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Pra quando você acordar
Como lidar com a perda, quando esta não parece definitiva?
Como lidar com a saudade, se aquele de quem se sente a falta está ali, presente?
Como lidar com o luto, se a morte disputa cada momento e cada pensamento com a esperança?
Itamar, irmão da escritora e professora Bettina Bopp, ficou em coma por quinze anos. Durante esse tempo – entre a dor de uma perda que parecia se sedimentar a cada dia e a expectativa de que aquele ente querido pudesse acordar a qualquer minuto –, Bettina escreveu crônicas, cartas ao irmão inconsciente. Nos textos, ela contava sobre tudo aquilo que gostaria de dizer a o nascimento do sobrinho, o cotidiano da família, o dia a dia do tratamento. Nessas conversas aparentemente íntimas e particulares, no entanto, surgiram questões e sentimentos universais, e Bettina "conversou" com Itamar sobre as mudanças no mundo, os questionamentos sobre a vida... e a saudade. Para quando você acordar traz todas essas crônicas, delicadamente escritas e publicadas por Bettina em um blog ao longo do tempo, além de material inédito. "Você não vai acreditar, mas você morreria numa sexta-feira de setembro, oito anos atrás, no final da tarde. Era um dia comum. Comum demais para morrer. Eu pendurava fotos antigas na parede da minha casa um pouco antes do telefone tocar."
Como lidar com a saudade, se aquele de quem se sente a falta está ali, presente?
Como lidar com o luto, se a morte disputa cada momento e cada pensamento com a esperança?
Itamar, irmão da escritora e professora Bettina Bopp, ficou em coma por quinze anos. Durante esse tempo – entre a dor de uma perda que parecia se sedimentar a cada dia e a expectativa de que aquele ente querido pudesse acordar a qualquer minuto –, Bettina escreveu crônicas, cartas ao irmão inconsciente. Nos textos, ela contava sobre tudo aquilo que gostaria de dizer a o nascimento do sobrinho, o cotidiano da família, o dia a dia do tratamento. Nessas conversas aparentemente íntimas e particulares, no entanto, surgiram questões e sentimentos universais, e Bettina "conversou" com Itamar sobre as mudanças no mundo, os questionamentos sobre a vida... e a saudade. Para quando você acordar traz todas essas crônicas, delicadamente escritas e publicadas por Bettina em um blog ao longo do tempo, além de material inédito. "Você não vai acreditar, mas você morreria numa sexta-feira de setembro, oito anos atrás, no final da tarde. Era um dia comum. Comum demais para morrer. Eu pendurava fotos antigas na parede da minha casa um pouco antes do telefone tocar."
- GenresNonfiction
320 pages, Paperback
Published April 8, 2022
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Community Reviews
Displaying 1 - 20 of 20 reviews
December 18, 2023
Conheci a obra de Bettina através da postagem da Maria e acompanhei algumas coisas pelo blog, mas ter esses relatos reunidos no livro foi maravilhoso.
Eu já sabia do desfecho quando comecei a ler, mas nem por isso foi menos doloroso me despedir do meu amigo Ita e de sua amorosa mãe. Apeguei-me a todos os citados no livro, inclusive quero ter notícias do pequeno Derek...
Bettina é uma fada das palavras, escreve com o coração, com boas doses de humor e sentimentos. É possível sentir a esperança e até a desesperança em suas palavras página a página.
Recomendo para quem estiver lidando com a ausência de uma pessoa querida, com o luto ou apenas para quem quer acompanhar uma forte história de amor.
Eu já sabia do desfecho quando comecei a ler, mas nem por isso foi menos doloroso me despedir do meu amigo Ita e de sua amorosa mãe. Apeguei-me a todos os citados no livro, inclusive quero ter notícias do pequeno Derek...
Bettina é uma fada das palavras, escreve com o coração, com boas doses de humor e sentimentos. É possível sentir a esperança e até a desesperança em suas palavras página a página.
Recomendo para quem estiver lidando com a ausência de uma pessoa querida, com o luto ou apenas para quem quer acompanhar uma forte história de amor.
March 9, 2023
Amo blogs, amo romances epistolares, e esse é um livro que eu já sabia que amaria. Tão doce, triste, verdadeiro.
