Certo de que vivemos em meio ao fogo cruzado de duas correntes culturais completamente dissociadas uma da outra – a científica e a humanista –, convencido da necessidade de uma reforma do pensamento e, portanto de uma reforma do ensino, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin traz aos leitores este “manual para alunos, professores e cidadãos”, no qual defende um ensino capaz de transmitir não o mero saber, mas uma cultura unificada “que permita compreender a nossa condição e que favoreça, ao mesmo tempo, um modo de pensar aberto e livre”. Em A Cabeça Bem-Feita, Morin afirma que o conhecimento pertinente é aquele que é capaz de situar qualquer informação em seu contexto e, se possível, no conjunto em que está “Uma inteligência incapaz de perceber o contexto e o complexo planetário fica cega, inconsciente e irresponsável.” O autor aponta para os inconvenientes da superespecialização, do confinamento e do despedaçamento do saber provocados pelo especialização e pela multidisciplinaridade das ciências e afirma que “a aptidão para contextualizar e integrar é uma qualidade fundamental da mente humana, que precisa ser desenvolvida e não atrofiada”. “O enfraquecimento de uma percepção global leva ao enfraquecimento do senso de responsabilidade – cada um tende a ser responsável apenas por sua tarefa especializada – bem como ao enfraquecimento da solidariedade – ninguém mais preserva o seu elo orgânico com a cidade e seus concidadãos. (...) A continuação do processo técnico-científico atual – processo cego, aliás, que escapa à consciência e à vontade dos próprios cientistas – leva a uma grande regressão da democracia.”
Edgar Morin (born Edgar Nahoum, 1921-2026) was a French philosopher and sociologist of the theory of information who has been recognised for his work on complexity and "complex thought" (pensée complexe), and for his scholarly contributions to such diverse fields as media studies, politics, sociology, visual anthropology, ecology, education, and systems biology. He held two bachelors, one in history and geography and one in law, and never did a Ph.D.
During his academic career, Morin was primarily associated with the École des hautes études en sciences sociales (EHESS) in Paris. Although less well known in the Anglophone world due to the limited availability of English translations of his over 60 books, Morin is renowned in the French-speaking world, Europe, and Latin America.
"Ogni individuo, anche il più chiuso nella vita più banale, costituisce in se stesso un cosmo. Ognuno contiene in sé galassie di sogni e di fantasmi, slanci inappagati di desideri e di amori, abissi di infelicità, immensità di glaciale indifferenza, conflagrazioni di astri in fiamme, l'infrangersi dell'odio, smarrimenti stupidi, lampi di lucidità, e dementi burrasche...". Questo saggio di per sé è molto interessante, ricco di spunti e riflessioni. Il linguaggio però è molto difficile da seguire e pieno di tecnicismi. Inoltre si danno per scontati diversi concetti, dalla fisica alla filosofia, e per i non addetti ai lavori diventa impegnativo seguire l'autore nei suoi ragionamenti. Infine, penso che questi concetti, per quanto apprezzabili e condivisibili, siano veramente difficili da realizzare in ambito scolastico. Ora come ora questo libro non mi ha lasciato molto, ma lo rileggerò tra qualche anno.
Un ensayo, de lectura sencilla más allá de algunos pasajes, sobre la importancia de abarcar el conocimiento, las ciencias y humanidades, la educación y la cultura, de forma (y con una mirada) amplia, buscando acabar con el excesivo enfoque disciplinar, que termina siendo limitante: la mayoría de los problemas actuales son globales, transversales, complejos, y requieren un planteamiento desde distintas especialidades; citando continuamente a Blas Pascal, el todo y las partes son indivisibles - es imposible entender las partes sin conocer el todo, ni entender el todo sin conocer las partes.
Relevante considerando que es un texto original de 1,999; y aunque podría criticarse que el autor se queda en planteamientos iniciales, su propuesta no pierde ni vigencia ni certeza.
