Fazer a mala e partir pode ser um desafio. Sobretudo para quem parte por necessidade, como acontece com a personagem que protagoniza Mudar, de Ana Ventura, uma narrativa visual sobre o que se perde e o que se pode ganhar quando a única solução é rumar ao desconhecido.
Nos caminhos percorridos neste livro, as cores funcionam como códigos: são símbolos que situam personagens e lhes conferem identidade. Quando tudo enfim se contamina, está garantida a partilha, está conquistado um novo lugar: uma casa tem sempre de ser construída.
Ana Ventura, nasceu em Copenhaga mas com seis anos já era alfacinha de gema.
Formou-se em artes e trabalhou alguns anos como designer de interiores. No entanto, o apelo pela escrita sempre foi grande e é quando inicia a elaboração de conteúdos criativos para publicidade em 2003, que puxa o fio desses novelos encantados que habitam o mundo invisível e começa a escrever para a infância. Desde então os seus contos motivam a publicação de álbuns ilustrados e também a profissão que a faz feliz (como sempre acontece quando nos demoramos onde está o que nos diz respeito) pelo que atualmente produz e realiza encenações com base nos seus livros, cruzando a literatura, a performance e a arte visual. A intenção principal da sua atividade é a de contribuir para dar ao público mais jovem uma forma cativante de assimilar referências e conteúdos, estimulando para o livro e para a leitura.
livro muito interessante, sobre mudança. sobre sair de um sitio e ir para outro novo e aos poucos o novo vai-nos contaminando e nós contaminando os outros. de uma forma poética e visual consegue-se observar as flores de varias cores a nascer em que se muda. A interação, as emoções e a construção, tudo isso é aqui ilustrado.
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soms zeggen beelden meer dan woorden. een eenvoudig en ontroerend verhaal dat zich blad per blad in zachte kleuren ontvouwt. bij elke lezing ontdek je steeds nieuwe dingen. een visueel pareltje