menina é uma novela híbrida. A protagonista se chama Mainê. Ela é revisora do jornal da cidade de Nona Ponte, onde mora, e já há algum tempo escreve e envia crônicas e colunas à sua editora (na expectativa de ser publicada). A insistência rende, por fim, uma proposta (uma proposta desconcertante, entretanto): ser objeto do próprio texto. Insegura diante da ideia de explorar a si mesma, Mainê vê na ficção um subterfúgio para dar voz às suas memórias (eis Menina). Pouco a pouco, ela entenderá que a escrita é um processo do qual nunca saímos ilesas (ainda bem!).
Este é um perfil em construção para compartilhar mais sobre as leituras que formaram a escritora que sou. Fica à vontade para chegar, conhecer e recomendar os teus favoritos.
Sou laureada em Escrita Criativa, pós-graduanda em Literatura Brasileira e trabalho no mercado editorial, diretamente com distribuição de livros. Só tive a coragem de me dizer escritora há alguns anos, mas escrevo e leio desde que me conheço por gente - acho que antes disso até.
O meu primeiro romance, "menina" (que está logo aqui embaixo) é um livro híbrido que se propõe a uma experiência de leitura mais imersiva, com elementos físicos, gêneros diversos, diferentes tipos de papel e a obrigatoriedade de experimentar cada página. Foi publicado via financiamento coletivo com a ajuda de 183 apoiadores sensacionais, e teve seu lançamento oficial em 04 de junho de 2022.
Acho que nunca vou ler um livro como "menina" outra vez. A autora sabe emocionar tão bem quanto sabe utilizar literatura híbrida. Agora terei que guardar em meu coração.
4,5⭐ A história em si é simples, mas muito boa, e conseguiu me impactar mesmo em poucas páginas. Gostei que o formato impediu que a narração fosse crua e direta, deixando alguma margem pra interpretação, apesar de todas as lacunas terem sido bem preenchidas do meio pro final. E mais do que a história, vou guardar a experiência comigo (que tornei mais imersiva marcando e anotando também) por bastante tempo. Recomendo bastante!
Que livro sensacional, diferente de tudo que já li. Criatividade não só na forma de escrita completamente não convencional, mas na história também que não tem nada de clichê.