Cronistas a escrever coisas engraçadas, a redigir artigos pseudo-eruditos ou a comentar as teias da política há-os por aí, como o alecrim, aos montes. Alguém que albergue no seu espírito uma weltanschauung própria é, pelo contrário, coisa rara. Ora, ele tem o mérito de possuir ideias originais e de saber olhar o que o rodeia. Não quero rotular o seu pensamento, mas uma coisa é como eu, Alberto Gonçalves gostaria de viver num país livre, culto e plural.
Alberto Gonçalves nasceu em Matosinhos, em 1969, e vive entre essa cidade e os confins do Nordeste Transmontano. Escreve em jornais há 24 anos, os últimos seis em exclusivo no Observador. Escreveu quatro de crónicas reunidas (“Selecção Nacional”, de 2006; “Ninguém Diga Que Está Bem”, de 2010; “A Ameaça Vermelha”, de 2017; e “O Estado a Que Isto Chegou”, de 2019) e um breve relato histórico (“Um Segredo Público – Os Judeus de Trás-os-Montes”, de 2022). Ainda sonha ser camionista de longo curso na América, mas começa a suspeitar que se ficará pelo sonho.