Uma história incrível, que nos ensina a nunca nos sentirmos sozinhos.
Sobre o Livro:
- O que queres ser quando fores grande? - Pequeno outra vez.
É assim que começa este romance apaixonante, lindíssimo e inspirador, que vai mudar a maneira como vemos a vida. Trata-se de uma história inesquecível, viciante e envolvente, que nos mostra que somos viciados no que amamos, e ainda bem. Um livro que é uma lição extraordinária sobre aquilo que devia ser sempre o mais importante componente da nossa existência.
O romance mais marcante de Pedro Chagas Freitas até hoje.
Pedro Chagas Freitas escreve. Publicou 22 das mais de 150 obras que já criou. Foi, ou ainda é, jornalista, redactor publicitário, guionista, operário fabril, barman, nadador salvador, jogador de futebol, e muitas outras coisas igualmente desinteressantes. Orienta desorientadas sessões de escrita criativa por todo o país e arredores. Gosta de gatos, de cães e de pessoas. Não gosta de eufemismos e de bacalhau assado. Tem mais de 100.000 fãs na sua página de Facebook.
Até hoje ainda não sei bem para classificar este livro, tanto que já passaram x meses desde que terminei a sua leitura e a sua classificação concreta ainda é uma incógnita para mim.
Explicando os meus mixed feelings: por um lado, PCF apresenta-nos um livro profundo, pensado, repleto de bonitas frases que deixaram o meu livro todo roxo de tantas passagens sublinhadas; estamos perante um autor muito metafórico, característica que adoro na escrita em geral e nele mesmo; faz-nos refletir, parar para absorver tudo. Por outro lado, é uma bomba do referido anteriormente, uma sucessão de pensamentos que a certo ponto começam a saber a repetitivo, maçudo; para além de já ser um livro bem composto por si só, é-lhe acrescentado o fator de bola de neve, o que pessoalmente me dificultou a sua leitura na íntegra, razão pela qual senti necessidade de fazer uma pausa a meio do livro e só o recomeçar meses depois.
O final deixou-me muito confusa, porque apesar de ter sido um plot twist interessante e imprevisível, que muda a história de uma forma extrema, senti que “invalidou” muitas das coisas que aconteceram, fazendo-me repensar o sentido da história em si. (Preciso urgentemente de falar com alguém sobre isto!)
As minhas próximas leituras por concluir são “Merda! Amo-te” e “Prometo falhar”, já na minha estante!
((se gostavas de ver mais reviews assim, eu e as minhas amigas temos uma conta conjunta de livros no instagram, passa por lá! @insideourbookshelves))
O livro é mau do princípio ao fim. Pelo menos neste aspecto é coerente. Tive esperança que o final conseguisse ser satisfatório, mas nem isso. Não gostei da incessante repetição sobre a conceptualização simplista do viver de acordo com o narrador. Tive esperança que houvesse uma evolução coerente, mas não. Ainda assim, não odiei o livro - tinha potencial para ser significativamente melhor caso o enredo fosse melhor e caso a filosofia de vida evoluísse e fosse menos repetitiva.
O novo livro de Pedro Chagas Freitas, é viciante e apaixonante.
Neste novo romance o autor, leva-nos até uma história que nos vai mostrar que todos nascemos para amar, e que esse amor nos ajuda a salvar o mundo e todos aqueles que nos rodeiam que vivem numa realidade demasiada séria e já não sabem o que é sonhar, o que é viver.
Nascemos para sentir, temos de viver a vida sem desistir e se não o conseguirmos fazer como adultos temos de aprender a voltar a ser crianças. Sentir é o que muda o mundo. "-Viver não cansa. - Então o que cansa? - Não viver."
Temos de rir e chorar, só assim podemos viver muito mais. - "Continuo a brincar, a ser o rapaz que só quer a gargalhada e a lágrima em doses iguais."
