Será a Rainha Santa tão inocente e exemplar como a História a promoveu? Que mistério envolve a morte da bastarda mais nova do rei D. Dinis, violada e assassinada no Convento de Odivelas? Em 1320, num país recém-formado e pobre, sitiado pela guerra e com fronteiras flutuantes e alianças estranhas, Isabel - «a Rainha Santa» - é a figura mais importante da nação, uma mulher misteriosa e autora de milagres que arrisca a vida em gafarias onde trata de leprosos e outros doentes. Ela é mulher de Dinis, o rei, e mãe de Afonso, o herdeiro, ambos envolvidos numa guerra civil que a todos afeta. O príncipe acusa o pai de preferir Sanches, um dos bastardos reais, e de querer colocá-lo no trono.
É no meio desta desordem e desta violência que Maria Afonso, a bastarda mais nova do rei D. Dinis, é violada e morta no Convento de Odivelas. Desgostoso com a morte da sua filha preferida, o rei pede ao cavaleiro Lopo Aires Teles que conduza uma investigação destinada a encontrar o assassino de Maria Afonso. O caminho que o cavaleiro percorre irá levá-lo a uma conspiração religiosa desconhecida, a Vataça Lascaris - a aia da rainha, de origem bizantina, por quem Lopo desenvolve uma obsessão sexual - e à própria Isabel, a Rainha Santa, que detém segredos que podem mudar o rumo da História de Portugal. E que não é tão santa como a História a promoveu.
Este é o argumento de um romance escrito com base no guião que a autora preparou para a série de televisão a emitir a partir de fevereiro de 2022 pela RTP.
Patrícia Müller nasceu em Lisboa em 1978. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Mais tarde trocou o jornalismo pelo guionismo. Depois de uma passagem pela revista Elle e pela RTP, onde participou no programa Triunfo dos Porcos, ingressou na equipa que escreveu as telenovelas da TVI Morangos com Açúcar e Mistura Fina. De novo para a RTP foi co-autora da série O Segredo, uma co-produção luso-brasileira de Leonel Vieira. Actualmente trabalha com as Produções Fictícias e escreve para cinema.
Não sei mesmo como avaliar este livro. Na contracapa classifica o livro como romance histórico, mas será mais ficção histórica. A premissa do livro é super interessante, a escrita é viciante, no entanto revirei as entranhas várias vezes devido a certas descrições e atitudes das personagens. Não é isso que eu estava à espera enquanto leitora de romance histórico.
3,5 * Gosto de livros de História e este despertou-me a atenção por ser baseado em D. Dinis, na Rainha Santa e em Maria Afonso a filha bastarda do rei, cujo túmulo se encontra na cidade onde resido. Bem escrito e bem documentado não lhe dou mais * porque me tirou a imagem idílica que tinha desde os bancos da escola do Rei Lavrador e da sua mulher, a Rainha Santa, mas despertou-me para a necessidade de ler e conhecer mais sobre a vida de ambos
A história da Rainha Santa Isabel, dos seus milagres e do seu casamento, é bem conhecida de todos. Assim como, as amantes e os bastardos do Rei D. Dinis.
Neste livro, a bastarda favorita do rei é brutalmente assassinada e ele fará de tudo para descobrir os culpados.
Entramos numa teia de intrigas, segredos e luta pelo poder.
Senti que a ação foi muito lenta, andando às voltas nesta investigação, arrastando-se sem grandes descobertas.
O final deixou-me de queixo caído, foi surpreendente! Tive pena que o resto do livro tenha ficado aquém deste final.
Neste livro somos transportados para o reinado de D.Dinis, na altura em que o país está na eminência de mergulhar numa guerra civil. D.Dinis e o seu filho Afonso estavam continuamente desentendidos. Enquanto o rei receava que o seu filho o destronasse, Afonso pensava que o pai iria nomear o seu filho bastardo Afonso Sanches como seu sucessor. A rainha Santa Isabel vê-se no meio desta disputa e tenta terminar com a desavença entre pai e filho.
Esta história começa no momento em que Maria Afonso, filha bastarda de D. Dinis é assassinada. Tem uma aura de policial que alimentou a minha curiosidade até ao final, que foi surpreendente.
Apesar de baseada em personagens e eventos reais é uma obra de ficção, que gostava que tivesse um maior rigor histórico.
A autora usa uma linguagem dura e atribui uma certa perversidade e promiscuidade a todas as personagens. Mostra o lado animal do comportamento humano.
Esta obra foi adaptada a uma série televisiva, que passou na rtp no início deste ano. Na altura não tive oportunidade de ver, mas foi através da publicidade à série que tive conhecimento deste livro
3,5 * Gosto de livros de História e este despertou-me a atenção por ser baseado em D. Dinis, na Rainha Santa e em Maria Afonso a filha bastarda do rei, cujo túmulo se encontra na cidade onde resido. Bem escrito e bem documentado não lhe dou mais * porque me tirou a imagem idílica que tinha desde os bancos da escola do Rei Lavrador e da sua mulher, a Rainha Santa, mas despertou-me para a necessidade de ler e conhecer mais sobre a vida de ambos
Na verdade foi um DNF. Não estava a gostar nada e perguntava, porque estou a ler isto? A estructura não faz sentido para mim, não gostei de nenhuma personagem (nem todas as personagens têm de ser "likable", mas nenhuma?!) e não vale a pena continuar a forçar-me.