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A Escrava

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Conheça grandes autoras da literatura brasileira.

A Escrava, conto publicado no auge do movimento abolicionista brasileiro, é uma excelente introdução à autora Maria Firmina dos Reis, mulher negra considerada a primeira romancista brasileira e cuja obra está sendo redescoberta após décadas de esquecimento.
Essa edição tem texto adaptado para o acordo ortográfico vigente, e conta também com uma atualização da linguagem de forma a ser mais acessível aos leitores de hoje. Nessa narrativa poderosa, conhecemos uma mulher abolicionista que se vê na posição de auxiliar e escutar a história de uma escrava que foge de seu algoz. Em poucas páginas, você encontrará uma história que vai reverberar em sua mente por muito tempo.

"Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será, um grande mal"

48 pages, Paperback

First published January 1, 1887

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About the author

Maria Firmina dos Reis

23 books35 followers
Maria Firmina dos Reis was born in São Luís do Maranhão, on October 11, 1825, "natural daughter" of the freed slave Leonor Felippa dos Reis, having as her grandmother the also freed slave Engrácia Romana da Paixão and, as her uncle, the teacher, grammarian and philologist Sotero dos Reis, belonging to the white branch of the family and with a strong presence in the literate circles of the capital of Maranhão.
In 1847, she was approved in a public competition for the Chair of Primary Instruction in the village of São José de Guimarães, in the municipality of Viamão, located on the mainland and separated from the capital by São Marcos Bay, as recorded by her biographers Nascimento Morais Filho (1975) and Agenor Gomes (2022).
According to Morais Filho, upon retiring in the early 1880s, the author founded, in the town of Maçaricó, the first free mixed school in Maranhão and one of the first in the country. The feat caused great repercussion at the time and that is why the teacher was forced to suspend her activities after two and a half years.
The teacher was a constant presence in the local press, publishing poetry, fiction, chronicles and even riddles and riddles. According to Zahidé Muzart (2000, p. 264), “Maria Firmina dos Reis collaborated assiduously with several literary newspapers, such as A Verdadeira Marmota, Semanário Maranhense, O Domingo, O País, Pacotilha, O Federalista and others”.
Furthermore, she had a relevant participation as a citizen and intellectual throughout her ninety-two years of a life dedicated to reading, writing, researching and teaching. She worked as a folklorist, collecting and preserving cultural texts and oral literature, and also as a composer, being responsible for composing a hymn in praise of the abolition of slavery.
Firmina is the author of Úrsula, published in 1859, but only published in the following year. A revolutionary book for its time, it is the first abolitionist novel written by women in the Portuguese language; and, possibly, the first novel published by a black woman in all of Latin America. The narrative addresses the problem of the slave trade and the regime as a whole from the point of view of the subject enslaved and transformed into "human merchandise". The author brings Africa to the emerging Brazilian fiction as a space of civilization and freedom. And she denounces European traffickers as "barbarians", thus opposing Hegelian thought aimed at justifying slave colonization as a civilizing enterprise. And well before Castro Alves' "Navio Negreiro", she denounces the mistreatment to which enslaved people were subjected in the "tumbeiros", true tombs for many who could not resist.

In 1861, the author released Gupeva in serial form, a short narrative with an Indian theme, published in chapters in the local press, and with new reissues throughout the 1860s.

Her volume of poems Cantos à Beira-mar, whose first edition is from 1871, brings texts marked by strong restlessness and a female subjectivity that is sometimes melancholic in the face of the 19th century reality marked by the dictates of slave patriarchy and also represented as a problem in the face of sensitivity. of the author.

Defender of abolition, in 1887 she published the short story "The Slave" in the press, an abolitionist text committed to inserting itself as a piece of rhetoric in the debate then taking place in the country surrounding the abolition of the servile regime.

Maria Firmina dos Reis died in 1917, poor and blind, in the municipality of Guimarães. Unfortunately, many of her personal archive documents have been lost and to date there is no news of any photos of her from that time. By the way, a portrait of the Rio Grande do Sul writer Maria Benedita Borman, pseudonym "Délia", circulates on the internet, as if it were the author from Maranhão.

