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Ela, maldita alma
Nova edición con dous contos inéditos, "O espertar da criada" e "O misterio de Uz"
- GenresFictionShort Stories
164 pages, Paperback
First published October 14, 1999
About the author
Manuel Rivas
114 books250 followersManuel Rivas Barrós (born 24 October 1957 in A Coruña, Galicia, Spain) is a Galician writer, poet and journalist.
Manuel Rivas Barrós began his writing career at the age of 15. He has written articles and literature essays for Spanish newspapers and television stations like Televisión de Galicia, El Ideal Gallego, La Voz de Galicia, El País, and was the sub-editor of Diario 16 in Galicia. He was a founding member of Greenpeace Spain, and played an important role during the 2002 Prestige oil spill near the Galician coast.
As of 2017, Rivas has published 9 anthologies of poetry, 14 novels and several literature essays. He is considered a revolutionary in contemporary Galician literature. His 1996 book "Que me queres, amor?", a series of sixteen short stories, was adapted by director José Luis Cuerda for his film "A lingua das bolboretas" ("Butterfly's Tongue"). His 1998 novel "O lápis do carpinteiro" ("The Carpenter's Pencil") has been published in nine countries and it is the most widely translated work in the history of Galician literature. It also was adapted to cinema as "O Lápis do Carpinteiro".
Manuel Rivas Barrós began his writing career at the age of 15. He has written articles and literature essays for Spanish newspapers and television stations like Televisión de Galicia, El Ideal Gallego, La Voz de Galicia, El País, and was the sub-editor of Diario 16 in Galicia. He was a founding member of Greenpeace Spain, and played an important role during the 2002 Prestige oil spill near the Galician coast.
As of 2017, Rivas has published 9 anthologies of poetry, 14 novels and several literature essays. He is considered a revolutionary in contemporary Galician literature. His 1996 book "Que me queres, amor?", a series of sixteen short stories, was adapted by director José Luis Cuerda for his film "A lingua das bolboretas" ("Butterfly's Tongue"). His 1998 novel "O lápis do carpinteiro" ("The Carpenter's Pencil") has been published in nine countries and it is the most widely translated work in the history of Galician literature. It also was adapted to cinema as "O Lápis do Carpinteiro".
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Community Reviews
Displaying 1 - 22 of 22 reviews
April 3, 2022
#abrilcontosmil
Alma, Maldita Alma- Publicações Dom Quixote
Depois de uma semana emocionalmente esgotante, esta que vos escreve opta por algum tipo de compensação no seu alfarrabista preferido, onde é sempre recebida na caixa com um “isto é tudo para ler este fim-de-semana?” perante uma mini-pilha de livros, depois de duas horas a vasculhar, a devolver obras às estantes por razões de orçamento e, por fim, encontrar com um “eureka!” a sua nova coqueluche, Manuel Rivas, no R, claro, mas na secção de literatura portuguesa. Manel, claro.
"Alma, Maldita Alma" é um livro pequeno, tem letra grande, é excelente para equilibrar numa mão enquanto a outra agarra o apoio mais próximo no comboio. Leitora termina o primeiro conto e põe os óculos escuros, ainda dentro do túnel, enquanto limpa discretamente as lágrimas que espreitam por baixo deles. Rivas é o anjo vingador de todas as lamechices que já desdenhei, pois tem o condão de falar sobre a amizade com a delicadeza de poucos escritores.
E deixaram de se falar precisamente quando a voz lhes estava a mudar e da garganta lhes saíam falsetes que não dominavam. Pouco depois notariam com certa surpresa que já lhes eram permitidos palavrões em público. Aqueles dois garotos que um dia tinham sido amigos desapareceram pelo sumidoiro da memória, que tanto serve para recordar como para esquecer.
-A Velha Rainha Levanta Voo
Há outras histórias de infância mas mais pontuadas pela irreverência, a qual se estende também a episódios com um padre pouco católico e com um papagaio rebelde.
À meia-noite, insone, tinha a sensação feliz de que recuperara os seus livros, mas depois, à medida que a luz definia os objectos e expulsava os corpos do seu refúgio, foi acossado por um remorso viscoso e turvo como a água de um lamaçal. (...) O padre Escolano entrava no quarto, cheio de fúria, e novamente arrebatava os livros ao garoto.
-Alma, maldita alma
Como galego que é, Manuel Rivas explora também o tema da pesca, que surge igualmente nos seus romances.
Aquilo que recordo dele, disse António Ventura, é que tinha umas mãos enormes com cicatrizes nas pontas dos dedos. (...) Contaram-me mais tarde que ele mesmo fizera a si próprio aquelas feridas, abrindo a carne à navalha para que com o sangue quente não lhe gelassem as mãos, num dia de frio polar na Terra Nova.