Como afirma o autor, este é o seu romance mais marcante e de longe o melhor que já escreveu.
Eu posso confirmar que é verdade, até ao momento este é o seu melhor livro e para mim foi muito marcante a sua leitura. No entanto, fico aguardar pelo próximo livro e quem sabe não será ainda melhor do que este.
Normalmente fujo de autores-fenómeno, simplesmente não me chamam. Li este livro do Pedro Chagas Freitas por mera curiosidade e porque não tinha nada novo para ler.
A premissa é boa? É. Foca aspectos interessantes? Sim. Se o autor escreve bem? Pode dizer-se que sim.
Porém, o estilo de escrita é repetitivo e vago (ou pelo menos foi o que senti neste livro), o que tornou a leitura lenta e até um pouco cansativa. Além disso, achei o final confuso.
Não adorei, mas também não detestei. Entreteve-me de forma razoável, mas continuo sem entender o fascínio, desculpem!
Super aborrecido... De facto o livro é bonito mas não passa disso. Só cheguei a meio do livro porque ia com motivação, caso contrário teria ficado pelas primeiras 20 páginas... O livro acompanha o crescimento de dois amigos e a sua visão do mundo e das dificuldades, contudo deixa de ter a magia que promete quando as personagens se tornam jovems adultos... Aí nem bonito nem nada. Apenas entediante... Foi o único livro que não acabei de ler, em toda a minha vida.
Lindíssimo, poético, de uma infantilidade madura e uma doçura enorme. Acompanhamos as histórias de vida de dois amigos, as suas angústias e as situações que os deixam felizes ou atormentados. Há jogos de palavras inteligentes e colocados no sítio certo e pequenos diálogos que são mote para mais episódios. Com um final inesperado, todo o livro é uma enorme lição de vida.
Muito ao estilo do Mestre. Em paralelo, estava à espera de mais. Houve alturas em que senti exaspero. Apesar da maravilhosa marca do Mestre PCF, senti um forte discurso circular que não me agradou exatamente por saber que o Mestre tem recursos muito superiores. Mas é assim mesmo; se calhar fui eu que não estive à altura. Obrigado, Mestre.
Sinto que este livro sempre fez um bocado parte de mim, só estava é bloqueada ou ainda por descobrir. Repleto de lemas intemporais creio que quer hoje ou daqui a uma década vou poder abri-lo e ler algo que me faz lembrar quem ou sou, ou melhor, quem eu quero ser.
Aconselho toda a gente a ler. É simplesmente um livro lindo e super interessante. O autor demonstra que por vezes as coisas não precisam de ser levadas muito a sério, como certamente toda a gente leva, que podemos levar a vida de uma maneira mais simples e mais feliz ao fazê-lo. E, que é nestas pequenas coisas simples que se encontra a felicidade. Ainda, faz um jogo entre a infância e a vida adulta, o que é amar quem não nos ama, etc. Realmente uma lição de vida. Tem imensas frases bonitas e que faz uma pessoa se questionar sobre vários assuntos. Os capítulos são pequenos e por isso, foi também muito fácil de ler.
Certo que este livro tem uma parafernália de frases bonitas e conceitos que nos tocam. Contudo, achei-o vago e repetitivo. Cansou-me. Cansou-me ao ponto de ter corrido pelas páginas para ler tudo e não o deixar por finalizar, acabei por nem perceber de onde surge o final e nem sequer tive vontade de voltar atrás para perceber quando e como tinha acontecido.
Em suma, não gostei. Por norma, é uma opinião muito minha e entendo que existam pessoas que gostam. Apenas não foi, de todo, o meu género de leitura.
"só foi pai para ter uma desculpa para não crescer."
"o que levamos da vida é aquilo que ninguém entende mas que sabe bem comó caraças."
"— Já vi que amas. — Porquê? — O teu sorriso não passa."