Starting in 2017, on the occasion of the centenary of Firmina's death, her books have been re-released: Úrsula, now with around thirty reis

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Displaying 1 - 21 of 21 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,668 reviews567 followers
January 21, 2021
“Mordeu os beiços e rugiu:
– Maldita negra! Esbaforido, consumido, a meter-me por estes caminhos, pelos matos a procura da preguiçosa... Ora! Hei de encontrar-te; mas, deixa estar, eu te juro, será esta derradeira vez que me incomodas. No tronco... no tronco: e de lá foge!
Então, perguntei-lhe, aparentando o mais profundo indiferentismo, pela sorte da desgraçada – foge sempre?
– Sempre, minha senhora. Ao menor descuido foge. Quer fazer acreditar que é douda."

Maria Firmina dos Reis foi uma professora e escritora negra do Maranhão, considerada a primeira romancista brasileira. O conto “A Escrava” foi publicado em 1887, um ano antes da abolição da escravatura no Brasil, e relata a história de uma abolicionista que, por acaso, se cruza com uma velha escrava em fuga e tenta ajudá-la.

“Vai-te, diz a teu amo, – miserável instrumento de um escravocrata; diz a ele que uma senhora recebeu em sua casa uma mísera escrava, louca porque lhe arrancaram dos braços dois filhos menores, e os venderam para o Sul; uma escrava moribunda; mas ainda assim perseguida por seus implacáveis algozes.
Profile Image for Analuz Marinho.
92 reviews3 followers
September 24, 2021
A obra, publicada no ano anterior à abolição da escravidão no Brasil, conta a história de uma escravizada fugitiva e os percalços de sua vida, frutos da condição desprovida de liberdade.

Posso dizer que o conto tem duas protagonistas: uma senhora branca abolicionista, de alta classe social, sem nome mencionado e que conta a outros membros da elite a história que presenciou, de modo a expor os horrores do sistema escravista; e a escravizada Joana, que, como afirmado, mostra o sofrimento que a acompanhou durante toda a sua vida. Ambas compartilham a narração, cada uma a seu tempo.

A leitura da obra é interessante, não apenas enquanto apreciação ou estudo literário, mas também como contextualização histórica, pois aborda alguns temas que podem passar despercebidos. Exemplo disso é a narrativa da permanência da venda de filhos de escravizados, mesmo após a instauração da Lei do Ventre Livre. Com isso, a autora demonstra que, mesmo com o aparato legal, muitos escravizadores não seguiram à risca o padrão estabelecido.

De forma simples e direta, Maria Firmina dos Reis (primeira autora negra da literatura nacional e filha de escravizada liberta), produziu uma obra tocante e que vai muito além do tema da escravidão em si, abordando outros aspectos sociais e de saúde, como doenças mentais.
Profile Image for João Mendes.
290 reviews17 followers
May 14, 2024
Em pleno século XIX, Mariana Firmina dos Reis escreve um belo conto sobre a perspetiva abolicionista da escravatura.

Hoje, no século XXI, há quem ainda ache que o tom de pele deva definir hierarquias.
Profile Image for Ana Júlia.
96 reviews9 followers
August 17, 2021
maria firmina sempre à frente de seu tempo. por mais que exista a noção do salvador branco, a imagem dessa pessoa é uma mulher descendente de mestiços. o protagonismo feminino é sempre muito bem pautado nas narrativas. só não me agrada o estilo de escrita e a descrição das cenas de violência.
Profile Image for Isabel.
80 reviews8 followers
July 15, 2021
queria ter lido na escola
Profile Image for Uva Costriuba.
396 reviews13 followers
December 20, 2020
esse conto devia ser lido na escola. tem muitas camadas para entender a historia do brasil e nossa realidade atual.
Profile Image for Henri Neto.
Author 24 books90 followers
November 25, 2020
Fiz esta leitura para o Bingo do Afroliterária, e me sinto até um tanto quanto antiquado por ao menos supor que posso 'avaliar' uma obra importante como esta, assinado por Maria Firmina dos Reis. Então, não, não estou avaliando o conto por si só - apenas relatando as minhas impressões da Leitura.

Não vou mentir e dizer que achei a narrativa fluída ou qualquer sinônimo do tipo - pois não é. O texto é clássico até em sua medula óssea, e me assustou nas primeiras páginas (visto que não estou tão acostumado assim com uma primeira pessoa tão erudita). A narradora do livro, uma mulher branca abolicionista, pode ter soado um pouco 'White savior' para os meus olhos contemporâneos, mas é claro que é perfeitamente cabível a presença dela ali, um reflexo de sua época e da época vivida pela autora.

