Novamente Inverno. Depois do Charleston, trazido de Montreal por Marie, ter varrido Notre-Dame-des-Lacs como uma fúria, os homens regressaram finalmente à floresta para trabalhar durante toda a estação fria. A calma pode finalmente regressar à aldeia. Mas nada diz que será por muito tempo… Porque Marie, depois de ter partilhado a sua cama com Ernest e o seu irmão Mathurin, descobre que está grávida, sem saber realmente quem é o pai – ela que sempre se achou estéril! Entretanto, Réjean, o jovem padre da aldeia, refugiou-se em casa de Noël, está tão perturbado pelas suas questões íntimas e existenciais que já não é capaz de desempenhar o seu serviço religioso. Os fanáticos da aldeia entram em pânico! Até se fala em ir ao bispo! Aonde é que tudo isto vai levar? Acabou-se o presidente da câmara, acabaram-se os sacerdotes, as danças selvagens, os amantes que vivem em pecado e os filhos sem pai… Não será isto simplesmente o sinal de uma maldição desencadeada em Notre-Dame-des-Lacs?
NOTRE-DAME-DES-LACS
Já não há presidente da câmara em Notre-Dame-des-Lacs, quase não há padre, Marie grávida de um pai que ninguém conhece, e as mulheres da aldeia num frenesim de compras como nunca antes se viu… O mundo foi para o inferno, lá em baixo na zona rural do Quebeque? É este o trabalho do diabo, o início do fim? Não, claro que não, porque o que permeia cada imagem, cada cena, cada diálogo e cada personagem neste espectacular desfecho sob a forma de uma apoteose alegre é a felicidade! Loisel e Tripp tiveram obviamente um grande prazer em concretizar o destino de cada um dos protagonistas desta história com um humor irresistível, ao longo de alguns meses em 1928, quando passamos da neve profunda para o calor do Verão, tendo como pano de fundo o regresso dos homens da sua campanha. Aprendemos, entre muitas outras surpresas, o que acontece ao barco do velho Noël, o que atormentou tanto o jovem padre Réjean, ou o que esteve por detrás da inesperada gravidez de Marie… E a aldeia de Notre-Dame-des-Lacs, no final deste final febril, celebrado como deveria ser por uma grande fogueira do Dia de Verão, entra por sua vez na modernidade.
Este último volume é enriquecido com um copioso bónus sob a forma de créditos finais, tratado como um álbum de fotografias reunindo todos os actores desta inesquecível e tão cativante tribo.
Régis Loisel is a cartoonist living in Montreal, Canada. Since the 1970s Loisel has become one of the most decorated French comic artists, especially in the fantasy genre. Loisel has won several awards at the Angoulême International Comics Festival, including the lauded Grand Prix in 2002.
Fantástica maneira de chegar ao fim da série. Choramos e rimos com estas personagens que começámos a acompanhar em Marie... os autores pretendiam concretizar a história em 3 volumes, mas claramente se deixaram levar pelas personagens que ganharam vida própria... e essa vida não cabia em 3, nem 6, mas sim 9 livros. E que bom que assim foi, pois quem ficou a ganhar foram os leitores da série!
We're all boats in the ocean. We either let the wind drift us in random directions or we steer ourselves into where we want to go.
People will make us doubt ourselves many times through our lifes. We either let them misdirect us or we hold strong and believe in what we feel is right in order to keep going in the right direction.
Be a good person and the universe will send good things to you, eventually. Just focus on being a good person. Be fair. People will not always give you the same courtesy. Be ready to be judged, but even when the verdict is gulty, hold on to your heart and trust your guts. Never forget who you are, even when others don't see it.
You can spend years building something to see it destroyed in a blink of an eye.
There are so many life lessons here.
Unfortunately, in real life, there isn't always a happy ending.
I wish good fortune to all the good people in this story, even though I know they don't really exist, but for a moment, they felt real to me.
Do melhor que tenho lido em BD. A humanidade presente nesta história é absolutamente deslumbrante. Acaba-se ler com pena de ter acabado. Vou reler os 5albuns muito em breve.
E finalmente regresso a Notre-Dame-Des-Lacs. Depois dos primeiros três livros fiquei ansiosamente à espera dos capítulos seguintes. Uma história com muitas histórias dentro e sobre tantas coisas, o amor, a amizade, a entreajuda, a tolerância, o luto, o perdão. Um pequeno mundo dentro de uma aldeia isolada. Livros que me fizeram sorrir e até sofrer juntamente com as personagens. E o final é tão bonito e emotivo!
Uma serie que merece 5 estrelas, foi linda no sentido literal do termo do inicio ao fim, com historia e desenho a combinarem se em absoluta perfeição. No geral é uma historia sobre a Marie, mas muito rapidamente passa a ser sobre a aldeia inteira e sua vida entre 26 e 27com um follow up por fotos até aos anos 30. Desde costumes, formas de ver a vida, estilos de vida tudo é visto sem julgamentos, tal como numa serie antiga, são "amigos" que visitamos e vemos como vai a sua vida.
“(…) A vida é uma coisa muito estranha… uma coisa muito estranha, sempre em mudança…”
E tudo o que é bom, acaba, mas gostava que tivesse só mais um livro. Adorei a ideia das fotos no fim que contam mais um pouco da história, mais um pouco da cada personagem, da comunidade.
Não querendo falar deste livro em particular, pois toda a série merece especial destaque: desde a arte, aos balões, às vinhetas ou pranchas sem balões tudo se articula e passa uma mensagem. Vemos e percepcionamos o passar dos tempos, a evolução das diversas personagens e de toda uma comunidade, que tal como já referi nas reviews dos outros volumes, poderia ser uma comunidade dos nossos dias. Não sei como falar sem dar spoillers nem quero pormenorizar detalhes para que os mesmos não estraguem possíveis leituras… portanto, para quem tem curiosidade sobre a série ou gosta deste género de literatura, descrevo numa palavra: leiam!