Novela inaugural de su trilogía "El principio de incertidumbre", Joya de familia (2001) representa una de las cumbres de la escritura de Agustina Bessa-Luís, donde la disección irónica de la burguesía que nació tras el fin del salazarismo y se afianzó en el poder con la llegada de la democracia se apoya en un estilo moderno, transgresor, que agujerea el tejido narrativo y lo contamina de ensayismo, digresiones y esa deliciosa aforística que pocos como esta secreta escritora portuguesa han esgrimido en la literatura contemporánea. El misterioso cambio de bebés que Celsa Adelaide ejecuta en una noche de tormenta pone en marcha este drama entre ricos y pobres (sobre cuyas almas versa la novelística entera de Bessa-Luís) y a sus inolvidables e inciertas criaturas, como el inestable António Clara, la calculadora prostituta Vanessa, el arribista y enamorado delincuente Toro Azul, el culto homosexual wittgensteiniano Daniel Roper, o Camila, la «joya de familia», influencia nefasta pero fascinante que, como un irremediable sortilegio, emite la mujer inaccesible que más que vivir su vida desencadena la de los demás. Esta humanidad urgida, más bien desesperada, se encuadra en la estrecha geografía (entre una finca en el Douro y la ciudad de Porto) donde Bessa-Luís enclavara su cosmovisión: un espacio agreste, primordial, el de una naturaleza intratable que reclama su preeminencia sobre la ciudad moderna, decadente y consumista; un espacio literario del que nace la inconfundible voz de Agustina, antigua, bíblica, como si nombrara por primera vez el mundo, pero también su risa, esa fuerza colosal que desordena nuestras costumbres y agita los artificiales ropajes ideológicos con los que nos disfrazamos, para mejor recordarnos que "no hay nada sencillo en el hecho de ser humano".
Agustina Bessa-Luís was born in Vila Meã (Amarante) in 1922. Her father's family was from the north of Portugal and her mother was Spanish.
She lived her childhood and teenagehood in the region of Douro, Minho and then Coimbra in 1948. She married Alberto Oliveira Luís in 1945 and after 1948 she moved to Oporto.
She started writing at the age of 16 and in 1950 she published her first novel, Mundo Fechado. In 1952 her talent was recognized with the award Delfim de Guimarães, for her book Sibila, which also received the award Eça de Queirós the next year.
In 1958, she gave her first steps in theatre, writing the play O inseparável.
Between 1986 and 1987 she was the director of the diary O Primeiro de Janeiro in Oporto. Between 1990 and 1993 she was the director of D.Maria II Theatre in Lisbon and a member of the Alta Autoridade para a Comunicação Social.
She is a member of the Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres in Paris, of the Academia Brasileira de Letras and the Academia das Ciências de Lisboa, being also recognized at Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) and degree of "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", given by the French government (1989).
Various works have been translated in various countries and some were adapted to the cinema, such as Francisca, Vale Abraão and As Terras de Risco by Manoel de Oliveira. Her novel As Fúrias was adapted to the theatre by Filipe La Féria.
At the age of 81, Agustina Bessa-Luís received the Camões Award, considered the most important portuguese award.
Agustina Bessa-Luís nació en Vila Meã (Amarante, Portugal) en 1922, de madre española y padre portugués. Es miembro de la Academia Europea de las Ciencias, las Artes y las Letras de París, de la Academia Brasileña de las Letras y de la Academia de las Ciencias de Lisboa. Sus numerosos libros le han valido las más importantes distinciones, como la de Santiago da Espada (1980), la Medalla de Honor de la Ciudad de Oporto (1988) o el grado de Oficial de la Orden de las Artes y las Letras del gobierno francés (1989). En 2004 recibió el galardón literario más importante en lengua portuguesa, el Premio Camôes.
It continues their themes that she has already worked on since. It's a great novel like other great ones of hers are. It's a Douro novel, in which it's not just the landscape but the people themselves that appear with a dimension. Almost a mythification of the people of the Douro. There is always something fresh and new in each of her books that encourages us to read, despite the language's difficulty, which she mixes the popular with the erudite.
