Neste segundo livro de Douglas Domingues, acompanhe uma pessoa que reencarna como uma jujuba vencida na prateleira de uma lojinha de doces do interior, uma busca por utensílios extravagantes para servir queijos finos que acaba chegando em uma civilização intra-terrestre, problemas metafísicos no encanamento de casa que necessitam de um encanador xamânico (quem nunca?), uma tentativa de usar magia negra para controlar um semáforo, o medíocre porteiro do inferno esperando a aposentadoria que nunca chega, uma poesia sobre o ganhador do Nobel de medicina de 1933, um micro-ensaio sobre o joelho, um poema-conto sci-fi biopunk que começa com torresmo e termina no lamento de uma criatura marinha antropomórfica, além de outros textos igualmente degradantes.
Já que o autor disse que adora ler as críticas, confesso que senti ele ficando mais "pé no chão" nesse segundo livro. Ainda é um ótimo material, mas todo aquele caos de ideias se perdeu um pouco aqui. Será que é a inevitabilidade do tempo que faz isso com a gente? Sei lá. Mas estou aguardando pelo terceiro
Perdeu uma estrela pela falta de revisão e formatação. As histórias são interessantes, divertidas. Até os poemas (coisa de que não sou muito afeito) divertem. O cara sabe contar história, mas não sabe usar os porquês, não sabe usar crase, erra concordâncias e mistura tempos narrativos. Uma revisão e uma diagramação resolveriam esses problemas e deixariam o livro bem mais agradável.
Esse livro é repleto de histórias que a gente começa sem saber o que está acontecendo e no final, parece que tá no começo. Muito divertido e já peguei pra ler o primeiro livro depois do segundo.