July 25, 2022
Eu acho que esse livro tem seu valor por dois caminhos distintos:
1) pelas discussões filosóficas que contém; não no sentido acadêmico da coisa, mas na forma como pensa em morte e tantas outras coisas à luz do cotidiano. Muitas vezes ao longo do livro, a relação entre família/amizades/mundo foi posta de maneira muito bonita, pelo menos em minha opinião. E na incerteza desse mundo pós-pandemia (mas onde ela não acabou de verdade ainda), posso dizer que foi algo que me atingiu bastante.
2) Por seu papel de contar acontecimentos correntes: o blog começou em 2015 e agora em 2022 é muito interessante ver as entradas do blog crescendo desde o impeachment da Dilma até acontecimentos mais recentes da política. Acho que em 10, 15 anos, esse aspecto vai estar ainda mais forte e o livro vai ser uma via super válida para entender como certos acontecimentos sociais do país reverberavam; Dilma e tal continuaram sendo acontecimentos grandes, mas algum esforço extra será necessário para lembrar de outros pormenores que a Bettina descreve, e acho isso ótimo.
1) pelas discussões filosóficas que contém; não no sentido acadêmico da coisa, mas na forma como pensa em morte e tantas outras coisas à luz do cotidiano. Muitas vezes ao longo do livro, a relação entre família/amizades/mundo foi posta de maneira muito bonita, pelo menos em minha opinião. E na incerteza desse mundo pós-pandemia (mas onde ela não acabou de verdade ainda), posso dizer que foi algo que me atingiu bastante.
2) Por seu papel de contar acontecimentos correntes: o blog começou em 2015 e agora em 2022 é muito interessante ver as entradas do blog crescendo desde o impeachment da Dilma até acontecimentos mais recentes da política. Acho que em 10, 15 anos, esse aspecto vai estar ainda mais forte e o livro vai ser uma via super válida para entender como certos acontecimentos sociais do país reverberavam; Dilma e tal continuaram sendo acontecimentos grandes, mas algum esforço extra será necessário para lembrar de outros pormenores que a Bettina descreve, e acho isso ótimo.
May 6, 2022
"O tempo se encarrega de botar as nossas dores em prateleiras cada vez mais altas, mas elas sempre estarão conosco".
Lindo isso, né? Tem tempos que a caixa fica fechada, mas às vezes ela despenca na minha cabeça.
Lindo isso, né? Tem tempos que a caixa fica fechada, mas às vezes ela despenca na minha cabeça.
July 31, 2026
‘Pra Quando Você Acordar’ chegou até mim por indicação de uma amiga querida.
Comecei a ler sem saber nada sobre a autora e nem nunca ter ouvido falar do blog que deu origem a todos esses textos.
O livro é uma coleção de crônicas escritas pela autora para o seu irmão Ita, que sofreu um infarto e ficou em coma durante muitos anos. Ao longo de inúmeras cartas, a Bettina compartilha reflexões, aprendizados, fatos marcantes e acontecimentos banais do dia a dia com o irmão. É uma forma de mantê-lo presente na sua rotina e inclui-lo na de seus leitores.
Dado a ideia geral dos textos, o livro tem naturalmente um tom emotivo, as vezes melancólico e nostálgico. Achei algumas crônicas um pouco desconexas, com a introdução não casando com o restante do texto. Mas isso foi explicado mais à frente, pela própria filha da Bettina, a atriz Maria Bopp (mais conhecida por mim como Blogueirinha do Fim do Mundo): ‘Mais que isso, minha mãe sempre teve a habilidade de transformar o cotidiano em fábula. (…) Como uma roteirista, ela junta um trecho de uma notícia que leu no dia, faz conexões inesperadas com alguma memória de infância e chora desavergonhadamente com o significado do enredo que ela mesma criou.’
É bonito ver a conexão forte que a Bettina tinha com o irmão e a união da familia Bopp, e gostei da forma com que as questões do dia a dia são narradas com sensibilidade, delicadeza e humor (tenho admiração por quem consegue seguir vendo beleza e graça na vida, apesar de tudo). A escrita dela me lembra muito das crônicas da Martha Medeiros. O livro também tem muitas citações interessantes de outros autores e frases de músicas que se encaixam nos contextos abordados, ajudando a autora a verbalizar as ideias e transformar sentimentos em palavras.
‘É com o tempo que a gente vai construindo a própria identidade. Nascemos só com as linhas e tecemos com as mãos as relações. Bordei quem sou sendo irmã de vocês, filha deles, neta de quem fui.’
