A procura de aventura motiva-os. Os ânimos aquecem com a antecipação da novidade, o que irão descobrir? Suspensos pela luminosidade que se desvanece com a entrada na caverna, os humores acalorados, interrompidos pela ausência de luz e pelo arrefecimento que os cerca. Estarrecem com a certeza que estão perdidos, não vislumbram a saída! O pensamento arrepia-os ao mesmo tempo que se faz ouvir uma voz masculina, ácida e grave…”Bem-vindos, agora as vossas almas pertencem-me….para sempre…”, sussurrante como a brisa gélida que os estaca! O medo toma conta deles, que lugar é aquele? O pânico é notório, como irão sair dali?
Foi-me oferecido este livro pelo autor em troca de uma review honesta! Terminei de ler este livro em agosto e não sabia o que esperar dele. Porém, o autor disse-me que era uma história focada em transmitir a mensagem de como é fácil os adolescentes caírem no vício e o quão perigoso isso pode ser. No que diz respeito ao mundo, o autor, na minha opinião, utilizou a alegoria das cavernas de Platão, juntamente com mitologia grega e criou um mundo interessante. Nesta praia, uma gruta leva a um labirinto de cavernas e em cada uma encontramos uma entidade que as comanda. As nossas personagens encontram uma caverna com várias mulheres lindas que tentam seduzir os adolescentes, uma caverna onde existem vários tablets e telemóveis onde podem ficar a ver o que quiserem por quanto tempo quiserem, temos uma caverna onde os adolescentes podem ingerir um pó mágico e ficarem felizes para sempre, entre outras. Tal como disse, cada caverna tem uma entidade poderosa que as comanda e tenta seduzir quem ali passa para ficarem lá para sempre. Gostei deste conceito e do pequeno mundo neste labirinto de cavernas. Neste livro seguimos dois adolescentes que juntamente com a sua turma vão numa visita de estudo para a praia e encontram uma gruta misteriosa. Sem saber aquilo que os espera entram e rapidamente se apercebem que algo está errado quando veem que a gruta não tem fim e há várias cavernas habitadas. Alguns jovens optam por ficar, outros são atacados e aqueles que não se deixam levar por palavras doces têm de arranjar forma de fugir. Na minha opinião, a história foi demasiado apressada e curta para o que o autor estava a tentar dizer e explorar. Algumas cavernas foram exploradas somente num único capítulo quando havia mais para dizer e mostrar. Além de que, a história tem um tom juvenil, o que faz sentido, uma vez que o próprio autor informou-me de que era um livro pensado para a faixa etária adolescente. Contudo, não me consegui identificar, simplesmente não foi do meu gosto pessoal. As personagens não têm nada de especial, são típicos adolescentes, onde o rapaz é bem-educado, bom menino, tendo características de herói. Por outro lado, a rapariga é tímida, bem-educada, mas tem alguma dificuldade em dizer aquilo que quer. Infelizmente, são personagens das quais não me irei recordar, pois, não apresentam nada que as distinga dos restantes protagonistas na faixa etária do Young Adult. Quanto à escrita, mais uma vez, o tom é juvenil, o que torna o livro fácil de se ler. Contudo, o autor, por vezes, utiliza demasiados adjetivos para descrever emoções ou situações, sendo que esses adjetivos são sinónimos, logo torna a escrita densa e repetitiva. Às vezes, menos é mais. Por fim, tal como mencionei acima, os temas são de grande importância, uma vez que a adição é um problema real na nossa sociedade, em especial nos jovens que ainda não têm noção dos perigos do vício. Nunca é demais abordar estes temas e iniciar um debate acerca do que pode ser feito e de como devemos agir perante situações de grande pressão social. Além de que, o autor é psicólogo e perito nesta área, tornando o debate mais rico. Porém, apesar de os temas serem importantes, sinto que a mensagem era demasiado óbvia, não foi explorada ou falada de forma subtil e assim, era difícil o autor tirar as suas próprias conclusões e de formar as suas interpretações. Concluindo, dou a este livro a nota de 1.5 estrelas em 5.