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Como lidar com mentes a mil por hora: Entenda o TDAH de uma vez por todas e descubra como mentes hiperativas e desatentas podem ter uma vida bem-sucedida

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"A pessoa é sempre mais importante do que o transtorno e devemos entender que o TDAH não é a vida, mas que a vida pode enveredar por graves problemas se o TDAH não for controlado".AINDA NÃO É POSSÍVEL RESOLVER TODOS OS SOFRIMENTOS DO MUNDO, MAS MUITOS DELES JÁ CONSEGUIMOS ATENUAR. ENTENDA QUAIS SÃO AS MELHORES ESTRATÉGIAS PARA CONTRIBUIR DE MANEIRA POSITIVA PARA O DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM O TDAH. O comportamento das pessoas pode dizer muito sobre elas. Se o seu filho tem dificuldade de manter a atenção em tarefas simples ou em atividades de lazer; vive com uma agitação incontrolável; parece não ouvir quando se fala diretamente com ele, mas ao mesmo tempo, fala em excesso; e está sempre a "mil por hora", é possível que ele tenha Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, o TDAH. Ao traduzir a linguagem da neurociência para termos práticos e compreensíveis a todos, e com sua experiência de vinte anos de consultório, o dr. Clay Brites ajudará você a resolver esse desafio e a superar de maneira assertiva as dificuldades trazidas por essa condição.  Neste livro, você aprenderá história do TDAH, as evidências científicas e como funciona o cérebro de uma pessoa com o transtorno;Como perceber e identificar o TDAH em crianças, adolescentes e adultos, utilizando os critérios de diagnóstico reconhecidos pelas entidades responsáveis;O que fazer depois do diagnóstico, quais são os tratamentos e as abordagens terapêuticas – baseando-se na ciência –, seus mitos e suas verdades;A inclusão escolar e os direitos da pessoa que tem o transtorno  "A pessoa é sempre mais importante do que o transtorno e devemos entender que o TDAH não é a vida, mas que a vida pode enveredar por graves problemas se o TDAH não for controlado". 

