Clarissa tem todo o seu futuro planejado: vai se formar com destaque na faculdade de psicologia, encontrar um bom emprego e garantir que seu irmão tenha uma vida confortável. Só depois disso, ela pode se divertir com os amigos e encontrar um cara legal.
Do outro lado do corredor, a vida de Lucca está cada vez mais bagunçada. Ele passa todo o seu tempo livre — e até o tempo em que deveria estar na faculdade — evitando o irmão mais velho, de preferência em alguma praia bonita.
Apesar de morarem de frente um para o outro, a vida deles se cruza apenas quando um blecaute toma a ilha de Florianópolis e nenhum dos dois têm a quem recorrer. De repente, Clari se vê perdendo o controle da própria vida e Lucca percebe que está na hora de encontrar um rumo para a sua.
Então, os dois fazem um acordo: vão aproveitar juntos enquanto a ilha estiver sem energia, e depois seguirão suas vidas separados. Mas será possível deixar tudo para trás quando a escuridão passar?
Clarissa é estudante de psicologia é amplamente dedicada aos estudos. Lucca é estudante de publicidade e propaganda, mas está faltando suas aulas e evitando ser pego envolvido nas tramoias de seu irmão. Ambos são vizinhos, mas ao que parece Lucca não sabe disso... Quando a ilha de Florianópolis inteira fica no apagão, eles acabam passando todo o seu tempo juntos... até o fim do blecaute. Pontos positivos: 1 a relação de cuidado em que Clarissa toma para com seu irmão autista é interessante e é apresentado conforme toda a história; 2 os conflitos familiares de Clarissa não são resolvidos facilmente, especialmente porque foi desenvolvido por anos. Ou seja, achei bastante crível; 3 as pequenas festas que ocorrem durante o blecaute são divertidas; 4 o primo de Lucca é um personagem muito carismático e me peguei querendo ver mais dele, apesar de compreender que sua função é outra; 5 a cena do piquenique é adorável. Pontos negativos: 1 Lucca ser um rapaz imaturo é compreensível. Mas possui comportamentos que simplesmente não fazem sentido, tal como a preocupação que vai e vem em relação a seu primo cadeirante. Assim como, o conflito com o irmão no fim do livro, em que ao contestar sobre o uso da mesada, ele fala que usa para apoiar artistas pequenos ao fazer tatuagens em si – o que é algo completamente sem noção; 2 Clarissa facilmente se torna um personagem aborrecido, mas não por causa de sua preocupação com seu irmão, mas sim pela pretensão que possui devido a vida; 3 ao mesmo tempo que eu não gostei dos personagens individualmente, achei eles um bom casal. No entanto, a interação do casal é interessante no início do livro e vai se desgastando conforme o livro passa; 4 toda o plot sobre drogas e gangue foi pouco crível e bastante irritante.
É um romance? Sim! Mas é aquele romance com personagens reais e que em algum momento já convivemos e vimos em nossas vidas. A história é complexa, cheia de detalhes e de acontecimentos reais.
É muito bem escrito quando acontecem as quebras de linhas do tempo e inverte a narrativa e o Lucca aparece machucado e só depois ele explica o que houve Adorei o fato de abordar uma família com a mãe doente e um filho autista, que foi abandonado pelo pai quando descobriu o diagnóstico O irmão do traficante que sofre pelas consequências das cagadas do irmão A melhor amiga no impasse de contar pra amiga que viu o namorado dela com outra Uma leitura gostosa e bem divertida! Ansiosa para ler mais da dessa autora maravilhosa <3
Eu gostei bastante do enredo e da escrita, mas ainda sinto que a Thais tem muito pra melhorar. Mas vejo o potencial. Eu adorei ler a história e fiquei envolvida com os personagens, mas senti falta de um temperinho, não sei nem dizer direito o que é. De qualquer forma, quero ler os outros livros dela!
Uma graça!! Gostei ainda mais do que o outro livro da Thaís que tinha lido, mesmo adorando todas as suas obras até agora! Me identifiquei bastante com a Clari, mas também me vi compreendendo bem alguns pontos do Lucca. Uma ótima companhia pro fim de semana 🤍
"Nesses últimos meses, ela me fez perceber que não preciso ter todo o caminho iluminado à minha frente, só preciso de pessoas dispostas a caminharem comigo pela escuridão."