‘Uns dias chove, noutros dias bate sol dentro de mim. Não sei se é a Páscoa, a lua sangrenta, o cheiro do outono, o comercial de despedida da Kombi. Hoje estou chovendo por dentro.’
‘Acho que quando uma pessoa morre - ou dorme! - as lembranças sofrem um processo de decantação. Os defeitos, mais densos e pesados que as qualidades, são depositados no fundo da memória e as qualidades se sobressaem, transparentes, insípidas e inodoras.’
‘Aprendo com Drummond: “Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim”.’
Comecei a ler sem saber nada sobre a autora e nem nunca ter ouvido falar do blog que deu origem a todos esses textos.
O livro é uma coleção de crônicas escritas pela autora para o seu irmão Ita, que sofreu um infarto e ficou em coma durante muitos anos. Ao longo de inúmeras cartas, a Bettina compartilha reflexões, aprendizados, fatos marcantes e acontecimentos banais do dia a dia com o irmão. É uma forma de mantê-lo presente na sua rotina e inclui-lo na de seus leitores.
Dado a ideia geral dos textos, o livro tem naturalmente um tom emotivo, as vezes melancólico e nostálgico. Achei algumas crônicas um pouco desconexas, com a introdução não casando com o restante do texto. Mas isso foi explicado mais à frente, pela própria filha da Bettina, a atriz Maria Bopp (mais conhecida por mim como Blogueirinha do Fim do Mundo): ‘Mais que isso, minha mãe sempre teve a habilidade de transformar o cotidiano em fábula. (…) Como uma roteirista, ela junta um trecho de uma notícia que leu no dia, faz conexões inesperadas com alguma memória de infância e chora desavergonhadamente com o significado do enredo que ela mesma criou.’
É bonito ver a conexão forte que a Bettina tinha com o irmão e a união da familia Bopp, e gostei da forma com que as questões do dia a dia são narradas com sensibilidade, delicadeza e humor (tenho admiração por quem consegue seguir vendo beleza e graça na vida, apesar de tudo). A escrita dela me lembra muito das crônicas da Martha Medeiros. O livro também tem muitas citações interessantes de outros autores e frases de músicas que se encaixam nos contextos abordados, ajudando a autora a verbalizar as ideias e transformar sentimentos em palavras.
‘É com o tempo que a gente vai construindo a própria identidade. Nascemos só com as linhas e tecemos com as mãos as relações. Bordei quem sou sendo irmã de vocês, filha deles, neta de quem fui.’
‘Uns dias chove, noutros dias bate sol dentro de mim. Não sei se é a Páscoa, a lua sangrenta, o cheiro do outono, o comercial de despedida da Kombi. Hoje estou chovendo por dentro.’
‘Acho que quando uma pessoa morre - ou dorme! - as lembranças sofrem um processo de decantação. Os defeitos, mais densos e pesados que as qualidades, são depositados no fundo da memória e as qualidades se sobressaem, transparentes, insípidas e inodoras.’
‘Aprendo com Drummond: “Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim”.’
November 11, 2024
"Pra Quando Você Acordar" é um livro que nos convida a entrar em um universo emocional complexo, uma obra tão profunda que exige ser lida com calma. Cada página é carregada de sentimentos e reflexões que nos tocam de maneira inesperada.
O livro traz uma narrativa intimista, que lida com as sutilezas da existência, do amor e das relações humanas, tudo isso misturado com o medo e a esperança. Ele é uma leitura para ser consumida em doses pequenas, quase homeopáticas, dado o impacto de suas palavras.
A autora, com sua maestria, transforma experiências pessoais em questões universais, e cada trecho do livro parece ter a capacidade de abrir uma janela para o mundo interior do leitor. O que faz de Pra Quando Você Acordar uma experiência tão marcante é justamente essa intensidade emocional que a autora consegue transitar sem forçar a barra.
A leitura pode mexer profundamente com quem se dispõe a mergulhar nas suas páginas. E é esse poder transformador que torna o livro algo raro: ele não apenas nos conta uma história, mas nos faz repensar a forma como enxergamos a vida, o amor e o outro. Em tempos de ritmo frenético, essa obra é um lembrete de que é possível, e necessário, desacelerar para absorver a beleza e a complexidade do que está à nossa volta.
