«Nunca la prohibición es la solución y de eso las putas podemos dar cuenta».
Un día la mujer cuyos hijos cuidaba le contó la Soy puta. Poco después le preguntó si quería atender a uno de sus clientes. Georgina Orellano calculó: con sus ingresos como niñera jamás podría superar la pobreza. Así que aceptó. En un rato ganó más que el salario mensual de su madre, empleada doméstica.
En Puta feminista describe con brutal honestidad los códigos de la calle, los vínculos con los hombres y la violencia derivada de la clandestinidad. Pero, a la vez, detalla cómo la solidaridad y la ternura ayudan a superarla.
Crónica sentimental, lo es también del despertar de la consciencia política, cuando reclama jubilación y obra social; cuando recupera la historia de la organización de lxs trabajadorxs sexuales que lidera; cuando enfrenta a la policía y discute con el patriarcado y cuando desafía a un sector poderoso del feminismo que propugna la abolición de la prostitución.
La voz de este libro es potente, rebelde, frontal. Es colectiva y singular. Una voz que pide que presten atención a la verdad que trae con ella.
Terminei este livro precisamente no momento em que foi divulgado o veredicto de absolvição de Diddy, acusado de crimes de tráfico sexual. E acredito que essa coincidência me deixou ainda mais dividida em relação à forma como a prostituição é abordada nesta obra.
A verdade é que os temas da prostituição e do tráfico sexual continuam a ser, para mim, dos mais complexos e difíceis de abordar. Tenho muita dificuldade em adotar uma posição absoluta. Por um lado, acredito que a legalização da prostituição poderia facilitar a denúncia de casos de violência sexual por parte de trabalhadoras sexuais, que muitas vezes se veem obrigadas a operar na clandestinidade. Além disso, dar-lhes-ia acesso a proteções legais e fiscais que hoje não têm. Por outro lado, a forma como a autora separa prostituição e tráfico sexual parece-me perigosa e ignora o quão entrelaçadas estas duas realidades estão. E, acima de tudo, tenho dificuldade em aceitar que este seja um campo a partir do qual se promova a ideia de empoderamento. Descriminalizar, sim. Combater o estigma e o preconceito, sim. Mas empoderar? Para mim, não existe feminismo sem interseccionalidade, e isso inclui as trabalhadoras sexuais. No entanto, não podemos ignorar o facto de que a prostituição é uma indústria profundamente marcada pelo tráfico de mulheres. Separar estas duas realidades como se fossem esferas independentes é ignorar que muitas mulheres entram no sistema não por escolha, mas por falta dela, através de coerção, abuso, pobreza, exploração etc (e desde muito novas).
Ao longo do livro, há várias afirmações da autora que considero problemáticas. No capítulo "Não tenho medo", quando alguém lhe pergunta se não receia ser alvo de violência pela natureza do seu trabalho, ela responde de forma defensiva, dizendo: "Parece que, para algumas, só o nosso trabalho é que implica violência. Como se nunca tivessem fodido um machão (...). Nós pelo menos cobramos." Esta frase parece-me especialmente perigosa porque normaliza a violência sexual ao compará-la com relações abusivas no plano íntimo ou pessoal. Em vez de reconhecer essa violência como parte de um problema estrutural que atravessa a vida de muitas mulheres, acaba por relativizá-la. Faço-me entender?
No final do livro, a autora recorre àquela metáfora de que todos vivemos num sistema capitalista e, de certa forma, todos nos “prostituímos”. Equiparar o trabalho sexual, onde o corpo, o consentimento e a intimidade estão diretamente envolvidos, a qualquer outro trabalho assalariado num sistema capitalista é descontextualizar completamente a complexidade e vulnerabilidade dessa realidade. É ignorar o facto de que, ao contrário de outros trabalhos, aqui o consentimento pode ser condicionado por fatores de poder, dependência económica ou até abuso.
Talvez o ponto que mais me deixou em conflito foi a ideia de que ela exerceu o trabalho sexual de forma livre e empoderada. A autora afirma que escolheu esta profissão pela autonomia e remuneração que lhe proporcionava. Mas isso levanta uma questão essencial: até que ponto existe consentimento real quando está envolvido o pagamento? Será que é possível considerar como uma escolha livre algo que, muitas vezes, resulta da ausência de alternativas? A verdade é que, na maioria dos casos, os homens que pagam por sexo não vêm as mulheres como pessoas, mas como serviços, o que desumaniza e perpetua desigualdades de género. A ideia de que o consentimento pode ser comprado, para mim, ignora as condições económicas e sociais que muitas vezes estão por trás dessa "escolha". Quando a necessidade dita a decisão, o consentimento deixa de ser totalmente livre.
