Com ilustrações e diagramação similares à primeira edição de 1944, O vento da noite faz parte da reedição da Coleção Rubáiyát e conta com tradução de Lúcio Cardoso, um dos maiores romancistas do século XX.
O vento da noite, de Emily Brontë (1818-1848) – autora de O morro dos ventos uivantes –, reúne uma seleção, feita pelo tradutor e escritor Lúcio Cardoso, de 33 poemas da escritora e poeta inglesa, alguns deles publicados sob o pseudônimo Ellis Bell. A coletânea apresenta o lado mais romântico e sombrio da poética brontiana.
A tradução é de Lúcio Cardoso, um dos mais importantes escritores e poetas brasileiros. Nascido em Curvelo (MG) em 1912, é autor do prestigiado romance Crônica da casa assassinada. Traduziu diversas obras para a Editora José Olympio, incluindo Ana Karenina, de Leon Tolstói, e Orgulho e preconceito, de Jane Austen. Em 1966, recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Faleceu em 1968, no Rio de Janeiro (RJ).
O vento da noite faz parte da reedição de títulos da Coleção Rubáiyát em comemoração pelo ano do 90° aniversário da José Olympio, uma das editoras pioneiras e mais inovadoras do país. Essa publicação devolve aos leitores e leitoras de hoje a oportunidade de conhecer a histórica coleção – composta de grandes clássicos orientais e ocidentais.
Emily Brontë was an English novelist and poet whose singular contribution to literature, Wuthering Heights, is now celebrated as one of the most powerful and original novels in the English language. Born into the remarkable Brontë family on 30 July 1818 in Thornton, Yorkshire, she was the fifth of six children of Maria Branwell and Patrick Brontë, an Irish clergyman. Her early life was marked by both intellectual curiosity and profound loss. After the death of her mother in 1821 and the subsequent deaths of her two eldest sisters in 1825, Emily and her surviving siblings— Charlotte, Anne, and Branwell—were raised in relative seclusion in the moorland village of Haworth, where their imaginations flourished in a household shaped by books, storytelling, and emotional intensity. The Brontë children created elaborate fictional worlds, notably Angria and later Gondal, which served as an outlet for their creative energies. Emily, in particular, gravitated toward Gondal, a mysterious, windswept imaginary land she developed with her sister Anne. Her early poetry, much of it steeped in the mythology and characters of Gondal, demonstrated a remarkable lyrical force and emotional depth. These poems remained private until discovered by Charlotte in 1845, after which Emily reluctantly agreed to publish them in the 1846 collection Poems by Currer, Ellis, and Acton Bell, using the pseudonym Ellis Bell to conceal her gender. Though the volume sold few copies, critics identified Emily’s poems as the strongest in the collection, lauding her for their music, power, and visionary quality. Emily was intensely private and reclusive by nature. She briefly attended schools in Cowan Bridge and Roe Head but was plagued by homesickness and preferred the solitude of the Yorkshire moors, which inspired much of her work. She worked briefly as a teacher but found the demands of the profession exhausting. She also studied in Brussels with Charlotte in 1842, but again found herself alienated and yearning for home. Throughout her life, Emily remained closely bonded with her siblings, particularly Anne, and with the landscape of Haworth, where she drew on the raw, untamed beauty of the moors for both her poetry and her fiction. Her only novel, Wuthering Heights, was published in 1847, a year after the poetry collection, under her pseudonym Ellis Bell. Initially met with a mixture of admiration and shock, the novel’s structure, emotional intensity, and portrayal of violent passion and moral ambiguity stood in stark contrast to the conventions of Victorian fiction. Many readers, unable to reconcile its power with the expected gentility of a woman writer, assumed it had been written by a man. The novel tells the story of Heathcliff and Catherine Earnshaw—two characters driven by obsessive love, cruelty, and vengeance—and explores themes of nature, the supernatural, and the destructive power of unresolved emotion. Though controversial at the time, Wuthering Heights is now considered a landmark in English literature, acclaimed for its originality, psychological insight, and poetic vision. Emily's personality has been the subject of much speculation, shaped in part by her sister Charlotte’s later writings and by Victorian biographies that often sought to romanticize or domesticate her character. While some accounts depict her as intensely shy and austere, others highlight her fierce independence, deep empathy with animals, and profound inner life. She is remembered as a solitary figure, closely attuned to the rhythms of the natural world, with a quiet but formidable intellect and a passion for truth and freedom. Her dog, Keeper, was a constant companion and, according to many, a window into her capacity for fierce, loyal love. Emily Brontë died of tuberculosis on 19 December 1848 at the age of thirty, just a year after the publication of her novel. Her early death, following those of her brother Branwell and soon to
o título dessa coletânea é perfeito pra representar os poemas da Emily: eles são cheios de natureza e de escuridão. foi perfeito ter lido sua poesia pouco tempo depois do Morro e enquanto leio Jane Eyre, de Charlotte, e conseguir ver pontos em comum entre os dois romances e esses poemas.