Entretanto, para mim, a parte principal - e o grande foco do livro - é o relato da mulher negra, que fugiu de seu algóz e relata sua vida para a narradora. É um retrato de um tempo abominável e que deixa sequelas até hoje, e mesmo sendo ficção, foi difícil de digerir... Pois a personagem pode não ser real, mas as situações ao qual foi submetida, sim.

Nesta parte, o texto já tinha me comprado. Entendi o final dado para a história, achei cabível o que aconteceu - mesmo deixando um toque agridoce na boca. De fato, mesmo sendo um conto de 30 páginas, conhecer Maria Firmina dos Reis foi uma experiência. E fico grato pelo Bingo, que o foi o gatilho que me levou a olhar para esta história.
Profile Image for Clara.
35 reviews
December 9, 2021
— Deixa concluir, meu filho, antes que a morte me cerre os lábios para sempre… deixa-me morrer amaldiçoando os meus carrascos.

Me dói que esse livro seja ainda um tesouro escondido no Maranhão, que ele não esteja sendo espalhado por todo país e discutido como merece. Maria Firmina dos Reis foi a primeira romancista negra do Brasil, estreando com uma trama abolicionista com pouquíssimas páginas. Em vinte e duas páginas, ela descreve horror, tristeza e superação de forma maravilhosa, de arrancar lágrimas. É um livro dolorosamente real e isso fere a alma, exatamente por isso deveria ser uma leitura obrigatória.
Profile Image for alzira.
66 reviews3 followers
February 24, 2022
"Por qualquer modo que encaremos a escravidão, ela é, e sempre será um grande mal"
Neste conto demonstra em poucas páginas as injustiças do sistema brasileiro na época escravagista. A senhora de sentimentos abolicionistas foi a única que quis ouvir a Joana e tudo o que ela passou.
Somos todos iguais ninguém é melhor que ninguém, e é uma pena que em um passado nem muito distante muitas pessoas não pensavam dessa maneira.
1 review
June 21, 2022
leitura rápida

É um conto interessante, pois nos leva de volta no tempo. Nos faz imaginar o quão difícil foi viver sob um sistema tão cruel. Sistema este que encontramos fragmentos até hoje em nossa sociedade.
Profile Image for Caio Chaves.
73 reviews
December 16, 2024
Excelente novela que serve de exemplo de uma história abolicionista a brasileira. A descrição é clara e sem muitos floreios, devido também a quantidade de páginas, porém a mensagem é clara e vemos um maior amadurecimento de Maria Firmina dos Reis como autora também.
Profile Image for Debooks.
51 reviews1 follower
February 1, 2023
Essa cápsula do tempo que me fez pensar/lembrar sobre todo esse horror que foi a escravidão nesse país.
Profile Image for Gabrielle Martins.
77 reviews
October 24, 2024
Magnífico. A escrita de Maria Firmina nunca decepciona. O esplendor da literatura brasileira, uma mulher à frente de seu tempo.
Profile Image for Aline.
33 reviews
August 15, 2025
nao leio muito do romantismo brasileiro porque nao me interesso muito, mas essa obra me estimulou bastante, deveria ser paradidático obrigatório nas escolas
Profile Image for Nathália .
919 reviews34 followers
December 7, 2025
Que conto bom.

A força dele é impressionante. Maria Firmina em poucas páginas já mostra a que veio.
Profile Image for Felipe Vieira.
787 reviews17 followers
July 26, 2022
#BingoLitNegra #LeiaNegros


Acreditei que A Escrava de Maria Firmina dos Reis iria contar mais sobre a vida de uma mulher negra, mas o texto me pareceu mais como uma mulher branca dita progressista e antiabolicionista mostrando o quanto se importa com os negros escravizados. Isso me frustou um pouco. Até porque ela tenta salvar a a mulher negra escravizada que foge do feitor, mas no final isso não acontece. Consigo compreender que era para dar um norte para o final do conto, mas não me agradou. Entretanto, depois de um início estranho curtir bastante a escrita da autora. O texto fluiu muito bem.

Eu não curti muito a editoração desse texto no e-book.
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