O recente veredicto do caso Diddy é um exemplo disto. Ele foi absolvido porque o júri considerou que as vítimas “consentiram” em estar nas festas dele por serem trabalhadoras sexuais. Esta ideia de consentimento condicionado, onde o dinheiro ou uma relação abusiva servem como prova de aceitação, é GRAVE e preocupante. O facto de se assumir que uma mulher não pode ter sido coagida porque aceitou dinheiro, ou que ele não podia ser considerado proxeneta porque era seu namorado, demonstra os perigos que mencionei de separar teoricamente prostituição e tráfico sexual, como se fossem fenómenos estanques. Não são.
Outro aspeto que me incomodou foi a forma como a autora se refere às redes anti-tráfico sexual, frequentemente desvalorizando o seu trabalho ou tratando-as como moralistas. O facto de existirem mulheres que se prostituem por escolha própria não pode invisibilizar que a maioria está nessa situação por coação, necessidade económica, tráfico ou abuso. Muitas foram retiradas das suas famílias, violadas, exploradas. Quando falamos de direitos das trabalhadoras sexuais, não podemos ignorar a realidade das que nunca tiveram escolha, mesmo que isso torne a discussão mais desconfortável. O caso de Diddy é mais um exemplo disso: o facto de o júri ter separado cuidadosamente o "transporte para fins de prostituição" da acusação de "tráfico sexual" mostra como ainda se interpreta a prostituição como algo potencialmente consensual e, por isso, menos grave. Ignora-se que, muitas vezes, o tráfico se esconde precisamente nessa ideia de consentimento comprado. E o resultado dessa separação é a impunidade.
Ainda assim, há um ponto em que concordo com a autora: criminalizar o trabalho sexual não é solução. A violência policial e o abuso de poder têm de acabar. Envergonhar quem exerce ou exerceu trabalho sexual não resolve os problemas sistémicos. E talvez por isso eu também me sinta dividida em chamar a isto "trabalho sexual", para muitas, não é trabalho; elas são vítimas.
Apesar de tudo, considero extremamente importante ler estes testemunhos. Eles obrigam-nos a sair da nossa bolha, a questionar preconceitos e a repensar posições. Tenho consciência do meu privilégio de viver num país com um contexto socioeconómico diferente, e mesmo que não concorde com tudo o que foi dito, reconheço o valor de dar voz a quem vive por dentro este sistema. Porque o feminismo também passa por isso: garantir que todas as mulheres, inclusive as mais marginalizadas, têm lugar nas discussões que lhes dizem respeito.
(Demorei quase duas horas a organizar os pensamentos e escrever esta review, por isso, se houver algum parágrafo onde eu não diga coisa com coisa, não liguem)
Un libro absolutamente necesario que cuestiona todos los pánicos morales que rodean tanto al machismo, el catolicismo como al así llamado feminismo “radical” bajo el que se excusan muchos discursos de odio. No se puede pensar en la lucha por el derecho a las mujeres sin considerar a las de abajo.
Este libro es una narración de la experiencia de Georgina como trabajadora sexual, desde que comenzó a los 19 años prostituyéndose en las calles de Argentina hasta su elección como secretaria general de AMMAR, el sindicato que defiende los derechos humanos y laborales de lxs trabajadorxs sexuales del país.
Desde las primera páginas afirma sus argumentos con conciencia de clase, citando unas declaraciones rotundas de Silvia Federici: "El trabajo sexual es una forma de explotación, pero no es la única y no necesariamente es la peor". A mí me gustaría añadir que cualquier forma de trabajo asalariado es en si misma una forma de explotación, y que mientras sigamos sacralizando nuestro sexo le estaremos haciendo un favor al patriarcado.
