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Eram os deuses astronautas? (Edição comemorativa – 50 anos): Com textos inéditos do autor e de Affonso Solano

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Uma obra de importância monumental, Eram os deuses astronautas? ganha agora uma edição comemorativa de 50 anos da publicação original

Prefácio e apresentação inéditos, do próprio autor e de Affonso Solano, escritor e host do podcast Frequência X

Autor best-seller, com mais de 70 milhões de exemplares vendidos no mundo

Erich von Däniken dedicou a vida a pesquisas pelo mundo e, neste livro, defende a existência de outros seres inteligentes no Universo. Ele propõe ainda que extraterrestres tenham trazido grandes conhecimentos ao nosso planeta. A evidência disso estaria em achados arqueológicos, monumentos antigos, mapas reveladores e marcas curiosas em solos rochosos, analisados por Däniken.

Ele comparou, por exemplo, fenômenos semelhantes ocorridos em épocas e culturas muito diferentes. E encontrou evidências como um astronauta alienígena preservado em uma pirâmide, cartas de navegação de voos espaciais de mil anos atrás, astronomia computacional de ruínas incas e egípcias, um mapa da Terra sob a calota de gelo da Antártida e até um "espaço-porto" gigante descoberto nos Andes.

Incluindo fotos notáveis que documentam o primeiro contato da humanidade com alienígenas no início da civilização, Eram os deuses astronautas? é um best-seller mundialmente consagrado por milhões de leitores – um estudo de misteriosos remanescentes da Antiguidade à luz do conhecimento de nossos dias.

233 pages, Kindle Edition

Published May 5, 2022

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About the author

Erich von Däniken

323 books896 followers
Greek: Έριχ φον Νταίνικεν

Erich Anton Paul von Däniken (1935–2026) was a Swiss author of several pseudoscientific books which made claims about extraterrestrial influences on early human culture, including the best-selling Chariots of the Gods?, published in 1968. Däniken was one of the main figures responsible for popularizing the "paleo-contact" and ancient astronauts hypotheses.

The ideas put forth in his books are rejected by virtually all scientists and academics, who categorize his work as pseudohistory, pseudoarchaeology, and pseudoscience. Early in his career, he was convicted and served time for several counts of fraud or embezzlement, and wrote one of his books in prison.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Doug.
44 reviews
October 12, 2025
Li Eram os Deuses Astronautas? com a curiosidade que todo leitor tem quando encontra alguém que provoca. Saí decepcionada. O livro de Erich von Däniken não é, como promete, um compêndio de dúvidas saudáveis: é um manual de manipulação retórica travestido de erudição.

Däniken tem um método previsível e, por isso, compreensível. Ele apresenta um fato arqueológico real, planta perguntas que insinuam impossibilidade e, no vazio que ele mesmo cria, insere a hipótese fantástica, geralmente a de que seres extraterrestres ensinaram, guiaram ou construíram por nós. O truque funciona porque opera por omissão: retira contexto, datações e explicações científicas plausíveis, e nos deixa apenas com o espanto. Assim, os “mistérios” se multiplicam como mágica.

O problema é profundo e moral. Ao desafiar a capacidade criativa de povos antigos — egípcios, olmecas, maias, rapa nui — Däniken faz mais do que especular: ele reforça um discurso colonial. É um velho enredo com novo verniz. Se o europeu moderno não consegue imaginar a técnica dos outros, então só pode ter havido uma intervenção “externa”. É a mesma lógica que justificou a pilhagem, o saque e a dominação cultural.

Exemplos não faltam. Ele transforma o Pilar de Ferro de Délhi em um “enigma de quatro mil anos”, quando a metalurgia indiana e a química de passivação de ferro explicam sua preservação. Lê Swift como uma previsão mística das luas de Marte, ignorando que autores do século XVII já cogitavam essa hipótese e que Swift apenas satirizava especulações científicas de sua época. Na Ilha de Páscoa, Däniken ignora as técnicas locais e subestima populações adaptativas. Em Jericó, inventa surpresa sobre cabeças em gesso que se explicam por técnicas neolíticas pré-cerâmica. Em todos os casos, a receita se repete: exagero, corte seletivo e salto para os “deuses astronautas”.

O resultado não é apenas erro metodológico, é ideologia. Däniken enxerga o mundo como um palco em que a modernidade europeia ocupa o centro, e tudo o que está fora dele, se notável, só pode ter sido “ajudado”. Isso é racismo acadêmico: negar agência histórica, técnica e cultural aos povos que não foram os inventores do mundo industrial.

Felizmente, a arqueologia, a antropologia e a história trabalham de outro modo: com método, evidência, checagem e reconstrução contextual. O que Däniken chama de “inexplicável” costuma ser justamente o resultado do trabalho paciente de pesquisadoras e pesquisadores que escavam, datam, analisam materiais e interpretam rituais. Quer debater mistérios? Faça isso com fontes, com cuidado e com respeito pelas culturas que descreve.

Em vez de se encantar com a aura de mistério que ele vende, proponho outra leitura: perguntemos por que Däniken se sente obrigado a reduzir a humanidade. A resposta está menos nas pedras de Giza e mais nos salões europeus onde se cultivou o gosto por admirar sem compreender. E essa pergunta é nossa responsabilidade encarar.
Profile Image for Vívian Andrade.
35 reviews1 follower
November 17, 2025
Eram os Deuses Astronautas? – Erich von Däniken, 1968

Terminei a leitura com a impressão de que Eram os deuses astronautas? é uma obra muito mais especulativa do que investigativa. Däniken apresenta paralelos entre mitologias antigas ao redor do mundo, o que realmente pode instigar reflexões sobre como diferentes culturas interpretaram fenômenos extraordinários na antiguidade. Entretanto, a conclusão de que tais convergências seriam evidência de visitas extraterrestres é frágil e não se sustenta com rigor.

A argumentação carece de método: há seleção parcial de dados, ausência de diálogo com arqueologia, antropologia e história, e uma inversão constante da carga da prova — se não temos explicação imediata, então teriam sido alienígenas. Essa lógica não é demonstrativa, é apenas sugestiva.

Além disso, na parte final do livro, o autor abraça uma defesa entusiasmada (e hoje claramente datada) da corrida aeroespacial e da ideia de que o futuro da humanidade é, inevitavelmente, extraterrestre. Essa visão, típica do final da década de 1960, acaba transformando o livro quase em um manifesto de exaltação tecnológica, o que enfraquece ainda mais sua proposta original.

A tradução desta edição também não ajuda: há trechos confusos, escolhas linguísticas antiquadas e alguns erros de sentido que exigem esforço para interpretar corretamente a intenção do texto.

No saldo final, o livro não é de todo irrelevante — ele suscita questionamentos sobre mito, narrativa e a necessidade humana de encontrar explicações para o extraordinário. Mas, enquanto tese, é inconsistente e pouco convincente. Minha avaliação final: 2,5 de 5 estrelas.
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