Con mucha ironía, la novela disecciona las mezquindades y pasiones de la burguesía de la nueva democracia portuguesa tras el fin del salazarismo, una época en la que la tradición se desmorona y la gente es pedregosa, rica y ociosa, vive de rentas, herencias, fincas, viñas y caldo verde. La acción se desarrolla en grandes casas de la ribera del Duero, como la del Salto de la Señora, centro de la fortuna de los Albergaria, o la de los Aurelianos, o en los elegantes pisos de Porto, habitados por solitarios, filósofos y eruditos como los Roper.
Lo mejor sin duda es cómo está escrita, como en forma de muelle, donde las anécdotas de la trama se repiten una y otra vez pero se matizan en cada vuelta y estiramiento con digresiones y aforismos, y a cada giro se descubre un aspecto más de la psique de los personajes. No obstante, la trama en sí es un poco folletinesca, crimen incluido, lo que para mí lastra la lectura: todos orbitan alrededor de António Clara, apodado Clavel Morado, heredero al que su verdadera madre, Celsa Adelaide, casa con Camila, enamorada realmente de José, Toro Azul, el segundo hijo de Celsa, mientras la estimulante Vanessa seduce a António.
Me recuerda un poco a "La región más transparente" de Carlos Fuentes, pues se describen fragmentos de la vida de una gran cantidad de personajes burgueses, cuyas historias se entrelazan, aunque la protagonista real es la región de Porto.
"El patrimonio, en Porto, es una religión. La fortuna se cultiva como si fuese una virtud, siendo el recato la práctica más usual. Hubo un tiempo en que unos pantalones de franela podían pasar de hermano a hermano, sin embargo, el smoking era, para el muchacho, lo mismo que el vestido largo para la joven de quince años. Saber hacer el nudo de la corbata era una muestra de virilidad. Pagar las cuotas del club era tan importante como ser cofrade en una hermandad. Aunque las cosas han cambiado, todavía queda, en círculos cerrados, ese sentimiento lírico de la excepción que no aporta nada, más allá de la camaradería por la pertenencia a un mismo espítiru cívico, similar al sentimiento feudal del inter pares."
Tem graça como hoje pego num livro da Agustina ao acaso sem sequer ler a sinopse. Nem o título importa. Depois de ter lido uma mão-cheia deles, compreendo agora que não se gosta dos livros dela pela história, mas pelo estilo. O enredo evapora-se poucos dias depois de arrumar um livro na estante. Serve apenas de moldura à análise da génese humana que à Agustina interessa fazer. Quem vai lendo as minhas resenhas deve estar cansado de me ver desfazer em elogios. Mas que querem que faça, são todos bons, pá. Este não é excepção. Não sabia que era o primeiro duma trilogia. Mal posso esperar que a Relógio d’Água reedite os outros dois.
Confesso que se não fosse pelo projecto da Elisa de ler o cânone português, não teria lido tão cedo ou não teria lido de todo um livro de Agustina Bessa-Luís. Sempre me pareceu uma autora que escrevia para elites. Também não sei se comecei por uma boa obra para quem nunca leu nada dela.
O que é certo é que não desgostei do livro, apesar de muitas vezes não ter a certeza se percebia onde a autora queria chegar. Não sei se queria contar a história das personagens, fazer uma caracterização dos vários tipos de gentes do Douro, fazer uma crítica a alguns costumes ou mesmo mostrar que sabia coisas, como a história de Joana D'Arc, Wittgenstein e outros. Se calhar um pouco disto tudo ou mesmo nada disto.
A escrita é muito fluída e os diálogos são parcos ou mesmo inexistentes. De facto o capítulo onde estão mais presentes é o último. Os capítulos também são grandes, tendo apenas nove em quase trezentas e cinquenta páginas. Também há alguma repetição de informação, como a troca dos bebés e os pais negligentes de António Clara que está presente em quase todos os capítulos.
A jóia de família é Camila, uma jovem nascida já a mãe achava que estava na menopausa, com um pai viciado em jogo e uma mãe que a culpava de todos os males do mundo. Uma jovem que exercia algo de misterioso em todos os que com ela se cruzavam. Camila casa com António Clara, que por uma troca piedosa de Celsa Adelaide acaba herdeiro do Salto da Senhora, uma propriedade na região do Douro. Só que existia também Vanessa, uma mulher dedicada aos negócios do prazer, com uma boa diferença de idade de António Clara mas por quem este era apaixonado. E um casamento a três nunca dá bom resultado. Aqui a prejudicada era a jóia de família que vivia em cárcere privado.