194 pages, Kindle Edition

Published October 10, 2021

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Clay Brites

4 books

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Profile Image for Carla Parreira .
2,048 reviews3 followers
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June 13, 2025
Melhores trechos: "...Em conjunto com os genes, o ambiente desempenha papel de igual importância. Fatores externos ligados não só ao espaço, mas a todo o contexto em que vivemos, modificam, até certo ponto, a expressão dos genes que fazem parte do desenvolvimento de expressões em nossos comportamentos. Isso é essencial para nos manifestarmos plenamente na vida executiva, social e em atividades que envolvem também nossas emoções. O resultado desse processo, que está em constante construção durante os anos de neurodesenvolvimento, é o amadurecimento das áreas cerebrais responsáveis pela capacidade de autocontrole emocional e cognitivo, o que faz com que se cumpra bem, com equilíbrio e exímia performance motora e espacial, uma determinada tarefa. As nossas atitudes, a forma como respondemos ao comportamento dos outros, as maneiras como cumprimos nossas tarefas e obrigações e regulamos nosso temperamento para encarar desafios ou frustrações dependem – dentro do cérebro – do equilíbrio entre nossas funções executivas 'frias' e 'quentes' ou, ainda, de controles que administram, em um sistema de pesos e contrapesos, nossa autorregulação emocional e cognitiva... Funcionalmente falando, a pessoa com TDAH, quando se depara com tarefas ou ações do cotidiano, não consegue ativar regiões cognitivas e emocionais sudicientes para a performance mínima esperada, o que resulta em fracasso ou rendimento inferior. Quando inicia ou tem que perseverar em uma tarefa chata, ela tem que 'aumentar' a dopamina para o esforço mental 'aparecer', mas não consegue. Ao cumprir uma tarefa que foi imposta ou exigida, não tem dopamina nem conexões suficientes para controlar bem o humor e persistir observando todos os detalhes envolvidos. Tudo isso leva aos sintomas comportamentais de TDAH, que podem ocorrer simultaneamente nas crianças ou em momentos e graus variados, algo que varia de criança para criança e pode persistir até a fase adulta. Quando estabelecidos na fase adulta, podem ser recorrentes ao longo de toda a vida... A imprecisão frequente e as perdas de rendimento ocorrendo em um grau insuportável tanto para quem vive com a pessoa quanto para quem os comete não é normal. Nesse contexto, parece que quase tudo o que a pessoa faz dá errado, não funciona ou será avaliado de maneira negativa. Eu digo quase, mas o que isso significa? Eis uma das chaves para se entender o TDAH: ao cumprir uma tarefa gostosa, prazerosa, curta e sem profundidade exigida, quem tem o transtorno consegue realizar tudo com tanta atenção quanto quem não tem. A dificuldade se apresenta quando a pessoa com TDAH tem de cumprir tarefas longas, que considere chatas, monótonas, que exijam esforço acima do usual, envolvam regras, rotinas ou etapas sequenciais pre-determinadas por alguma autoridade ou instituição... O déficit de atenção é caracterizado por uma enorme dificuldade em manter o foco suficiente e autocontrolado para poder permanecer fazendo bem e corretamente uma tarefa pelo tempo e esforço mental necessários. E isso não ocorre por 'pensamento acelerado', mas por pensamento desorganizado... Várias pesquisas com crianças têm demonstrado que aquelas que mais demonstram auto-engajamento são as que, no longo prazo, se destacam. Elas esperam pela recompensa tardia e, no trajeto praticamente sem ganhos, realizam o que for, ficando acima das expectativas e dos demais. Já as pessoas com TDAH apresentam déficit de auto-engajamento. Não conseguem iniciar nem manter boa performance quando não há prazer imediato. Precisam de cutucões e incentivos constantes para se mover. Não confunda com preguiça nem com irresponsabilidade, pois normalmente, ao ver que deixaram de fazer o melhor, ficam tristes, constrangidas, culpam-se e se desculpam. Falam que aprenderam, não vão mais fazer aquilo e logo voltam a cometer os mesmos erros... A pessoa com TDAH tem o ímpeto de explorar ambientes de maneira exagerada, mexer em tudo sem inibição e, quando se movimenta, o faz sempre em uma enorme velocidade. Resultado: sobe em tudo sem desconfiar que está agindo, muitas vezes, de maneira inadequada e correndo grandes riscos. Mesmo previamente orientada, ela reage assim. Repete a ação mesmo depois de ser repreendida e, muitas vezes, até mesmo depois de ser punida. Ao subir em lugares mais altos, inseguros, percebe que não planejou o perigo e, ao se aventurar a descer, pode ficar com muito medo. Todas as ações costumam ser exageradas, mesmo nos menores espaços ou nas maiores alturas... Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Qualquer condição, enfim, que leva à perda de funcionalidade na relação com os contextos que o envolvem pode ser considerada uma deficiência..."
Profile Image for Marcelo Alvarado.
84 reviews
April 6, 2023
Esse livro é um guia muito bom para entender o TDAH, já que Brites explica de maneira muito didática e simples como o cérebro de uma pessoa com TDAH funciona, e como isso se manifesta nas tarefas do dia-a-dia. Além disso, ele dá dicas e ideias de como lidar com isso e como facilitar a vida cotidiana - conselhos esses voltados principalmente para os familiares, cuidadores e professores de pessoas com TDAH.

A obra não é exatamente profunda, e serve mais como um manual para começar a entender o que é o Transtorno e como ele se manifesta. O principal conselho que Brites dá - é talvez o meu ponto favorito do livro - é a terapia e o acompanhamento médico. Ele tem bastante cuidado ao enfatizar diversas vezes a importância do acompanhamento médico, o perigo do autodiagnóstico e da automedicação.

Outro ponto positivo é o fato de o autor sempre citar estudos e artigos científicos, ao mesmo tempo em que mantém uma linguagem simples, direta e fácil de compreender. Ele não perde a cientificidade, que é necessária, ao tentar criar um manual compreensível para quem não é da área. Foi uma leitura bastante rápida e até prazerosa, que não se sente passar - mesmo se tratando de um livro técnico-científico.
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