Após 4 volumes de construção e desenvolvimento de Sin City e seus personagens, Frank Miller decide fazer algo “menos complexo” no que tange o roteiro e faz uma história mais contida, mais simples, mas ruim? De jeito nenhum!
Em A Noite da Vingança, temos uma história envolvendo o protagonista já conhecido Dwight McCarthy e a assassina Miho, juntos em uma missão de vingança ordenada por Gail. A trama serve como uma sequência de A Grande Matança sob a perspectiva cronologia, pois acontece depois, mas sem ser uma consequência direta do que aconteceu no terceiro encadernado.
A missão de vingança da dupla é um mistério, até quase no final da história, não sabemos quem está sendo vingado e o que aconteceu que levou a morte dessa pessoa. A história, de começo, é muito mais algo investigativo do que necessariamente vingança e ação, como nos volumes anteriores. Aqui, o Miller faz uma trama mais cadenciada, com Dwight buscando informações em um bar, que possuem alguma ligação com a máfia, enquanto Mioh fica na espreita, observando e esperando para agir.
Por conta disso, a tensão que envolve a trama é constante. A cada quadro e a cada busca de informações de Dwight, a sensação de que uma briga irá culminar é incessante, ainda mais com a Mioh na surdina só esperando o momento para cortar algum mafioso no meio.
E falando em Máfia, esse é o primeiro volume em que o Miller traz personagens da máfia para os holofotes, pois até então, a máfia fora mencionada em alguns momentos em outros encadernado, mas apenas como um elemento corrupto que faz parte de Sin City.
Ademais, é uma trama que possui um momento de surpresa, que é quando o motivo da vingança é revelado, e o final é marcado por muita ação e brutalidade por parte da Mioh. O Miller utiliza-se bastante de sua influencia com elementos ninjas de histórias japonesas para retratar a Mioh e coloca-la em ação contra os mafiosos.