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Engenheiro fantasma

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Apaixonados, engraçados, melancólicos, filosóficos e delirantes, os 56 sonetos deste Engenheiro fantasma configuram uma experiência singular no panorama da poesia brasileira. Neles, Fabrício Corsaletti, autor de Esquimó (Companhia das Letras, 2010, prêmio Bravo! de Literatura), veste a máscara de Bob Dylan e narra uma temporada de exílio voluntário que o genial letrista norte-americano teria supostamente vivido em Buenos Aires em algum período não-especificado deste século.

Bairros, bares, cafés, lojas, museus e uma profusão de personagens surgem e desaparecem como num truque de mágica ao longo dos 784 versos talhados com precisão de mestre. Há referências, claro, à poesia do compositor de “All Along the Watchtower”, mas menos do que se poderia supor. O que ocorre, de fato, é uma surpreendente mescla da voz dos dois poetas, gerando uma terceira ― a que registra essas aventuras portenhas desde já inesquecíveis.

128 pages, Paperback

First published March 1, 2022

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About the author

Fabrício Corsaletti

29 books14 followers
Nasceu em Santo Anastácio, no Oeste Paulista, em 1978, e desde 1997 vive em São Paulo. Formou- se em Letras pela USP e em 2007 publicou, pela Companhia das Letras, o volume Estudos para o seu corpo, que reúne seus quatro primeiros livros de poesia: Movediço (Labortexto, 2001), O sobrevivente (Hedra, 2003) e os então inéditos História das demolições e Estudos para o seu corpo. Também é autor dos contos de King Kong e cervejas (Companhia das Letras, 2008), da novela Golpe de ar (Editora 34, 2009), dos poemas de Esquimó (Companhia das Letras, 2010, prêmio Bravo!) e Quadras paulistanas (Companhia das Letras, 2013), das crônicas de Ela me dá capim e eu zurro (Editora 34, 2014), além dos livros infantis Zoo (Hedra, 2005), Zoo zureta (Companhia das Letrinhas, 2010) e Zoo zoado (Companhia das Letrinhas, 2014). Com Alberto Martins escreveu Caderno americano (Luna Parque, 2016), que reúne poemas em prosa dos dois autores sobre a América Latina, e com Samuel Titan Jr. traduziu 20 poemas para ler no bonde, do argentino Oliverio Girondo (Editora 34, 2014). Desde 2010 é colunista da revista sãopaulo, do jornal Folha de S.Paulo, onde publica quinzenalmente crônicas e poemas.

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Community Reviews

5 stars
13 (23%)
4 stars
14 (25%)
3 stars
15 (26%)
2 stars
10 (17%)
1 star
4 (7%)
Displaying 1 - 16 of 16 reviews
Profile Image for Vinicius De Silva Souza.
169 reviews5 followers
February 7, 2024
Não é possível que isso tenha sido o livro do ano do jabuti. Nem melhor livro de poesia poderia ter vencido. Porque ok, há coisas interessantes, há um bom uso da técnica, uma pretensão clara e bem alcançada (só sonetos e talz), mas assim: Bob Dylan argentino?
É isso que mereceu o maior prêmio da literatura brasileira?
Sérião?
Diversas divagações em sonetos de um bob Dylan argentino?
Não consigo pensar em coisa mais aleatória e fora da realidade do que isso, de verdade.
Duas estrelas pelo mérito de se manter fiel ao soneto, algo difícil, e por retomar um gênero tão pertencente ao passado. Mas de resto.... nada de interessante ou enriquecedor aqui.
Só diversas abobrinhas rimando.
Profile Image for Ramon de Souza.
22 reviews
February 19, 2025
Premissa muito criativa e execução bem-feita. Divertidíssimo. Adorei quando ele faz versos com bebidas, e com quando mistura palavras em espanhol no texto. Não sabia que tava precisando de mais poemas en portuñol. Outro aspecto interessante que o livro me passou é o sentimento de que cada soneto foi escrito de uma vez só, num lugar ou num conjunto de lugares. E o soneto seguinte já foi composto em uma situação diferente, em um conjunto de lugares diferente. Cada soneto é um dia diferente na vida do eu lírico. O que une todos os 56 poemas, é claro, é a cidade. E o sentimento de estar em constante movimento, em devir. On the road, mas só em Buenos Aires. Se eu tivesse que dizer um exemplo de literatura pós-moderna, citaria esse livro.
Favoritos: 1,2 (especialmente esse),7,11,15,19,20,26,27,30,36,42.