"Os adultos levam a realidade demasiado a sério. Os sonhos são a melhor parte da realidade, só um adulto não vê isto. Quando deixo de sonhar, deixo de viver. Ontem acordei e demorei dois segundos a procurar um sonho. Foram os dois piores segundos da minha vida inteira."
"Eu já fui adulto, sabem? Mas depois cresci."
"— Dorme com os anjos, meu filho. — Não quero. Quero dormir contigo. E tu também queres, que eu sei, mamã. Anda cá. Deixa-me enfiar-me debaixo dos teus braços."
"e é para isso que existem as palavras todas: para fazer rir muito as pessoas que nós queremos que estejam sempre a rir."
"Chamam loucos aos que não estão sempre com os pés no chão mas eu acho que é um bocado maluco querer ser feliz sem tirar os pés do chão. O chão às vezes queima, às vezes está sujo, às vezes é escorregadio, às vezes tem buracos. As pessoas que não passam a vida a voar, ou pelo menos aos saltinhos, nem sequer passam pela vida. É a vida que passa por elas."
"Sonhar é o cérebro a andar de escorrega."
"Estão fartos de me dizer que isto é a vida, mas eles não sabem o que dizem. A vida não é nada disto, embora também haja disto na vida."
"Ainda a abraço quando me dói o que não entendo, ainda é a voz dela que ouço quando quero adormecer no colo de alguém, ainda vejo os olhos dela a olhar-me quando quero ser olhado. Amo-te como se fosses tu a razão de eu saber o que é amar, mãe. E és."
"são daqueles que acham que o tempo se mede em tempo? Não é com o relógio que se contam as horas; é com saudade. Só vivemos o tempo que recordamos. O resto não foi tempo vivido, foi tempo perdido. Espero que ainda vás a tempo de perceber isso."
"Quero ser feliz para fazer a minha mãe feliz, é esse também o meu egoísmo, é essa também a minha missão. Pensamos que o amor-próprio é só amor a nós mesmos quando eu acredito que o amor-próprio é também o amor a quem pertence ao último reduto do que amamos. Amar quem amo é também amar a mim. Quando faço tudo para fazer quem amo feliz, estou a fazer tudo para me fazer feliz."
"A idade é engraçada: tira-nos por fora o que nos dá por dentro. Vamos mudando a pele e ficando mais espessos por dentro. As curvas, os erros, as dores. É isso o que nos torna mais bonitos, não é? Conheço tantas pessoas que me pareceram bonitas só depois de as conhecer. Foi como se fossem ganhando, à medida em que ia sabendo quem eram, camadas exteriores, feições novas. Talvez o amor seja o que nos faz bonitos, o que vos parece? Amamos o belo mas não o belo imediato, o belo instantâneo. Esse interessa para a montra, no máximo, para nos fazer empurrar a porta. Mas o que de facto amamos está escondido às vezes no armazém, nos fundos mais esconsos, naqueles que quando vemos nos vemos também a nós. Acho que amamos por egoísmo também, já vos tinha dito, não já?"
"mesmos quando eu acredito que o amor-próprio é também o amor a quem pertence ao último reduto do que amamos. Amar quem amo é também amar a mim. Quando faço tudo para fazer quem amo feliz, estou a fazer tudo para me fazer feliz."
"— Sou egoísta. — Porquê? — Quero ver-te feliz para eu ficar feliz."
"Custa, faz chorar. Mas faz crescer sem perder a infância. Não é essa a única maneira de crescer?"