Não foi uma má primeira experiência com a escrita de Agustina.
Deu para perceber que a Agustina não é muito a minha praia. A escrita é excelente, mas torna-se enfadonha caso não haja um clique imediato entre o leitor e o enredo, que achei demasiado novelesco em alguns momentos. Gostei do final tho
Li Agustina pela primeira vez. Confundiu-me. O Douro que descrevia só podia ser o do início do século XX, mas não. Era actual, recente, com as tramas da modernidade, as drogas, a prostituição, os bares de alterne. E o casamento por interesse, o interesse em estar casado, o ser e o parecer, a burguesia. Esses são temas intemporais.
Acho que nunca demorei tanto tempo a ler um livro com pouco mais de 300 páginas. Mas achei tão aborrecido. Existe muita repetição de ideias, acho que autora diz muitas vezes a mesma coisa, não entendo bem porquê.
O texto é muito confuso, não percebi grande coisa da história e foi uma luta constante para conseguir acabar o livro.
A vingança da mulher quieta.Queria ler esta obra de Augustina Bessa há muito tempo, lembro de ter visto o filme baseado nesta obra com a visão do diretor português Manoel de Oliveira. Não chamaria este de um drama rural, embora seu início seja bem novelesco envolva troca de bebês, um tio rico e uma herança disputada de uma rica quinta.
Nota-se na obra duas influências claras que me agradaram,Stendhal e Dostoievski, ambição e decadência,segredos e banalidades da aristocracia rural ,resignação e submissão das donas de casa do campo.
A "joia de familia " ou a protagonista desta história é Camila,uma Nastasya Filippovna,sem exuberância, quieta,monossilabica, sem mascara,enigmatica e por isto exerce um fascinio sobre os outros. Casa'se para escapar da sua falida familia, sem amor ou ambição, não sabemos muito sobre ela, o que faz feliz uma mulher que apenas lê?
Está impenetrabilidade não dura pra sempre e acompanhamos sua jornada interior neste casamento a três, de orgia e corrupção dos seus sentidos, desejos e cárcere que culmina num grande incêndio. Porém esta heroína de Augustina Bessa ao contrário da Nastasya Filippovna de Dostoievski, sai incólume perante a justiça do homem e a sociedade.
A minha primeira leitura de Agustina. Uma densidade de escrita interessante que se mistura com o ritmo de memória e não com a cronologia dos eventos. Uma época de transformação social gigante e uma história bem enquadrada desses anos 80. A leitura torna-se difícil com alguns pensamentos interessantes espalhados entre personagens e narrador(a). Não me apaixonei.
Al estante de abandonados pq no me entero de nada q me perdone mi amiga la bibliotecária María Paula q me lo recomendó pero no hablo el mismo idioma q esta señora no entiendo ni una sola palabra fica para mais tarde minha querida
Uma perda de tempo. Historia sem particular encanto. Personagens pouco convincentes. Repetitivo. Necessidade de mostrar conhecimentos. Apresentação de raciocinios e ou figuras de estilo de dificil compreensão, se existente.
Infelizmente, não percebi nada. Achei a escrita muito pesada e complicada. Vale a pena dar uma nova oportunidade a Augustina Bessa-Luís com outro livro? Aceito recomendações
Foi o primeiro livro da autora que li. Em boa verdade, classifico como um 3,5/5 e não um 3/5. Achei piada à caracterização das personagens, poderia perfeitamente ser um dos livros escolhidos para estudo em Português no secundário, com a reflexão sobre as personagens-tipo e os seus posicionamentos na sociedade naquele período temporal específico. A nível pessoal, sou suspeita pela proximidade ao tema, o Douro, Lamego, onde tenho origens e ligações familiares. No entanto, a certa altura a escrita torna-se repetitiva e acredito que era possível encurtar a narrativa (e retiradas talvez 100 páginas?) sem comprometer a minimamente a compreensão da estória. No último capítulo há finalmente uma aceleração e não deixa de culminar numa conclusão satisfatória.