Em resumo, Pra Quando Você Acordar é um livro que exige e recompensa.
O livro traz uma narrativa intimista, que lida com as sutilezas da existência, do amor e das relações humanas, tudo isso misturado com o medo e a esperança. Ele é uma leitura para ser consumida em doses pequenas, quase homeopáticas, dado o impacto de suas palavras.
A autora, com sua maestria, transforma experiências pessoais em questões universais, e cada trecho do livro parece ter a capacidade de abrir uma janela para o mundo interior do leitor. O que faz de Pra Quando Você Acordar uma experiência tão marcante é justamente essa intensidade emocional que a autora consegue transitar sem forçar a barra.
A leitura pode mexer profundamente com quem se dispõe a mergulhar nas suas páginas. E é esse poder transformador que torna o livro algo raro: ele não apenas nos conta uma história, mas nos faz repensar a forma como enxergamos a vida, o amor e o outro. Em tempos de ritmo frenético, essa obra é um lembrete de que é possível, e necessário, desacelerar para absorver a beleza e a complexidade do que está à nossa volta.
Em resumo, Pra Quando Você Acordar é um livro que exige e recompensa.
April 30, 2023
"Você fugiu do quê? Por quê? O que estava tão pesado para você e por que eu não pude te ajudar? Onde eu estava? Onde você estava?"
na orelha do livro, Milly Lacombe dá uma dica ao leitor: "leia devagar. Que é para ele, como uma grande história de amor, nunca acabar". que bom que a segui.
sempre achei difícil acreditar em um amor que não precisa de reciprocidade para seguir pulsando, mas esse livro me provou o contrário através da reinvenção e da despossessão. é admirável a força da família Bopp, principalmente da Bettina, que torna público o que é tão intimamente seu (e, de certa forma, de todos nós). Itamar nunca esteve sozinho, ainda que todos ao seu redor estivessem sofrendo com ausência dele. tão perto, tão longe.
lindo! Pra quando você acordar é um abraço carinhoso para todas as pessoas que já conheceram o luto. é uma obra que serve como um lembrete de que estamos vivos, ainda que foi feita para uma pessoa que estava dormindo e que dormiu por muitos anos.
na orelha do livro, Milly Lacombe dá uma dica ao leitor: "leia devagar. Que é para ele, como uma grande história de amor, nunca acabar". que bom que a segui.
sempre achei difícil acreditar em um amor que não precisa de reciprocidade para seguir pulsando, mas esse livro me provou o contrário através da reinvenção e da despossessão. é admirável a força da família Bopp, principalmente da Bettina, que torna público o que é tão intimamente seu (e, de certa forma, de todos nós). Itamar nunca esteve sozinho, ainda que todos ao seu redor estivessem sofrendo com ausência dele. tão perto, tão longe.
lindo! Pra quando você acordar é um abraço carinhoso para todas as pessoas que já conheceram o luto. é uma obra que serve como um lembrete de que estamos vivos, ainda que foi feita para uma pessoa que estava dormindo e que dormiu por muitos anos.
June 11, 2023
A vida segue com essas faltas e ausências e nos surpreende: como a gente pôde se acostumar?
Que livro maravilhoso! Fiquei encantada com a escrita sensível e ao mesmo tempo bem humorada da autora que, junto com a família, esperou por 15 anos o irmão acordar de um coma. Durante a leitura, ri alto, chorei e me senti parte da família. Quando terminei o livro, fiquei triste: com a partida do Ita e da avó, porque o Ita não pôde ler essas lindas cartas, e porque me senti meio órfã. Lerei de novo com certeza.
Acho que quando uma pessoa morre - ou dorme! - as lembranças sofrem um processo de decantação. Os defeitos, mais densos e pesados que as qualidades, são depositados no fundo da memória e as qualidades se sobressaem, transparentes, insípidas e inodoras.
Que livro maravilhoso! Fiquei encantada com a escrita sensível e ao mesmo tempo bem humorada da autora que, junto com a família, esperou por 15 anos o irmão acordar de um coma. Durante a leitura, ri alto, chorei e me senti parte da família. Quando terminei o livro, fiquei triste: com a partida do Ita e da avó, porque o Ita não pôde ler essas lindas cartas, e porque me senti meio órfã. Lerei de novo com certeza.