-Charo a’loura
Um dos contos marcantes desta colecção passa-se numa das localidades mais carismáticas da Galiza, Santiago de Compostela, onde uma fotógrafa vai fazer uma sessão fotográfica de moda depois de assistir aos horrores das crianças moribundas no Ruanda.
Mireia tem um tique. De repente, com a aspa da mão, afasta o ar dos olhos. (...) Para afastar o cabelo, bastaria um sopro acompanhado de um leve gesto que, por outro lado, é o que Mireia fazia com naturalidade antes de o mundo se povoar de moscas e desse cheiro espesso que se pega à pele como graxa de uma maquinaria barata. O cheiro da morte pobre.
-A Rosa de Pedra
Alma, Maldita Alma- Publicações Dom Quixote
Depois de uma semana emocionalmente esgotante, esta que vos escreve opta por algum tipo de compensação no seu alfarrabista preferido, onde é sempre recebida na caixa com um “isto é tudo para ler este fim-de-semana?” perante uma mini-pilha de livros, depois de duas horas a vasculhar, a devolver obras às estantes por razões de orçamento e, por fim, encontrar com um “eureka!” a sua nova coqueluche, Manuel Rivas, no R, claro, mas na secção de literatura portuguesa. Manel, claro.
"Alma, Maldita Alma" é um livro pequeno, tem letra grande, é excelente para equilibrar numa mão enquanto a outra agarra o apoio mais próximo no comboio. Leitora termina o primeiro conto e põe os óculos escuros, ainda dentro do túnel, enquanto limpa discretamente as lágrimas que espreitam por baixo deles. Rivas é o anjo vingador de todas as lamechices que já desdenhei, pois tem o condão de falar sobre a amizade com a delicadeza de poucos escritores.
E deixaram de se falar precisamente quando a voz lhes estava a mudar e da garganta lhes saíam falsetes que não dominavam. Pouco depois notariam com certa surpresa que já lhes eram permitidos palavrões em público. Aqueles dois garotos que um dia tinham sido amigos desapareceram pelo sumidoiro da memória, que tanto serve para recordar como para esquecer.
-A Velha Rainha Levanta Voo
Há outras histórias de infância mas mais pontuadas pela irreverência, a qual se estende também a episódios com um padre pouco católico e com um papagaio rebelde.
À meia-noite, insone, tinha a sensação feliz de que recuperara os seus livros, mas depois, à medida que a luz definia os objectos e expulsava os corpos do seu refúgio, foi acossado por um remorso viscoso e turvo como a água de um lamaçal. (...) O padre Escolano entrava no quarto, cheio de fúria, e novamente arrebatava os livros ao garoto.
-Alma, maldita alma
Como galego que é, Manuel Rivas explora também o tema da pesca, que surge igualmente nos seus romances.
Aquilo que recordo dele, disse António Ventura, é que tinha umas mãos enormes com cicatrizes nas pontas dos dedos. (...) Contaram-me mais tarde que ele mesmo fizera a si próprio aquelas feridas, abrindo a carne à navalha para que com o sangue quente não lhe gelassem as mãos, num dia de frio polar na Terra Nova.
-Charo a’loura
Um dos contos marcantes desta colecção passa-se numa das localidades mais carismáticas da Galiza, Santiago de Compostela, onde uma fotógrafa vai fazer uma sessão fotográfica de moda depois de assistir aos horrores das crianças moribundas no Ruanda.
Mireia tem um tique. De repente, com a aspa da mão, afasta o ar dos olhos. (...) Para afastar o cabelo, bastaria um sopro acompanhado de um leve gesto que, por outro lado, é o que Mireia fazia com naturalidade antes de o mundo se povoar de moscas e desse cheiro espesso que se pega à pele como graxa de uma maquinaria barata. O cheiro da morte pobre.
-A Rosa de Pedra
September 5, 2019
Colección de historias cortas cuyo nexo común es el alma, esa cosa tan intangible y tan presente siempre en nuestro yo y que, según Demócrito, como recuerda Fermín el protagonista de una de las historias, "es un cierto tipo de elemento caliente, de forma esférica, comparable a una de esas motas de polvo que se deja ver gracias a la luz de las rendijas".
13 historias simplemente bellas. Me han encantado todas, desde la primera a la última.
Os lo recomiendo.
13 historias simplemente bellas. Me han encantado todas, desde la primera a la última.
Os lo recomiendo.
August 28, 2025
Só dicir que "A rosa de pedra" pareceríame un relato marabilloso se alguén lle tivera dito a Manuel Rivas que quitara o último parágrafo. "A vella raíña alza o voo" gustoume tamén.