sobre a edição: preciso ler em inglês pra um melhor aproveitamento, sinto que algumas coisas tocariam mais em mim se fosse na língua da emily. não gosto quando capítulos começam com a primeira letra enorme, muito menos em poemas. mas lindas ilustrações (poderia ter mais, talvez), e a tradução, sem saber como os poemas originais sao, me parece boa!
sobre os poemas: lindos, todos ecoam tudo que a emily escreve, alguns me lembraram tanto ao morro dos ventos uivantes, a ambientação, as características. poemas, inclusive, bem característicos da época, mas com uma emily brontë a mais pra diferenciar. jamais existirá escrita igual a dela.
aproveitei que tava na vibe emily bronte pra ler esse percebi que sigo não servindo para poesia ainda bem que ela escreveu em prosa pra eu poder gostar
"Mortal! though soon life's tale is told Who once lives, never dies!"
Que prazer é ter a oportunidade de mergulhar no íntimo das dores, angústias e amores da mais célebre das irmãs Brontë. A tragicidade da sua vida é desnuda em cada verso melancólico e na composição de seus textos taciturnos.
Suportar a bucolidade e miséria do espaço e tempo em que vivia certamente era um pretexto categórico para refugiar-se num mundo imaginário e fantástico onde havia vida o suficiente para abrigá-la, mas a dureza dos dias frios e crus indubitavelmente a obrigava a esvair-se das suas preocupações como melhor sabia fazer: escrever sobre elas.
"Ó, Mortal, ainda que breve seja contada a fábula da vida, quem uma vez vive, nunca morre!"
Esta é, certamente, a frase alcunhada por Emily que descreve o âmago da sua existência. Agradecimentos infindos pelo seu legado.
"Por que viver aqui embaixo numa espécie de sono, Quando o coração se torna pesado de uma triste fadiga? Por que viver aqui embaixo numa espécie de sono, Quando o dia parece mais morno do que a noite?"
4.5★ a emily brontë sempre trás a natureza para a sua escrita e eu sou obcecada com isso, além disso o morro dos ventos uivantes é um dos meus livros preferidos então poder ler mais um pouco da sua escrita é um consolo
“Ó mortal! A fábula da vida é narrada bem depressa, Mas basta uma vida — para não se morrer jamais.”
Poemas mórbidos e divinos. O último muito intrigante. Marquei alguns versos: "Estâncias", "O Filósofo" e "Eis que estás de volta" foram meus favoritos!
linda seleção com uma tradução que faz o possível para traduzir a beleza e a impetuosidade do texto original - e sendo bem sucedida nisso, em minha opinião. também achei muito sensível e muito bonito o livro fechar com no coward soul is mine. amei muito essa edição
Emily e sua magia literária. os poemas são ferozes e frios como ventos de outono. assim como em Morro, os fenômenos naturais são também personagens e representam sentimentos, medos, lembranças e desejos. Emily é daquelas escritoras que te fazem sentir enquanto lê, sempre vai além. é o tipo de poesia que eu quero ler pro resto da vida.
A habilidade da autora em transcrever suas emoções em versos é admirável. Realmente profundo e tocante, com uma métrica super bem construída e uma sonoridade marcante.
A edição é bilíngue, mas prefiro os versos originais à "transcriação" do tradutor, que não é ruim, apenas prefiro o texto original.