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O Jardim Sem Limites

O Jardim Sem Limites é um romance de matriz urbana cuja acção decorre em espaços reconhecíveis, como sejam a zona da Baixa e alguns bairros centrais de Lisboa. Os protagonistas são jovens que vivem em bando, enredados nas malhas do desejo de independência e sede de protagonismo, sendo a figura central Leonardo, o satic-man, aquele a quem todos os outros admiram e procuram seguir no seu exemplo de superação e resistência. Sobre este livro, a autora disse em entrevistas que se tratava de um livro sobre jovens do nosso tempo, heróis sem pátria, filhos sem família, mártires sem Deus. Na verdade, a Casa da Arara, essa espécie de antro de experimentação de viver, que o grupo habita, acabará por ser o palco onde a metáfora da dispersão acontece. Mas este livro não se limita a colocar em acção os caminhos do desencontro. As longas performances de Leonardo, imóvel na Rua Augusta, na tentativa de bater o record da imobilidade e entrar para o Guinness, são acompanhadas de momentos de grande humor e observação aguda de hábitos e costumes.

421 pages, Paperback

First published January 1, 1995

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About the author

Lídia Jorge

89 books282 followers
LÍDIA GUERREIRO JORGE nasceu em Boliqueime, Loulé a 18 de Junho de 1946. Concluído o curso de Filologia Românica, dedicou-se ao ensino liceal (Angola, Moçambique e Lisboa). Publicou os romances O Dia dos Prodígios (1980, Prémio Ricardo Malheiros), O Cais das Merendas (1982, Prémio Literário Município de Lisboa), Notícia da Cidade Silvestre (1984, Prémio Literário Município de Lisboa), A Costa dos Murmúrios (1988), A Última Dona (1992), O Jardim Sem Limites (Prémio Bordalo, 1995), O Vale da Paixão (Prémio D. Dinis, 1998), O Vento Assobiando nas Grutas (2002, Grande Prémio do Romance e Novela da APE/DGLB), Combateremos a Sombra (2005, Prémio Charles Bisset) e A Noite das Mulheres Cantoras (2011); os livros de contos A Instrumentalina (1992), Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2004) e Praça de Londres (2005); a peça de teatro A Maçon (1993) e o ensaio Contrato Sentimental (2009). Os seus romances são constituídos por vários planos narrativos, onde o fantástico coexiste com o real, e os problemas sociais colectivos são postos em relevo através de figuras humanas com dimensão metafórica e mítica. Foi condecorada, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2005.

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5 stars
17 (19%)
4 stars
26 (29%)
3 stars
31 (34%)
2 stars
10 (11%)
1 star
5 (5%)
Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for diario_de_um_leitor_pjv .
854 reviews171 followers
July 6, 2026
[COMENTÁRIO]
⭐️⭐️⭐️⭐️
"O Jardim Sem Limites”
de Lídia Jorge

Uma pensão na baixa de Lisboa - a Casa da Arara - onde residem um conjunto algo louco de personagens únicas que retratam a cidade algures na década de 80. É a partir deste local e destas personagens que Lídia Jorge nos apresenta a geração do pós Abril.
O livro é narrado na primeira pessoa por uma escritora anónima, cujo nome nunca chegamos a saber, que se instala na Casa da Arara em Fevereiro de 1988, procurando, de forma quase intensa, a reclusão necessária para escrever. Ela observa, mais do que participa, ouvimos - de um modo constante o som da sua máquina de escrever, a Remington, que quase ganha vida própria na narrativa.
E assim esta narradora vai apresentando as diferentes personagens com destaque para o homem-estátua que tenta bater recordes de imobilidade numa das principais praças lisboetas. Surgem ao longo das páginas outras personagens, diversas no sentido que culminam num retrato de uma juventude urbana confrontada com a modernização acelerada do final do século XX.
“Jardim sem limites” é mais um livro que li de Lídia Jorge, uma história bem diferente dos seus primeiros livros, e que exigiu um, atenção redobrada do leitor pelos seu carácter ensaístico.
[Livro lido no âmbito da iniciativa #divastuga]

(li de 03/07/2026 a 05/07/2026)
Profile Image for Roman Sonnleitner.
41 reviews1 follower
Read
July 5, 2012
Hmmm, I read this years ago, and I really loved it back then, would probably have given it 5 stars.
I don't even know why, but I started re-reading it again recently - and I couldn't even finish it this time around, I found it so tedious, repetitious, and uninteresting - has my own taste changed so much, or is it because I already know the story?
Whatever the reason may be, I'm refraining from rating this.
Profile Image for Ana.
50 reviews8 followers
December 13, 2018
Desisti após 60 páginas. A vida é demasiado curta para nos obrigarmos a ler livros que não nos prendem! É incrível como em 60 páginas não aconteceu praticamente nada. As personagens foram-me completamente indiferentes. A história, se é que existe, é aborrecida. Queria muito ter gostado, mas não deu :(
Profile Image for Rita P Smits.
321 reviews1 follower
June 16, 2024
Outra pessoa que deixou uma crítica dizia "Queria muito ter gostado, mas não deu!", e eu não tenho muito mais a acrescentar ahah

DNF, ou seja, não cheguei a terminar, li apenas uns capítulos. Pareceu-me uma versão inferior da Claraboia by José Saramago , do Saramago, e a escrita deixou-me com um sabor a notas destoantes, uma aspereza desagradável e dificíl de continuar a ler.

Uma pena, porque não fiquei com vontade nenhuma de voltar a esta escritora, que mal conheço.
Profile Image for Susana.
136 reviews
July 1, 2023
Depois de ler este livro, que foi publicado em 1995 e tem como personagem principal um perfomer de rua, que faz de estátua humana, tem o nome artístico de Static Man e pretende bater o Recorde do Guiness de imobilidade voluntária, vi uma notícia na televisão, por acaso, que referia um tal de António Santos, que tem o mesmo modo de ganhar a vida, o mesmo nome artístico e já bateu vários recordes do Guiness relacionados com esta atividade.

Achei demasiada coincidência, pesquisei um pouco e percebi que afinal o livro de Lídia Jorge é mesmo inspirado neste artista.
Neste vídeo podem vê-lo a referir a colaboração com a escritora (a partir do minuto 58:40):
https://www.youtube.com/watch?v=9pj34...
Profile Image for Vasco Ribeiro.
408 reviews7 followers
February 17, 2016
As personagens são reais (possíveis) embora estranhas, mas cheias de carga simbólica. O problema é que não percebi o que simbolizam. Numa cas de Lisboa, (ocupada, porque entregue á família Lanuit - marido um resistente no desemprego que escreve um livro contra a corja - a mulher uma quarentona ainda jeitosa apresentada como burra, mas que parece ainda sonhar, para alugar quartos enquanto a casa não é demolida e dois filhos que quase não aparecem no livro), nos anos de 80. Os quartos do 1º andar são alugados a uma série de pessoas, aparentemente jovens que fazem a sua vida centrada à volta de Leonardo, um performer que vai bater o recorde de imobilização na Baixa de Lisboa. Aparecem Paulina - a amante de todos e organizadora; César, Gamito, Falcão o cine-repórter. Leonardo bate o record do guiness e depois recusa-o. O livro acaba simultaneamente com o incêndio do chiado. Sendo certo que Eduardo Lanuit, à conta de misteriosos mandantes, preparava-se para o incendiar no dia seguinte.
Há ainda o narrador - o último hóspede que escreve incessantemente numa Remington, e que ao fim não sabemos se não será a própria autora. E um membro das novas Igrejas, um tal Lavinha que anda sempre de fato escuro.
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