"La puta no tiene derecho siquiera a contar a qué se dedica porque pasará la mayor parte de su vida dando explicaciones sobre su decisión" afirma Georgina. En este libro no hay justificaciones, pero si muchas verdades, de esas que en ocasiones cuesta escuchar: que el auténtico enemigo de las trabajadoras sexuales es la violencia policial (esa misma que les pide sobornos por hacer la calle so pena de recibir una paliza, y las amenaza con retirarles la custodia de sus hijos), las leyes formuladas sin contar con la voz de aquellas personas a quienes pretenden "rescatar" y un Estado que se empeña en comprender la prostitución como un potencial problema que hay que ocultar bajo la mesa. Que las políticas que pretenden luchar contra la trata, mal redactadas, se usan de chivo expiatorio para controlar las migraciones y como resultado, acaban marginalizando a un colectivo que ya de por sí sufre un estigma inimaginable.
Este libro confirma lo que muchxs ya sabíamos: que las trabajadoras sexuales han de ser sujetos activos dentro de aquellos debates que cuestionan su existencia, que las putas tienen capacidad de agencia para tomar decisiones sobre su empleo, y sobre sus cuerpos, y que el trabajo sexual ha de ser reconocido como tal para poder proteger los derechos humanos y laborales de las personas que lo ejercen. Georgina no romantiza la prostitución; comprende los peligros y ha vivido sus consecuencias pero tiene claro que su trabajo "no es indigno, indignas son las condiciones en las que debemos ejercerlo".
Y para aquellxs que piensan que las políticas tienen que formularse pensando en aquellxs que 'no tienen voz para contar lo que han vivido', me permito contestar con una cita de la escritora Arundhati Roy: “No existen las personas sin voz, lo que hay son personas deliberadamente silenciadas o preferentemente no escuchadas”. Durante mucho tiempo las putas han sido deliberadamente silenciadas y preferentemente no escuchadas; su historia ha sido contada por lxs otrxs. Debatida, discutida y puesta en entredicho por lxs otrxs, con el único fin de reafirmar los prejuicios que nos ha inculcado esta sociedad patriarcal: que existen trabajos "decentes" y trabajos "indecentes", y que si formas parte de estos últimos no tienes derecho a ocupar el espacio que te pertenece. Esa es la multa a pagar por salirte del redil de lo políticamente correcto.
Aquí tenéis a una puta de origen humilde, contando su verdad con la cabeza bien alta. A través de estas páginas analiza sus vivencias como madre, como sindicalista y como mujer, encontrando un equilibrio perfecto entre la teoría pro sex y el relato de sus propias experiencias. Una puta feminista orgullosa de haberse salido del redil. Su voz cobra valor porque viene de la pobreza, de la calle y de la necesidad; cualquier argumento que intente invalidar su historia tachándola de privilegiada se caerá por su propio peso.
"Puta feminista" es una lectura obligada para todxs aquellxs que quieran entender en profundidad el debate alrededor de la existencia del trabajo sexual.
Inmensa Georgina ❤️ Qué necesario es leer las historias de una trabajadora sexual en primera persona para conocer su lucha y comprender su movimiento. Aquí algunos extractos que me llamaron muchísimo la atención:
- Tenía claro que no estaba eligiendo libremente pero también que esa no es una situación que atraviesan solo las prostitutas, sino que es el problema de ser pobre. De la falta de oportunidades, de la desigualdad, de nacer mujer o en un cuerpo femenino.
- Pagar con el cuerpo el resistirse a no ser parte de la caja policial es una consecuencia nefasta de la clandestinidad. Y de la tibieza de lxs tomadorxs de decisiones que no se la juegan ni un cachito por sacarnos de esa clandestinidad. Total, las que nos exponemos al maltrato policial somos siempre las mismas: las pobres.
- Fui sindicalista antes que feminista, abracé mi identidad como trabajadora y mi pertenencia de clase, algo que hasta el día de hoy le falta a cierto feminismo burgués.
- En un sistema donde cada unx se prostituye como puede, la única explotación que interpelaba a lxs progresistas era y sigue siendo la de las putas.
- El abolicionismo se roza con el prohibicionismo, ya que la única herramienta que ha sabido implementar para abolir el trabajo sexual fue apelar al derecho penal.
- La puta no es pensada jamás como madre, la madre jamás es pensada como puta. En la maternidad se sacrifica a la mujer: una vez que parió, ya no coge, no sale de su casa, todo debe girar en torno a sus hijxs.