Acho que quando uma pessoa morre - ou dorme! - as lembranças sofrem um processo de decantação. Os defeitos, mais densos e pesados que as qualidades, são depositados no fundo da memória e as qualidades se sobressaem, transparentes, insípidas e inodoras.
Read
March 27, 2024"Nunca encontrei a caixa do Predador – mas na caixa de Pandora o que sobrou foi a esperança.
Esta semana o Schumacher acordou do coma. Li uma crônica que diz que “Schumacher vai nos deixando como uma volta com safety car, interminável, lenta, angustiante. ‘Só um milagre’, dizem. Mas não é para isso que existem os super-heróis?”.
Sonhos, desejos, esperanças e milagres. E não é para isso que existem os super-heróis, Ita?"
Esta semana o Schumacher acordou do coma. Li uma crônica que diz que “Schumacher vai nos deixando como uma volta com safety car, interminável, lenta, angustiante. ‘Só um milagre’, dizem. Mas não é para isso que existem os super-heróis?”.
Sonhos, desejos, esperanças e milagres. E não é para isso que existem os super-heróis, Ita?"
August 10, 2022
perceber as nuances frágeis da vida humana me fascina de uma maneira melancólica. Sei que a gente não gosta de falar do sofrimento, mas se torna urgente encontrar espaços pra que se expresse as agonias humanas, porque é no falar que o sofrimento ameniza. Esse livro me humanizou mais, e espero que humanize cada um que chegar a lê-lo.
October 19, 2022
“Você não vai acreditar,” mas não poderia deixar de colocar uma música na review - até porquê o livro inteiro é cheio de referências musicais - e pegarei as palavras de Letrux emprestadas, “me abalo e me abalo muito”!! Livro livro que me abalou demais!!
Foi um mix de choro e sorrisos durante as histórias, me sinto um membro do clã Bopp agora.
Foi um mix de choro e sorrisos durante as histórias, me sinto um membro do clã Bopp agora.
December 26, 2023
"certos momentos nem o tempo apaga. e a gente lembra. e já não dói mais. mas dá saudade.”…. livro que retrata o que é a vida, porque a vida é uma surra, mas é movida a paixões, porque amar e viver é dolorido, mas faz bem.
June 3, 2025
Livro triste, porém tocante e sensível. A autora nos traz várias reflexões que ela vai fazendo ao longo dos anos que o irmão ficou em coma enquanto conta o que está acontecendo com a família e o país nesse período. Me lembrou um pouco 'Paula", da Isabel Allende, um livro que gosto muito.
September 6, 2025
Tb tenho essa conexão com as palavras pra lidar com sentimentos, me entender e entender o mundo. Então acho que foi uma forma incrível de lidar com o luto, com as despedidas, com os ciclos que se encerram e se abrem. Ótimas reflexões.
April 18, 2023
Lindo e triste esses textos, essa espera. Enquanto lia as crônicas, fui me sentindo parte dessa família, como se eu pudesse compartilhar as dores e as belezas relatadas em cada texto.
January 26, 2024
Pelo momento que eu estou passando com meu vô, algumas passagens fizeram muito sentido para mim. mas em muitas partes (por mais que possa parecer insensível) eu não tinha interesse.
March 24, 2026
Um diário de 15 anos escrito para um irmão em coma. Bettina transforma dor, espera, saudade e amor em crônicas fluidas, intensas e muito humanas. É impossível não sentir junto.
March 21, 2025
Muuuito lindo!! Sobre luto, saudade e espera
December 26, 2025
Gosto muito de ler biografias e histórias reais. Conheci a história do Ita pelos posts da Maria e fiquei com vontade de ler o livro. Muito lindo e sensível, terminei em prantos. Faz repensar muito como estamos vivendo a vida, cultivar as relações que temos e apreciar as pequenas coisas. Todo o meu carinho para a família Bopp.
June 12, 2023
Que livro lindo.
A cada leitura da vontade de estar com as pessoas que amamos.
Além de nos mostrar que coisas tão simples do dia a dia, para a uma pessoa que está em estado vegetativo é muito doloroso ver que elas não conseguem realizar.
A vida é um sopro.
A cada leitura da vontade de estar com as pessoas que amamos.
Além de nos mostrar que coisas tão simples do dia a dia, para a uma pessoa que está em estado vegetativo é muito doloroso ver que elas não conseguem realizar.
A vida é um sopro.
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