"Então é isto que é discutir com alguém? Então é isto que é discutir com quem amamos? Sempre vi os adultos às vezes a discutirem uns com os outros e nunca percebi muito bem aquilo. Que sentido faria estar a levantar a voz e a discordar com quem amamos? Não entendo o que raios estamos aqui a fazer virados um para o outro a esgrimir argumentos e quase a partir para a ofensa mútua. Vou acabar já com isto. Vou pedir-lhe desculpa do que quer que tenha feito que a tenha magoado, vou colocar-me de joelhos, rebolar como um cãozinho, dizer-lhe que nada compensa o tempo de amor que estamos a perder com isto. Acho que pode até ser ao contrário. Acho que discutir pode ser também uma forma de amar, sei lá. Quando discutimos estamos a perceber quem é o outro, de onde vem, o que pensa, o que pode dizer. Discutir é caminhar pelo meio do outro, amá-lo de fora para poder depois amá-lo por dentro. Seja como for é horrível e dói-me. Não vou discutir mais.Não sei quem tem razão mas eu vou dá-la a ela para perdermos num instante a razão. Gosto de fazer as pazes na cama depois de uma discussão, mas gosto mais ainda de fazer as pazes na cama sem ter havido discussão alguma. Quero um abraço. Anda, por favor."
"Acho que é o que nos quebra que nos faz inteiros, percebem?"
"Está deitada, com poucas forças, a olhar-me a olhá-la. Poucas coisas nos deixam mais dentro de nós do que vermos quem amamos a olhar-nos. Sentimo-nos a ser olhados por inteiro, sem vergonha do que tentamos esconder dos outros."
"Não temos de estar sempre felizes, que seca, mas temos de estar sempre disponíveis para a felicidade."
"Quem disse que a liberdade vem de fora está preso em si mesmo. A minha avó a chegar-se a nós, a abraçar-nos aos dois, somos um corpo de três pessoas."
"e cá estamos nós de novo, a ouvir-nos olhar. Não façam barulho, está bem?"
"Amar pode ser só isso, estar parado em conjunto."
"Somos preconceito, vivemos preconceito. Tudo o que sabemos nos ocupa, nos impede de saltar as redes. Ninguém vive fora da caixa, só temos caixas de tamanhos diferentes, de texturas diferentes, de luxos diferentes, para viver. Algumas são tão boas que até nos fazem esquecer de que são caixas."
"Não sei se está feliz ou triste, sei que está a ficar mais denso, mais espesso, mais capaz de resistir ao mundo. Acho que não tenho a certeza sobre se isso é bom. Resistir ao mundo é suportar melhor as coisas más, sim, mas é também não aproveitar em pleno as coisas boas, ter medo do que elas possam trazer, vivê-las com um intervalo de segurança que passa a ser um intervalo entre nós e a euforia. Matar a possibilidade da depressão pode ser matar a possibilidade da euforia."
"Todos temos um último reduto, um espaço a que só nós ascendemos, cheio de pequenos segredos, mais ou menos proibidos, mais ou menos inaceitáveis, pensamentos que não partilhamos com ninguém, gestos que não queremos que ninguém veja. Todos temos um último reduto, no qual está o que nunca ninguém viu. É lá que está o que somos."
"Nestas alturas gosto de esperar a pele da mão dela, sentir que estamos juntos em todas as dimensões do que estamos. Acho que a insatisfação é um fardo e uma bênção, o que vos parece? Acho até que os fardos são muitas vezes bênçãos disfarçadas, e o contrário também. Muitas vezes é o que nos deixa felizes, que nos abençoa, que depois se torna num fardo difícil de carregar, porque não há como igualar aquilo, a memória daquilo. Ficamos reféns mais depressa do que nos faz felizes do que do que nos faz tristes, será? Certo é que há alturas em que somos um lago gelado à espera de um machado qualquer que o destrua. Esse machado só pode ser o amor. É o que nos parte todos que nos une os pedaços, não é?"
"Ninguém morre da falta de respiração, só da falta de não ter pelo que respirar, e mais ainda da falta de não ter pelo que perder a respiração. Amo o que me leva para o fim de mim, para a fissura que me separa do que não sei o que serei. Exijo desconforto muitas vezes, exijo a poesia muitas vezes, o passo em falso muitas vezes, a queda muitas vezes, a bondade sempre, a liberdade sempre, eu sempre. Exijo-me sempre mesmo quando a realidade me pede algo mais fácil, algo mais levezinho. Mas nada levezinho pesou algum dia na felicidade de alguém, ou achas que sim?"
