Nesse primeiro volume da Saga do Demolidor, temos o começo da fase da Ann Nocenti a frente do roteiro da revista do Demolidor, após a exímia fase do Frank Miller.
A missão da nova roteirista não é fácil, pois sempre que uma pessoa precisa assumir um título que passou por uma excelente fase, é algo que precisa ser bem planejado. E considerando esse passado do Demolidor com Frank Miller, as histórias iniciais da Ann estão indo para um caminho interessante.
De inicio, ainda não temos uma grande trama sendo construída, apenas histórias curtas de uma ou duas edições no máximo, mas todas com viés urbano, com uma pitada de sobrenatural/ficção, algo que é bem remediado.
Ainda, um elemento presente nas histórias da Ann, foi a discussão diante a atuação do Demolidor, no que tange suas motivações para agir, bem como se o que ele faz é certo ou não. Além disso, há um destaque importante sobre a imagem do Demolidor, em como as pessoas o veem e em como a imprensa o retrata. Com base nisso, há influência da retratação de sua imagem na relação de Matt com Karen, que possivelmente será um arco dramático desenvolvido nas próximas edições.
Contudo, destaco a última história desse encadernado, acho que ela conseguiu elucidar bem os elementos suprimentos, onde a imprensa é fundamental para a história, bem como a imagem do Homem Sem Medo para a sociedade.