"La testa ben fatta" è il saggio in cui Morin spiega quella che lui ritiene una necessaria e urgente riforma del pensiero, destinata alle scuole in quanto formatrici delle giovani menti. Lo scopo è quello di indirizzare gli individui al modo più funzionale di organizzare le conoscenze al fine di riconoscere e affrontare in maniera ottimale la complessità - intrinseca del sapere stesso ed estrinseca della società globale e multietnica che ci circonda. L'autore affronta diverse tematiche, tra cui la condizione umana e il modo corretto di approcciarsi al suo studio, l'incertezza, l'essere cittadini del mondo, i concetti di complessità e soggetto, la riforma del pensiero e dei vari gradi dell'istruzione... argomentazioni di per se interessanti, in cui ho trovato spunti di riflessione e idee originali ma a mio parere impossibili da applicare nel concreto. Inoltre il linguaggio utilizzato è molto tecnico e difficile; per una come me estranea al settore e' stata davvero una lettura impegnativa che mi ha ricordato i testi criptici che ci faceva leggere la professoressa di filosofia al liceo. Per questa sua pesantezza e l'inapplicabilità pratica dell'intero sistema proposto nel testo non mi ha lasciato granché.
Un ideario iluminador para la reforma educativa con el cómo pendiente
Morin postula en esta obra de finales del Siglo XX, cinco finalidades educativas ligadas entre sí y que han de nutrirse unas de otras: “la mente bien ordenada, que nos da aptitud para organizar el conocimiento, la enseñanza de la condición humana, el aprendizaje del vivir, el aprendizaje de la incertidumbre, la educación ciudadana”; todo ello en un contexto de conexión de las culturas científica y humanística.” La obra plantea una aspiración de reforma de la educación con vigencia aún pero no pasa del atisbo en cuanto a su diseño concreto, dejando de lado el rol de los servicios de capacitación y formación laboral pues centra la atención en los niveles tradicionales: primaria, secundaria y Universidad.
Buen libro para conocer un poco la filosofía de Edgar Morin. Toca temas como la educación, sistemas complejos, la ciencia empírica vs humanidades, la sociedad... El lenguaje es bastante ameno y fácil de seguir, con capítulos cortos y ejemplos claros. Recomendado para todos aquellos que les interese conocer un poco más de este filósofo y sociólogo francés de origen sefardí, para quienes les guste plantearse las cosas, y sientan que el sistema educativo y científico actual necesita un cambio.
In questo saggio l'autore pone l'accento sull'importanza della qualità dell'educazione e del rimando della cultura intesi come capacità degli individui di comprendere, organizzare, collegare, risolvere concetti/problematiche con criticità e atteggiamento attento e partecipato. Rispetto ad una "testa piena" di saperi, come aveva asserito Montaigne, è meglio una "testa ben fatta": in poche parole, dando ai saperi un senso.
"Conoscere l'umano non significa separarlo dall'Universo, ma situarvelo" . . . "L'umanesimo non dovrebbe più essere portavoce dell'orgogliosa volontà di dominare l'Universo. Diviene essenzialmente quello della solidarietà fra umani, la quale implica una relazione ombelicale con la natura e il cosmo"
Pedante, retorico, quasi sempre nel giusto ma capace di rivestire i concetti cardine della sua trattazione con una tale patina di pochezza filosofica da far desiderare il lettore di darsi all'ippica, o al riduzionismo.
Uma utopia do pensamento complexo Em cabeça bem feita Morin deixa claro seu projeto de uma sociedade onde seus sujeitos reformulem o seu pensamento de maneira complexa, de maneira completa. Para isso, ele argumenta que dos desafios que a própria sociedade, pela educação, deve contemplar onde os conhecimentos não sejam fragmentados mas que as pessoas sejam capazes de organizar as informações como parte de um todo, assim contextualizando as disciplinas, ligando a cultura cientifica com a cultura humana. Para isso, Morin, de forma gloriosa, abrange diversas discussões, desde ciências sociais até teoria dos cosmos, desde arqueologia até as ciências quanticas, da filosofia à biologia, e da dinamicidade além delas, esmiuçando o quanto que todos esses conhecimentos humanos abrangem uma complexa globalidade. Há porém o que se prestar bastante atenção em algumas afirmações em discussões que naquela época não era muito debatidas e até em seu atrevimento discursivo quanto algumas temáticas, visto que, propositalmente faz isso justamente para defender seu ponto de vista. O livro é muito bom principalmente em quem procura entender sociedade e busca estudos sobre educação com um princípio. Além disso possibilita uma viagem pela leitura, que particularmente achei muito instigante. Para organizar nosso pensamento, e para isso precisamos de todo conhecimento para moldar ainda mais nossa subjetividade no mundo, vamos percorrer essa viagem que Morin nos desafia?