"Acho que todos ouvimos o que queremos e que isso nada tem que ver com a nossa capacidade auditiva, entendem? Temos um filtro emocional que organiza tudo o que os sentidos captam."
"Amar é muitas vezes ficar quieto, mas ficar. Deixas-me ficar?"
"Vejo-o triste, por mais que tente mostrar que está ligado. Não está. Há uma luz que se apagou nele que ele não sabe, e eu também não, como voltar a acender. Deixou de saber quem era. Felizmente eu sei, saberei sempre. Há alturas em que temos de ter um gerador ao nosso lado para que possamos olhar para nós quando há um apagão geral naquilo que somos. Estamos os dois a chorar. Como dizia, às vezes precisamos de um gerador que nos faça encontrar maneira de nos ligarmos de novo. Chamam-lhe amor."
"Dividir uma desgraça multiplica-a por dois?"
"Preciso dele em mim, de o sentir comigo, de o levar comigo em grande parte do que penso, em grande parte das decisões que tomo. As pessoas mais importantes da nossa vida são aquelas que levamos connosco, estejam ou não em todas as grandes decisões que tomamos. Pensamos o que fariam elas naquela situação, o que nos diriam, que perguntas fariam. Vamos respondendo, imaginando, e assim decidindo. As pessoas mais importantes da nossa vida são importantes em todas as decisões que tomamos, nem que não falemos uma palavra que seja sobre essas decisões. Decidimos sempre com elas, somos sempre com elas. Somos muito o que amamos, não somos?"
"Não é possível construir quando só se trabalha de espingarda na mão, é?"
"Amar é deixar que o riso de um se misture com o do outro, que as lágrimas de um escorram pela cara do outro, que um complete as frases do outro, os desejos do outro. Perdemo-nos pela distância com que quisemos proteger-nos. Não sei se voltarei a amar mas se voltar não darei espaço, darei amor. Se não coubermos os dois nele é porque não é amor nenhum, será?"
"O mais triste nunca é algo que nos acontece, é mais do que tudo algo que nos acontece sem nunca ter mesmo acontecido, algo que fica à porta de acontecer, que nos dá o cheiro, o aspecto, a silhueta, um ligeiro toque até, um pedaço de sabor no paladar, e depois desaparece como apareceu, levando a memória do que não soubemos o que era. O que dói mais é a lembrança inapagável do que nunca aconteceu."
"Metade da piada da vida é sair ileso daquilo que poderia muito bem matar-nos, não é?"
"— Põe-te no teu lugar. — Qual é? — Sempre ao meu lado."
"A vida é barro mas há quem a trate como se fosse pedra, não há?"
"Deveríamos agradecer a quem amamos por nos permitir que haja alguém que amemos, não deveríamos? Só agradecemos o que recebemos quando deveríamos era agradecer termos o que dar e sobretudo a quem dar. Não quero quem me ame na sepultura."
"Acho que amar é podermos despir-nos no meio das falhas. Ela despe-se, sempre se despiu. Aprendi com ela o contorcionismo que viver também exige. Há quem só consiga digerir a vida se já vier mastigada. Foi ela que mastigou sempre a minha, pedaço a pedaço, até pouco mais do que migalhas restarem para me chegarem à garganta. Para voar é preciso asas e céu, mas também um ninho para onde voltar, não é?"
"Que cabeça tem quem nunca perdeu a cabeça?"
"Mãe é um adjectivo, não é? Quando quero elogiar alguém não penso em nada melhor do que lhe dizer que é tão mãe."
Livro leve, de leitura fácil, mas profunda. Livro que toca emocionalmente: tipico livro com frases, ideias e conceitos, para "sublinhar". Gostei especialmente porque há muito que lia pequenas publicações do autor e sentia curiosidade sobre como ligava os conceitos. E é verdade: não é um livro de auto ajuda, mas nunca nos sentimos sozinhos com ele.
