Esse tipo de livro sempre me destrói por completo porque eu amo essas análises profundas sobre os seres humanos; nossos gostos, contradições, ensinamentos, paixões, pensar em como nossas escolhas podem abrir um mar de destinos, no que poderia ter acontecido...
A história foi tão bem desenvolvida, com personagens tão **humanos** que me deixou emocionada; ver como o Theo passou a fotografar seres humanos depois de suas experiências na Itália mas principalmente depois de vivenciar o cenário de guerra do Congo me comoveu profundamente – a essência de viver é capitar, através de um par de olhos ou lentes, as experiências daqueles ao nosso redor, refletindo aquilo de maneira positiva ou negativa, na nossa mente.
"Cada convite era um livreto com imagens de pessoas de todos os tipos e idades, alegres ou desoladas, maltrapilhas, bem-vestidas ou não vestidas, fartando-se num restaurante ou remexendo o lixo, seres afortunados ou desvalidos produzindo arte, dormindo, dançando, trabalhando, brincando, sofrendo, correndo, temendo, protestando, amando, chorando, beijando-se. E tudo em conhecidos cenários do Brasil."