- El estigma de la puta no solo nos atraviesa a nosotras sino que en mayor o menor medida nos atravesó a todas. A las madres se nos trabaja doblemente la culpa: debemos sentir culpa, primero, por ser mujeres, luego, por ser madres y ni hablar si además sos puta, soltera, negra, villera, vieja, joven, gorda, choriplanera, separada, divorciada.
- Mi trabajo no es indigno, indignas son las condiciones en las que debemos ejercerlo. Yo no vendo mi cuerpo, ofrezco un servicio y en todo caso le pongo un precio a mi tiempo. No hay buenos y malos trabajos. Hay trabajos reconocidos y otros clandestinos.
Georgina’s resilience and strength are truly inspiring. I loved every single story, and it really opened my eyes to the subject of sex work. An important read.
Ho letto questo libro proprio per andare a decostruire alcuni miei pregiudizi che l’autrice, una sex worker, chiamerebbe pregiudizi borghesi. Ammetto di non aver mai pensato alla prostituzione come a una libera scelta, soprattutto se legata a una necessità per povertà. Forse questo proprio perché le mie condizioni di partenza non mi facevano vedere questa possibilità come concepibile. Orellano afferma che tuttə ci vendiamo, vendendo una nostra prestazione e che non c’è un lavoro più dignitoso di un altro. Su questo resto d’accoro e inizio a comprendere la questione di classe evidenziata nel saggio ma, come c’è chi sceglie liberamente, esiste anche lo sfruttamento e come si fa a riconoscere la differenza? Sicuramente anche questo lavoro avrebbe bisogno di essere riconosciuto e di diritti di base. Sicuramente esiste chi lo sceglie per varie ragioni.
Non sono ancora convinta che femminismo e sex working vadano di paripasso, ne’ che quest’ultimo possa essere paragonato alla decisione di avere rapporti occasionali.
Dunque mi ha aperto gli occhi, abbattuto qualche pregiudizio ma non sradicato i miei pensieri, c’è molta violenza dietro il lavoro di sex worker e non sempre è legata solo a un desiderio di emancipazione ma molto di più a uno sfruttamento. Quindi chiedo, il patriarcato dove risiede davvero?
“Todos nós nos prostituímos. E vocês, quanto cobram por hora?” “O meu trabalho não é indigno, indignas são as condições em que temos de exercê-las”
Ai que livro fabuloso. O trabalho sexual é daqueles temas que eu sentia que tinha que abrir horizontes, não propriamente porque tinha uma posição abolicionista ou criminalizada, porque não era o caso, mas sim porque queria ter ainda mais conhecimento para defender aquilo que acredito: a legalização do trabalho sexual. Ler este livro foi entrar dentro do próprio trabalho sexual com tudo o que tem de bom e tudo o que tem de mau. Compreender melhor o que as trabalhadoras sexuais defendem e deixar o moralismo de parte. Refletir sobre o que é ser MULHER e o que é ser MULHER enquanto trabalhadora sexual e todos os temas adjacentes a isto mesmo. Perceber o quão o mundo vive limitado por aquilo que se diz ser moral e quão desvaloriza é a opinião das pessoas que efetivamente estão neste ramo e trabalham como todos os outros. 5 estrelas é pouco para o que este livro merece!
“Sofri mais estando apaixonada do que a trabalhar como puta, embora os de forem julguem que nas nossas casas estamos a salvo e que os únicos machistas são os clientes das trabalhadoras sexuais. A rua deu-me a liberdade que em casa me foi proibida, a rua ensinou-me aquilo que na minha casa não era falado”
Uma auto-biografia super interessante, da vida de uma trabalhadora sexual e da sua luta contra o estigma e reinvindicação de direitos. Uma perspectiva real e reveladora desta realidade, e do quão todes só queremos ganhar a vida, vendendo o nosso corpo de maneira diferentes.
¡Qué importante es leer a una trabajadora sexual para conocer desde la esquina y los tacones la dura realidad de miles de personas que escogen este laburo! Totalmente recomendado.
Me parece un libro bastante imprescindible para conocer más sobre el tema y que ahonda bastante en el trabajo sexual, y que permite desmontar los argumentos de las personas que están a favor de abolir algo que ni siquiera ejercen.