Tem uma coisa boa: A perspectiva infantil e da criança sobre a vida adulta. Repõe as nossas prioridades e decisões do dia a dia naquilo que importa.
O livro é chato, é confuso, aqueles mini dialogos ao longo do livro não fazem o minimo sentido, a personagem principal é positivamente tóxica quando por exemplo perante situações de agressão ela relativiza.
A história é pequena e simples.
Mas as reflexões sobre a vida, o amor, a família, a amizade são longas, repetitivas, as vezes sem sentido.
A personagem não evolui na forma de pensar. Ele cresce, mas fica sempre preso no mesmo discurso.
Eu aprendi com o livro, mas foi muito dificil de ler. Fiz pausas, li outros pelo meio.
Não entendi o fim. Dei por mim, a repescar eventos anteriores para entender em que momento tinha acontecido x coisa que deu origem naquele fim e eu não vi aquilo a chegar.
perplexidade, é o que sinto ao tentar ler este livro, que não consegui ler na íntegra por se destinar a uma faixa etária diferente;
espanto, por saber que este foi o livro escolhido por Portugal para leitura de verão dos europeus — excelente imagem do panorama cultural nacional;
arrependimento, por mais uma vez cair no engodo comercial e adquirir um livro — mais um — que está nomeado, apresentado à europa como exemplo da literatura actual nacional, além de ser objecto de vaticínios de grandes “feitos” futuros.
os autores nacionais beneficiam do facto das editoras por cá terem um mkt agressivo e eficiente em benefício próprio.
"Ninguém vive fora da caixa, só temos caixas de tamanhos diferentes, de texturas diferentes, de luxos diferentes, para viver. Algumas são tão boas que até nos fazem esquecer de que são caixas. Há caixas que parecem liberdade."
"Não sabemos o que vivemos, só sabemos o que lembramos."
Livro interessante na medida em que vamos do início ao fim sem saber exatamente o que é realidade e o que é ilusão. O fim acabou por me surpreender. Ainda assim, há qualquer coisa na escrita do Pedro Chagas Freitas que me aborrece lá para meio do livro... acho que é a panóplia de frases feitas que se torna repetitivo.
O que é que há a dizer sobre este livro? Eu nem sei como descrever o autor muito menos o livro. Eu já tinha tentado há uns anos ler algo deste autor e achei tão aborrecido e tão cheio de clichês que desisti logo nas primeiras 20 páginas, no entanto, este Natal ofereceram-me este livro (talvez porque a pessoa em questão tem 14 anos e daí eu compreendo) eu tentei, juro que tentei mas o livro é fraco, a escrita é fraca, o autor é igual a tantos outros e repete-se em todos os seus livros, é mais do mesmo! Todo ele um clichê para o qual não tenho paciência!
Tinha grandes expectativas em relação a este livro, daí talvez ter ficado tão desapontada.
O autor tem um estilo de escrita muito peculiar e isso não é necessariamente mau, pelo menos ao início. Depois de uns quantos livros torna-se repetitivo, não trás ideias novas. Complica o fácil. Escreve uma espécie de capítulos pequenos mas que se tornam muito massudos pela complexidade com que escreve.
2,5 Não consegui concluir o livro, acontecimentos muito dispersos e demasiado "filosófico" e repetitivo. Talvez noutra fase consiga acabar e até goste mais, mas agora simplesmente a paciência era inexistente e, cada vez que avançava, parecia tudo muito igual.
