Uma aspirante a escritora de romances e um astro do basquete universitário.
O que eu e Raymond King tínhamos em comum?
Isso mesmo que você pensou, nada.
Além de ele ser o popular da faculdade e eu ser uma estudante que gostava de passar despercebida — apesar de fazer parte de uma fraternidade —, Ray King se achava a última garrafinha de água do deserto e fazia questão de alimentar a fama de pegador.
Eu só queria distância de caras assim.
O problema, é que o destino sempre gostou de brincar com a minha cara e acabou me fazendo acordar na cama de King, no dia do almoço de Ação de Graças. Como se isso não fosse a pior coisa que poderia ter acontecido comigo, nossos pais nos flagraram juntos naquela situação constrangedora.
Agora, por causa de uma impressão errada, eu estava no meio de uma mentira, com Raymond King fingindo que era o meu namorado.
Tinha como piorar? Claro que sim, afinal, meu nome é Chloe Davidson, sou uma azarada de marca maior e, talvez, eu esteja me apaixonando por Ray King.
E esse era o pior — ou o melhor — erro que eu poderia cometer.
Vamos começar com a parte boa: o livro é super rápido de ler, engraçado e tem aquela típica coisa de comédia romântica que faz o leitor precisar largar o livro pra não morrer de vergonha com os deslizes dos protagonistas.
Logo no começo do livro eu já tinha duas críticas: um livro nacional que parece estadunidense e um livro branco. "Ah, mas a melhor amiga da protagonista é negra e é elogiada pelo protagonista do livro", sem comentários, achei que esse tipo de coisa estivesse começando a pertencer aos anos 2000, somente.
Depois disso, o livro estava ainda com um saldo positivo de 3 estrelas, mais que a metade, mas o que tava acontecendo num ritmo gostoso simplesmente passou a acontecer numa correria danada, enfatizando a pouca identidade nacional desse livro, com tanta ambientação que tem, fazendo questão de mostrar que estão nos EUA.
Pra piorar (nessa parte vai haver um pequenino spoiler) colocam em evidência um abuso sexual de um personagem masculino do livro, que foi drogado e filmado em uma situação constrangedora (sem haver de fato um estupro, graças a deus). Qual é o problema de falar desse tipo de coisa? Nenhum. Mas nas cenas que seguiram, tiveram falas tipo "ninguém fala quando isso acontece com homens" e uma específica que me incomodou MUITO, que foi o personagem abusado falando para a mulher que participou do ato: "Me admira muito ver uma mulher, que geralmente é quem mais sofre com golpes como o que vocês me aplicaram, minimizar o que foi feito comigo". Acho (acho, não coloco minha mão no fogo) que consigo entender o que a autora tentou passar de mensagem e intenção com o ocorrido e com essa cena específica, mas também acredito que todos nós sejamos capazes de identificar a problema nessa cena e em discursos como esse.
Fim dos spoilers, voltando apenas às opiniões: o resumo da ópera segue a lógica de irritação com um livro nacional que de nacional não tem nada, participando dessa exaltação constante do que é internacional, uma dinâmica de romance bastante corrida no enredo e a cena citada que, particularmente, me irritou demais, além de ser só mais um livro branco.
O que leva o leitor até o final da leitura, sinceramente, é encontrar o que a autora deixa claro de proposta: comédia romântica em formato New Adult.
Avaliação: 3,5 estrelas (gostei); Leitura nº 45 do ano de 2022.
“- Você não vale um centavo, sabia? - E, mesmo assim, você se apaixonou por mim. - Para você ver como eu não sou interesseira.”
- Um YA com clichês de respeito (e muito bem desenvolvidos): enemies to lover + casal de mentira + só tem uma cama. - Um romance nacional bem fofinho, com uma narrativa gostosa, com uma trama universitária e com basquete. Um fato, que perdeu pontinhos na avaliação é que eu gostaria que se passasse no BR, tenho um pouquinho de ranço de uma história que poderia muito bem passar aqui. - Bem quentinho no coração pra passar o tempo (passar pouco tempo, porque a leitura é tão fluída que se lê bem rapidinho).
Eu leria mais umas três temporadas de Raymond e Chloe, tranquilamente. Um romance delicioso, muito engraçado e responsável. Fiquei rendida pelo Eliot e achei a relação do Ray e da Chloe uma construção maravilhosa de verdade. O livro é slow burn mas toda a espera vale muito a pena, juro. Pra quem gosta de new adult ou não, é uma ótima pedida. É suspiro e choro (não conto por onde). Tô triste porque teve um final hahahaha queria mais mil páginas deles, achei lindo demais o relacionamento que foi construído aos poucos e em cima de uma amizade, eles claramente são muito amigos e torna tudo tão mais fluído e divertido de acompanhar!!
Ai pá adorei!! Os personagens, as relações de amizade, família e união são coisas que gosto em um livro. Acho muito importante ter personagens como Elliot para mostrar as consequências dos nossos atos e que não devemos nunca fazer as coisas como Logan e Emily fizerem, não importa a razão pela qual estão a ser feitas. Irritadinha e King são personagens incríveis e claro que Kim e Dylan são os melhores amigos e melhores padrinhos😂
Demorei um pouquinho para embalar no livro, mas depois começou a fluir de um jeito ótimo! O que me pegou é que parecia que a autoria não queria acabar de um jeito mais "simples" e resolveu jogar um "plot" dos menos atrativos (na minha opinião) e a história CORREU. Como se precisasse dar um final para tudo que foi adicionado no final do livro... minha experiência seria melhor, caso não tivesse incluído (spoiler) uma gravidez na história
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Como sempre a Tamires arrasa, esse livro é espetaculoso, maravilhoso, emocionante, amei conhecer esse casal, e já estou chipando Eliot e Olivia, ansiosa para conhecer um pouco mais desses dois.
Gostei bastante da história, da escrita da autora, dos temas abordados pelo livro. Os personagens são muito cativantes, o romance é muito gostoso de acompanhar. Gostei bastante de como tudo se desenvolveu. E amei o hot da história. Recomendo pra quem gosta de romance com hot...
“Ele me deu uma história de amor. A mais bonita de todas. A que eu viveria até o dia em que fechasse os meus olhos pela última vez, grata por ter partilhado aquela aventura incrível ao lado dele.”