Este livro ainda só está publicado no original ou em português, por isso parece me fazer mais sentido deixar este comentário em português!!! Esta é uma leitura excelente, mas mais do que tudo, necessária!!!
Este livro oferece-nos um olhar pessoal e intimista à vida dxs trabalhadorxs sexuais, relembra-nos da importância de ouvir as suas vozes... da falta de interseccionalidade em certos sectores da luta feminista, e que sem ouvir as opiniões de quem vive estas vidas acaba-se por não ajudar ninguém. O livro foca-se na necessidade da legalização do trabalho sexual, em como essa é a forma de assegurar condições seguras para todxs xs trabalhadorxs, e do trabalho em comunidade, da comunicação constante entre xs várixs trabalhadorxs, a partilha de locais seguros, de estabelecimento de preços, de horários, da garantia de ter alguém que te protege (e como certas leis que pretendem combater a exploração sexual acabam por atacar estas redes de apoio).
O livro também partilha algumas das histórias pessoais da Georgina, em como ela começou no trabalho sexual, e como lidou com o estigma, e a própria experiencia dela na sindicalização do trabalho sexual!!! E também algumas das histórias dela com os homens que a contrataram, e como algumas destas relações tornaram-se importantes, para além do efeito monetário, explorando tipo de dinâmicas que nós nem sempre pensamos...
Esta é uma ótima leitura, e agradeço à minha amiga por me ter emprestado o livro e ter sabido que eu iria querer ler!!! E recomendo fortemente também esta edição portuguesa, que te dá uma contextualização do trabalho sexual em Portugal no prefácio!!!
A história de vida da Georgina Orellano é uma lição de vida sobre a nossa própria hipocrisia, enquanto feministas, de sequer equacionarmos defender perspectivas exclusionárias como o abolicionismo.
Crucial e necessária para pensar como isso serve o patriarcado. Deixo algumas passagens que adorei, sendo que podiam ser muitas mais:
“Eram as minhas opções e é óbvio que não estava a escolher livremente, mas também é óbvio essa não ser uma situação pela qual só passam as prostitutas: era o problema de se ser pobre.” (p. 43)
“Haverá sempre riscos que teremos de correr aquelas de nós que arriscarmos ser livres numa sociedade que não está preparada para mulheres fortes. O mundo é demasiado pequeno para as que gostam de ficar do lado das chamadas putas, más, indignas, loucas.” (p. 66)
“Num sistema onde cada qual se prostitui como pode, a única exploração que chama a atenção dxs progressistxs é e continua ser a das putas.” (p.182)
“Deixar algumas pessoas de fora é uma atitude típica do patriarcado e não de feministas.” (p. 203)
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El mejor relato personal que he podido leer hasta la fecha sobre el trabajo sexual. La personalidad de Georgina es abrumadora y da una esperanza tremenda que ese coraje haya sido solo posible gracias a la solidaridad y el apoyo de todas sus compañeras. Una mezcla genial entre lo político y lo particular de su biografía que habla del trabajo sexual como puta, sin necesidad de que nadie hable por ella ni por ellas.
dou 4 estrelas, porque senti que faltou uma conversa mais emocional, mais psicologicamente ativa. como se sentem as prostitutas? como é o trabalho sexual a nível mental?
senti também que faltou muito. uma trabalhadora sexual deve ter 1000 histórias para contar, mas aqui senti que a Georgina se retraiu um pouco e se ficou mais pelo que lhe era seguro - o que eu completamente entendo.
de resto, livro 5 estrelas! a tradução? uma merda. mas já estou habituada.
Absolutamente necessária! História em primeira pessoa de Georgina, uma mulher e mãe Argentina, feminista, ativista e trabalhadora sexual. Importância da intersecionalidade das lutas, trabalho sexual enquanto trabalho, poder de escolha, direitos e saúde sexual!