em Buenos Aires nada decepciona
velhos cafés onde cantou Gardel
e vinho feito das águas das geleiras

acho que te esqueci em Barcelona
junto das minhas tintas e um pincel
eu vou cruzar a última fronteira
Profile Image for Lucas Marques.
72 reviews4 followers
Read
April 5, 2024
Bob Dylan na Argentina escrevendo sonetos.
A ideia é incrível, a ousadia do autor, mais ainda.

Antes da leitura, não imaginava que o surrealismo da lírica do Bob Dylan funcionaria tão bem na estrutura rígida de sonetos, funciona, creio que o Jabuti tenha sido bem merecido.
Profile Image for Bruno Fernandes.
11 reviews
August 4, 2025
Imagino a dificuldade de fazer sonetos, mas não vi muita graça sobre a inspiração do livro ser um sonho do Bob Dylan em Buenos Aires… Tem alguns bem legais, mas a maioria não me interessou
Profile Image for Pedro Santos.
187 reviews8 followers
June 2, 2025
Dessa vez, um livro ruim mas engraçado. Não tenho a menor ideia de como Engenheiro Fantasma ganhou o Jabuti, esse livro inteiro me parece uma grande zoeira e a premiação foi a cereja no bolo. Haja paciência pra escrever 56 sonetos ABBA ABBA CDE CDE, ainda mais do ponto de vista de um Bob Dylan expatriado na Argentina. Esse livro só não é um desastre completo porque de tão absurdo chega a ser hilário, literalmente tive uma crise de riso enquanto tomava banho, pensando em alguns desses versos. Bizarrices que só o mundo pós-2020 poderia criar.
Profile Image for Renata Perina.
236 reviews3 followers
November 11, 2024
Me deixei levar totalmente pelo hype das premiações a este livro, e depois também pela premissa da sinopse do livro, e não gostei tanto da obra. Eu não tenho costume de ler poesia, foi uma boa experiência poder ler alguns sonetos depois de tanto tempo lendo outros tipos de textos, por outro lado, minha pouca vivência com poesia podem ter contribuído para uma avaliação ruim do texto em si. Não recomendaria a obra, ainda ficaria com os clássicos brasileiros para poesia: Quintana, Leminski, Bandeira, Manoel de Barros...
Profile Image for Eduardo Lima.
203 reviews2 followers
April 6, 2025
é uma obra de amor: o Corsaletti claramente entende muito de Dylan. ele carrega o ritmo e algumas das idiossincrasias do grande compositor nesses sonetos. é uma leitura divertida. as inúmeras referências à cultura argentina, que eu sofri para entender, também fazem parte do pacote da imitação. eu só tenho mais familiaridade com as bases do cânone dylanesco oficial
Profile Image for Julia Missagia.
27 reviews1 follower
July 31, 2025
Fico triste de julgar poesia alheia, mas nossa… que livro ruim :/
Até a metade eu tinha certeza de que era culpa da tradução, quando descobri que é brasileiro, pensei vários “não é possível”.

Li como fã do Dylan, sem saber nada da repercussão. Acabo de ver que ganhou o Jabuti… mais um “não é possível”.
Profile Image for Yan.
18 reviews1 follower
October 4, 2024
Não é incrível dado o hype com premiações como Jabuti, mas longe de ser decepcionante ou levar ao abandono da leitura.
Além disso, me causou boas lembranças dos meses em que morei em Buenos Aires e do quanto foi uma ótima experiência.
Profile Image for Luiz Eduardo Antonello.
93 reviews5 followers
January 31, 2023
3.5
(tem poemas interessantes e outros que não funcionaram para mim - mas gostei da premissa de um livro de sonetos de um dylan argentino)
Profile Image for Joás Alexandre.
113 reviews
January 31, 2024
"sento no parapeito da janela
e deslizamos juntos, sempre em frente
rótulos podem te deixar doente"
pg. 53 🧃
Displaying 1 - 16 of 16 reviews

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