O livro tem umas piadas engraçadas, que nos cativam no início, sensivelmente a partir da página 100, começa a enrolar e, no meu caso, fiquei desinteressada
É um livro bem escrito e que tem uma proposta muito boa. Faz o espectador ter uma nova visão da mundo com uma visão de “criança” inocente sem problemas. Mas que no fim começa a ser cansativo já que começa a parecer que vai repetir a história sempre. Onde o personagem tem problemas acha uma parceira tem problemas acaba e recomeça. Um livro real que faz uma apreciação de coisas banais que passamos por e nem damos o devido valor.
Para quem procura um livro com fim, não é uma boa escolha. Já que o livro depende muito do leitor, a sua visão da vida e interpretação. O final pode dar-se como “aberto”, existe sim um fim mas que para cada pessoa pode ter um significado diferente.
A existência do Zé Pedro é subjetiva e sem resposta não se sabe se realmente existe ou se é apenas a personificação de um lado infantil. Isso depende da perspectiva do leitor, o que acaba por fazer o livro, na minha opinião, ficar com um sentimento de inconclusão, como se faltasse algo, uma resposta. Apesar de talvez tenha sido essa a proposta do autor. Já que na vida nem sempre existe respostas para tudo.
Existe na minha visão algumas problemáticas, como uma infantilidade do personagem, mesmo que seja esse o intuito, e que muitas vezes os problemas são vistos e resolvidos com muito desdém como se não fosse muito importante, além das relações entre o personagem principal e a sua professora de música e o da mãe com o Zé Pedro. Uma relação problemática que só é vista assim pela mãe e nem é pelo real motivo, e sim por o de uma sensação de posse que a mesma tem.
Concluindo, é um livro com uma mensagem clara que tenta mostrar ao espectador o bom das coisas banais, das relações, de mudanças e relacionamentos, sejam eles, interiores (com sigo mesmo) ou exteriores (com outro indivíduo). Apresenta algumas problemáticas que fazem o livro ficar um pouco desconfortável. O personagem principal mostra uma visão de querer ser criança durante todo o livro, temendo ficar adulto, não de idade mas de mentalidade. Muitas vezes comunica uma mensagem que na vida vamos afastar-nos de nós mesmos mas que o importante e acharmo-nos, tem mensagens muito importantes e significativa, um bom livro mas que podia melhorar, ao meu ver, em algumas partes, assim como a vida. Nota:4
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“Para ser gente grande é preciso muitas vezes pegar no monte de trapos que é o que temos, que é a nossa vida, e transformá-lo na mais espectacular das bolas.”
“-Viste? O que acabou de passar — O que foi? — Um minuto. Inteiro. E nem o viste passar. Não fizeste nada para o ver. Muitas pessoas dizem que a vida é curta só porque não a vêem passar. A vida passa minuto a minuto. Tu acabaste de deixar um ir embora.”
“ Os que se riem mais, os que choram mais, são os que vivem até mais tarde. (…) Não é com o relógio que se contam as horas; é com saudade. Só vivemos o tempo que recordamos.”
“Ninguém vive fora da caixa, só temos caixas de tamanhos diferentes, de texturas diferentes, de luxos diferentes, para viver. Algumas são tão boas que até nos fazem esquecer de que são caixas. Há caixas que parecem liberdade.”
“São as montanhas que temos para subir que nos fazem felizes quando chegamos aos vales profundos e pacíficos.”
“Há momentos em que sonhar exige parar o sonho, reformulá-lo se possível, ou então criar um novo, um sonho que nos alimente a realidade, e não um sonho que só sirva para atormentá-la impiedosamente.”
“— Odeio contos de fadas. — De que gostas, então? — De contos de falhas.”
“Há alturas em que temos de ter um gerador ao nosso lado para que possamos olhar para nós quando há um apagão geral naquilo que somos.”
I stumbled on Pedro Chagas Freitas’ A Raridade das Coisas Banais at Lisbon airport, and it turned out to be a surprisingly accessible read for my A2–B1 level of Portuguese. Structured around noted conversations followed by monologues of introspective thoughts, it feels like a love letter, not just to the people close to the narrator, but to life itself.