Gracias Georgina Orellano por regalarnos tu tiempo, tu experiencia y por hacer pedagogía a la vez que crías, enseñas, trabajas, difundes, peleas y vives. Pensamiento situado, como lo llama la academia, lo que tiene Orellano es mucha calle y un profundo y conciso análisis de las lógicas punitivistas, la autoorganización y el apoyo mutuo.
saggio direi entry level per indagare la prospettiva dell3 sex worker. tanto è stato detto sul sex work dall'esterno e occorre ribaltare la narrazione.
di questo libro mi porto dietro l'esercizio di contestualizzare le questioni e restituirle nella loro complessità: quanto portiamo attenzione sul fatto che il sex work leda non solo la donna che lo pratica ma anche tutto il genere femminile? perché le prestazioni sessuali a pagamento sono indegne? risposta breve= perché si inseriscono nel contesto patriarcale, che oggettivizza la donna. sicuramente possiamo affermare che sessismo e cultura dello st*pro esistono nel contesto del lavoro sessuale, ma non si esaurirebbero mai se quest'ultimo venisse a mancare. non ci soffermiamo mai sugli ambienti altrettanto pregni di queste e non mettiamo in atto meccanismi per contrastarli.
vivere nel mondo, per la nicchia di persone femministe anticapitaliste in cui mi rivedo, significa scendere a patti con sistemi colossali e radicati -per la maggioranza delle persone distruttivi- e cercare attraverso essi di racimolare energie, tempo e denaro per cercare di abbatterli.
Me abrió los ojos. He vivido tan inmersa en mi realidad que olvidé que existen otras. Fue un autodescubrimiento leer este libro, sí, me descubrí teniendo muchos más prejuicios de los que pensaba. Un libro enriquecedor, empiezas leyendo la vida de una mujer y terminas pensando en la sexualidad durante la adolescencia, la sociedad con sus tabúes, maternidad, trabajo precarizado, feminismo, misoginia, amor romántico, activismo, trata de personas, apoyo familiar, aceptación, amor propio, amistad, explotación laboral, persistencia, y muchos temas más. Te cuestionas sobre el papel que tiene la sexualidad en tu vida y como te hace relacionarte con los demás. Simplemente una gran mujer que decidió compartirnos un poco de su sabiduría.
Se siete femministe che ritengono la vulva una reliquia intrisa di sacralità, fermatevi qui. Perché Georgina non cerca compassione, redenzione o salvezza. Georgina ci parla del suo lavoro e fare la puttana come tutti i lavori ha i suoi alti e bassi. Ci sono i clienti odiosi e ci sono quelli adorabili. Ci sono le giornate di merda che non vuoi lavorare e quelle in cui sei felice. Se sei una puttana ti puoi anche innamorare, e non per forza del principe azzurro che viene a salvarti...
Georgina ci racconta la sua vita, in strada e non, ed il percorso di rabbia e consapevolezza che l'ha portata a diventare la segretaria generale di tutte le puttane del paese.
Vi anticipo la morale della storia: alla fine in un modo o nell'altro tuttə ci prostituiamo. E voi quanto prendete all'ora?
Un libro autobiografico di Georgina Orellano sulla sua professione di sex worker,sui diritti e sulle regolamentazioni di una professione altamente discussa e combattuta, come metodi più o meno leciti. Un romanzo,un saggio,una testimonianza di un mondo sconosciuto e controverso. Lo stile narrativo risulta semplice,chiaro ed esplicativo. Lettura interessante.
"Per molto tempo, quando qualcuno alludeva a quello che è il mio lavoro da ormai quindici anni, lo faceva utilizzando l'eufemismo del 'mestiere più antico del mondo ' ma, secondo me, il mestiere più antico è condannare donne, lesbiche, trans e prostitute, perché in questa società maschilista e patriarcale, eccome se siamo state - e siamo tuttora - perpetuamente condannate" Illuminante!
Muy buen libro que muestra lo que implica ser una trabajadora sexual en este mundo. Muestra todo, las partes duras, las muy duras, las felices y las de solidaridad. Agradezco a la autora su honestidad y vulnerabilidad por contar todo porque realmente impacta y hace que muchos mensajes lleguen y calen.
Mi posicion en cuanto a la prostitución siempre a sido abolicionista, no porque crea que es un trabajo indigno ni nada semejante sino por que creo que el hombre no deberia de tener acceso al cuerpo de la mujer de esa manera. Creo que fomenta la cosificación y violencia hacía las mujeres. Que es algo que solo se da en un sistema patriarcal.
Soy de la creencia de que cuando te posicionas en algo siempre tienes que informarte sobre la posición contraria y es por eso que he leído este libro. Y me ha dejado claro que debatir sobre la moralidad del trabajo sexual en un mundo idilico es un privilegio. Debatir desde una posición alejada sin vivirlo día a día no tiene sentido.