[Η ποίηση, που αποτελεί μέρος της λογοτεχνίας όντας παράλληλα κάτι περισσότερο απο λογοτεχνία, μας εισάγει στην ποιητική διάσταση της ανθρώπινης ύπαρξης. Μας αποκαλύπτει ότι δεν κατοικούμε μόνο πεζά - υποκείμενοι στην ωφελιμότητα και τη λειτουργικότητα- αλλά και ποιητικά τη Γη, ταγμένοι στο δέος, την αγάπη, την έκσταση. Με τη δύναμη του λόγου, μας κάνει να επικοινωνούμε με το μυστήριο που είναι πέραν αυτού που μπορεί να ειπωθεί. ]
[Η «παιδεία» είναι ισχυρή λέξη: «Χρήση μέσων για τη διάπλαση και την ανάπτυξη του ανθρώπου αυτά τα ίδια τα μέσα» ( Robert ). Ο όρος «διάπλαση», με τις συνεκδοχές του της διαμόρφωσης και του σχηματισμού, έχει το μειονέκτημα να αγνοεί ότι η αποστολή του διδακτισμού είναι η ενθάρρυνση του αυτο-διδακτισμού με την αφύπνιση, πρόκληση, εύνοια της αυτονομίας του πνεύματος.]
[Ο πρώτος στόχος της διδασκαλίας διατυπώθηκε από τον Μονταίν (Montaigne): καλύτερα ένα καλοφτιαγμενο παρά ένα καλογεμισμένο κεφάλι.]
[Η παιδεία πρέπει να ευνοεί τη φυσική ικανότητα του πνεύματος στο να θέτει και να επιλύει προβλήματα, και συσχετικά να διεγείρει την πλήρη χρήση της γενικής νοημοσύνης.]
["Οι θεοί μας επιφυλάσσουν πολλές εκπλήξεις: το αναμενόμενο δεν πραγματοποιείται, και στο απρόσμενο ένας θεός ανοίγει τον δρόμο." ΕΥΡΙΠΙΔΗΣ, τέλος της Μήδειας]
Um livro bem complexo, mas que de fato contribui para formação pedagógica. Morin enfatiza a todo instante a importância de ter pensamento focado em uma educação interligada com uma sociedade voltada a ciências mas que seja ativos em todo processo educacional, instigados a mover novos caminhos por uma educação inovadora.
Morin cerca di proporre una riforma dell'insegnamento che dovrebbe procedere da una riforma del pensiero e, in particolare, dal superamento della specializzazione estrema delle discipline in vista di una conoscenza sistematica (dal sistema in cui il tutto è più della somma delle parti) e del superamento del conflitto tra cultura umanistica e cultura scientifica. L'ho trovato molto interessante nelle idee e nell'urgenza (che condivido e condividevo già prima in toto) ma un po' sterile o, comunque, più lirico che programmatico nei propositi pratici. Gran bel tema comunque, da esplorare e da espandere.
“Conhecimento pertinente é o que é capaz de situar qualquer informação em seu contexto e, se possível, no conjunto em que está inscrita. Podemos dizer até que o conhecimento progride não tanto por sofisticação, formalização e abstração, mas, principalmente, pela capacidade de contextualizar e englobar”. (pg 15)
(...) “considerando que a aptidão para contextualizar e integrar é uma qualidade fundamental da mente humana, que precisa ser desenvolvida, e não atrofiada”. (pg 16)
Saggio appassionante sull'educazione alla conoscenza in senso complesso e unitario. Il nostro modo di pensare, riflettere e rielaborare concetti semplici per fare nostra una conoscenza più globale del termine che ha radici dentro il nostro io umano e cosciente, fin dall'inizio della vita e della storia. Un libro che ogni studente e insegnante deve leggere. Siamo tutti studenti e insegnanti della propria vita.