It’s poetic, raw, and makes you rethink the kinds of questions we ask (or should be asking) about life. I’ll admit, around chapters ~50–70 dragged a bit for me, and I think the book would be just as impactful without them. Still, the fact that its message resonated so strongly even with my intermediate Portuguese shows how powerful the writing is.
I’d love to revisit it when my Portuguese is more advanced, to catch even more of its depth. Much like The Little Prince, it’s simple yet profound, and it stays with you.
3 1/2 stars for me. Not so bad, but could be shorter and might even be better if it were! But maybe even that is a message the author wants to highlight - that there are slow, dragging, (banal) and inevitable moments in life we cannot skip.
Uma escrita um tanto ou quanto poética. Daqueles livros que se torna difícil parar pois tudo nele se torna uma aprendizagem e uma nova forma de (re)ver a vida. Leio poucos autores portugueses e, acabei por me arrepender disso nestes últimos tempos. Temos mesmo muito bons escritores e o Pedro é um deles! Um livro que não é para adultos. Ou seja, um livro que é para quem está aberto para a leveza, para o lado puro das coisas, para o simples, para o sentimento... para ver a vida com os olhos de uma criança. Pessoas demasiado sérias e pobres-sem-ser-de-dinheiro, acredito que irão odiar este livro pois jamais o perceberão. É preciso ser-se rico em imaginação e em abertura emocional para se entender, para se gostar. Fora isso, será apenas um conjunto de palavras enfadonhas que irão levar a uma frustração literária. Aos outros (os que LERAM com a alma de leitor) irá ser uma espécie de reino encantado com palavras, sentimentos e toda uma forma de imaginar a vida. Será um deliciar de virar páginas e de sorrir sentimento. Eu gostei. O meu lado criança adorou. 5⭐️
Uma leitura para gente que não é amarga, acima de tudo isso. 🙃
Sabem aqueles livros em que apenas uma citação é suficiente para despertar o vosso interesse e fazer com que o leiam? Neste livro, qualquer frase, escolhida completamente ao acaso, seria capaz de exercer essa missão. Todo o livro é constituído por frases que nos fazem reflectir e aprender (aprendi mais com este livro do que em maior parte das aulas a que assisti na escola).
Com este livro, aprendemos a viver e a nunca nos sentirmos sozinhos, porque teremos sempre a nossa companhia — e a de um bom livro, claro ;)
Começar a acompanhar o escritor foi a melhor decisão que tomei nos últimos tempos. Absolutamente tudo o que escreve é genial. Genial. Sabe exatamente onde está na vida e é evidente que sabe do que fala, quando fala.
É daqueles livros que a vida nos envia na hora certa, porque sabe que estamos a precisar que o livro nos abrace. Este é um desses livros: abraçou-me quando não me faltava nada para além do seu abraço. (Todos os livros nos fazem companhia, mas só alguns, só os melhores, nos abraçam).
Sempre tive curiosidade ler algo do Pedro Chagas Freitas e, como todos sabemos, há muito por onde começar. Este livro despertou a minha curiosidade por diversos motivos, especialmente pela criança tímida que vive dentro de mim e que precisa de se soltar de vez em quando. Além disso, viver dando valor àquilo que é simples, sempre foi o meu maior objetivo. A escolha não foi difícil. As minhas expectativas eram imensas e acho (tenho a certeza) que isso afetou a forma como interpretei esta obra. Desde já, não foi o que estava à espera, não de um ponto de vista negativo, mas diferente e infelizmente, a história que idealizei cresceu demasiado na minha cabeça. Não quero tecer comentários negativos, apenas acredito que não seja este tipo de leitura que me atrai. Sendo mais direta e crítica, acho que há um enredo demasiado circular e que acaba por se tornar entediante antes de chegarmos a meio. Rapidamente, deixa de nos cativar porque não há a introdução de algo novo. Penso que fará sentido relê-lo mais tarde!