Lo que este libro me ha ayudado a entender es que si bien el trabajo sexual solo se da en un sistema patriarcal también solo se da en un sistema capitalista. Y que pretender abolir la prostitución mientras se mantenga el sistema económico es simplemente un castigo a las mujeres pobres que ejercen el trabajo sexual. Las cuales son empujadas a la clandestinidad y precariedad por culpa de medidas abolicionistas.
Otra cosa que me ha ayudado a ver es lo burgués y clasista que puede ser el feminismo a veces, el feminismo que llega a las instituciones, y que no deja que las trabajadoras sexuales tengan voz en decisiones que les afectan a ellas.
El testimonio de Georgina es una prueba de la vigencia de la lucha obrera y de clases. Una contestación a las visiones paternalistas, clasistas y descalificatorias de ciertos feminismos cis, blancos y burgueses, atrincherados en sus sillones y comodidades de clase alta privilegiada. Sin voces como la de ella no hay futuro pleno de derechos y libertades. Sin el reconocimiento y alianza con lxs trabajadorxs sexuales, con lxs trans, migras y racializadas no hay feminismo.
“Porque dejar fuera a algunxs es cosa del patriarcado y no de feministas.”
Por un futuro despenalizador y proderechos. No abolicionista. No prohibicionista. No regulacionista.
Una vez más acercarse a la cuestión del trabajo sexual supone un cuestionamiento del sistema, tanto laboral, sexoafectivo como moral. Un testimonio desde dentro y desde abajo que pone en duda múltiples cuestiones sociales preestablecidas que a veces se dan demasiado por supuestas. Desde el amor romántico y lo que comporta tradicionalmente (y actualmente) hasta matarse a trabajar durante horas y horas por miserias que solo permiten sobrevivir.
Un libro maravilloso. Lo he devorado porque, lejos de los ensayos técnicos y difíciles que suelen desarrollar problemáticas sociales, Puta Feminista es narrativo y muy fácil de leer, sin dejar de exponer conocimientos, experiencias, vidas completas atravesadas por el capitalismo, el cisheteropatriarcado y la racialización. Todas las historias siguen una tesis constante que crece en profundidad a medida que avanza: el trabajo sexual es trabajo y debe ser reconocido como tal para la mejora de las condiciones materiales de les trabajadores sexuales. Critica las posturas abolicionistas y prohibicionistas, poniendo sobre la mesa el origen blanco y de clase alta de los feminismos que recurren a ellas. Expone una necesidad imperante en el activismo social y el feminismo: el protagonismo de la conciencia de clase, de TODAS las clases, y la escucha activa de la diversidad y les precarizades. Todo junto a la influencia del peronismo y del panorama sociopolítico argentino, del que desde otros lugares del globo podríamos aprender.
Increíble, puta feminista es la historia de vida de Georgina Orellano. Contando todo el proceso que tuvo que atravesar para poder definirse como prostituta, feminista y activista de derechos humanos.
En lo personal me sirvió para romper todos los tabus que me impusieron sobre la prostitución, hace unos años, cuando nos metían en la cabeza que todas las prostitutas estaba ahí por droga, trata o cosas turbias.
Georgina te cuenta el lado real. Como es entrar a ese mundillo, las reglas que existen, la calle y como sufren por la misma sociedad, familia, pareja y amigos que las ataca por su elección de vida. Tiene un montón de momentos bellos, de superación, de crecimiento personal, vincular y organizacional que te estalla el bocho, como hizo para llegar a ser líder sindical.
"Eu não vendo o meu corpo, disponibilizo um serviço e, de qualquer maneira, ponho um preço ao meu tempo. Não há trabalhos bons e maus. Há trabalhos reconhecidos e outros clandestinos. É necessário lutar contra a exploração em vez de atirar todo o peso da moral sobre a exploração dxs trabalhadorxs sexuais. Do que também tenho a certeza é que trabalhar no que quer que seja é uma merda, mas de alguma coisa temos de viver e a precariedade não pode ser o destino; Vivemos num mundo onde de qualquer modo temos de nos prostituir, como diria Virginie Despentes. No sistema capitalista cada qual se prostitui como pode e eu decidi fazê-lo desta maneira. Todxs nos prostituímos. E vocês, quanto cobram por hora?"