É o segundo livro que leio desta coleção e reconheço-lhe algumas das mesmas qualidades do primeiro: Um livro que é fácil de ler e que incentiva a um público alvo que não têm tanto hábito de ler; uma forma interessante de explorar o universo do anime em outros formatos; realçar e desenvolver aspetos da personalidade dos personagens que muitas vezes ficam subentendidos ou que acabam por passar despercebidos.
O livro acaba assim por expor de forma discreta vários aspetos da personalidade de Kakashi através da sua mentoria ao jovem príncipe.
Este livro trás um conflito geopolítico entre duas nações e duas abordagens políticas e filosóficas á resolução - o clássico setup de shonen, que funciona muito bem neste caso.
É interessante entender a filosofia pacifista de Kakashi e a sua abordagem diplomática de estabelecer relações comerciais com as outras regiões deriva do seu passado e da sua relação com as pessoas que perdeu e que ganhou ao longo do caminho. Esta filosofia acaba por chocar com a do primeiro-ministro, autoritária e subversiva. Mais uma vez: O clássico confronto ideológico de um Shonen.
Neste sentido, o príncipe Nanara acaba por ser mais um mecanismo para haver exposição do que um ator principal na história. Vamos acompanhando a história muito de perto da sua narrativa e entendendo o mundo pela exposição que ele nos dá, sendo um personagem que vão crescendo com a mentoria de Kakashi, questionando o mundo á sua volta.
O livro consegue com algum grau de sucesso descrever um drama político de forma interessante e ao mesmo tempo fácil de entender para um público mais novo.
Como último comentário quero dizer que gosto dos destalhes que fizeram ao governo do primeiro ministro, carregado de subtis "red flags" autoritárias. Uma caracterização muito perto da realidade de um governo autoritário.