vida de todo leitor tem sempre aquele livro que o faz descobrir que ler é simplesmente fantástico e prazeroso e, no meu caso foi este. Tê-lo lido aos 6 anos foi especial pois nessa idade ainda temos aquela crença no fantástico. O Reino da Águas Claras, o Marquês de Rabicó, uma boneca e uma espiga de milho que falam, a Cuca, o Saci, o faz-de-conta, o pó de pirlimpimpim, as pílulas do Doutor Caramujo... Claro que eram reais! Que ideia!
O livro narra as aventuras que acontecem no Sítio do Picapau Amarelo e apresenta Emília, Tia Nastácia, Dona Benta e sua neta Lúcia. Lúcia, mais conhecida como Narizinho, é quem deve transportar o leitor a viagens pelo mundo da fantasia. Tudo começa com uma inesperada visita da neta de Dona Benta ao Reino das Águas Claras e com a chegada de seu primo, Pedrinho, ao Sítio do Picapau Amarelo para mais uma temporada de férias
Minha única tristeza ao ler esse livro foi perceber que só o fiz agora, e não quando criança... De qualquer forma, agora, aos 18, me diverti pra valer com a leitura e me apaixonei ainda mais pela literatura lobatiana! Foi ótimo viajar nesse mundo maluco do Sítio e vê-lo com tantos detalhes e vivacidade!