Eu AMEI esse livro. Eu sei dos paranauê do Monteiro Lobato, mas eu não posso descontar isso nesse livro, e não venha com aquela história de que não dá pra separar a obra do autor (apesar de ser verdade, eu acho). Eu amo como é um livro tão criativo, muito original, foi uma ideia brilhante que fez um livro brilhante. A primeira vez que eu tentei ler, eu não cheguei na metade. Não sei o que aconteceu, mas não me prendeu, além de que eu não tinha o costume da leitura na época, to desenvolvendo ele desde o ano passado bem devagar. Depois resolvi dar outra chance pra ele, e... BENDITO SEJA DEUS! Descobri um dos livros que mais gostei até agora, um dos meus favoritos... enfim, eu adorei como ele consegue ser ""infantil"", mas quando você vai ler, você percebe filosofia, reflexões que eu nunca tinha visto ninguém pensar sobre, como ele consegue questionar as coisas usando a situação do tamanho, que é algo que já nascemos com e por isso é normal, isso se aplica a tantas coisas, a empatia, ao preconceito (ironicamente) e etc. Você viaja na história e se imagina nela. ( eu também me senti representada com a racionalidade da Emília, não que eu seja a senhora recional, mas eu sou bem mais do que queria ser, pelo menos na minha visão de mim mesma. E existem poucos personagens assim). Eu amei o livro, só fiquei chateada com o final, queria uma coisa e aconteceu outra, mas tudo bem, porque foi melhor pra história. Não se pode ter tudo infelizmente.