December 19, 2021
Oeuvre courte (126 pages) de 13 nouvelles.
J’ai connu cet auteur Gallicien (Gallicia) grâce à « ¿Qué me quieres amor? » (la langue des papillons), un chef d’oeuvre.
Le titre fait surtout référence, à mon avis, à l’âme de certaine photos. Chacune des petites nouvelles de ce livre sont à prendre comme des monceaux d’âmes.
J’ai connu cet auteur Gallicien (Gallicia) grâce à « ¿Qué me quieres amor? » (la langue des papillons), un chef d’oeuvre.
Le titre fait surtout référence, à mon avis, à l’âme de certaine photos. Chacune des petites nouvelles de ce livre sont à prendre comme des monceaux d’âmes.
May 20, 2021
En este pequeño libro de relatos, el autor trata de dar, no una, sino múltiples respuestas a una de las búsquedas más antiguas de la humanidad: ¿dónde habita el alma?
Es un libro corto y ligero, compuesto por relatos muy diferentes entre sí, pero todos ellos ambientados en Galicia. Al ser relatos cortos, predominan los finales abiertos, por lo que las historias se quedan a vivir en la cabeza del lector, donde pueden continuar libremente. Personalmente, de entre todos ellos, para mí ha destacado La rosa de piedra, con historias dentro de la historia y un final totalmente imprevisible.
Es un libro corto y ligero, compuesto por relatos muy diferentes entre sí, pero todos ellos ambientados en Galicia. Al ser relatos cortos, predominan los finales abiertos, por lo que las historias se quedan a vivir en la cabeza del lector, donde pueden continuar libremente. Personalmente, de entre todos ellos, para mí ha destacado La rosa de piedra, con historias dentro de la historia y un final totalmente imprevisible.
August 18, 2026
Un libro sobre, Comó el propio autor dice, las formas y los lugares del alma. Compuesto de relatos, nos habla de las distintas formas que puede adquirir el alma: una barra de pan , un loro, un pequeño bichón maltés . Trece relatos intimistas . La obra se ha publicado ampliada casi tres décadas después de su primera publicación. En los relatos, llenos de sensibilidad y de misterio en ocasiones se mezcla el mundo rural con el urbano. Me han gustado algunos relatos más que otros, muy hermoso, “la vieja reina alza el vuelo”, el que da título al libro,”ella, maldita alma”, “el funeral del buen ladrón “. Un libro recomendable.
May 18, 2023
"Durante mucho tiempo, le había contado su padre, no se sabía cómo nacían las abejas. ¿Sabes por qué? Porque pensaban que la reina tenía que ser un rey. No les cabía otra cosa en la cabeza, ni siquiera a los más sabios. Escribían tonterías como que los enjambres nacían de los vientres de los bueyes muertos. Hasta que los sabios cayeron de la burra. Y hay otra cosa muy curiosa que debes conocer, dijo su padre bajando la voz en confidencia. La reina no nace reina. Las obreras eligen una larva y la alimentan con jalea real unos días más que al resto."
June 19, 2021
¿Dónde reside el alma? Por cada uno de nosotros habrá una respuesta. Por cada cuento en este libro hay una posible explicación. Es una obra que te ayuda a reflexionar más allá de tu certezas, de aquello que has dado por sentado. Pero que luego de leerlo te lo cuestionarás por algún tiempo. ¿El alma reside en algún rinconcito de nuestro cuerpo? ¿En un libro que adoramos? ¿En un cuadro? Sí, yo también sigo buscando la respuesta.
February 27, 2025
Este autor me tiene loquito. Quizas no es tan fuera de seria como el anterior, pero te mete en su mundo y te hace empatizar con situaciones ficticias pero muy reales que transcurren en pueblos que podrian ser el de nuestros abuelos.
February 15, 2023
Son cuentos cortos
June 17, 2024
Novela infravalorada
November 18, 2024
o mellor relatista q temos……….un imaxinario fermoso, auténtico, máxico e abraiante
June 3, 2025
Serie de relatos cortos con moraleja. Algunos son preciosos y otros me ha costado entenderlos
Read
October 28, 2025Ipuinak. Kantuak
June 14, 2026
Me encanta el autor pero este lo abandono sin pensarlo
June 23, 2026
a mi háblame del alma y soy feliz
February 8, 2020
Ela, maldita alma ha sido una lectura obligatoria para la asignatura de Lengua Gallega y literatura. Aunque no he leído todas las historias, las que sí lo he hecho han sido muy cortas, fáciles, rápidas de leer y bastante entretenidas. Sin embargo, no es una lectura muy remarcable.
July 29, 2024
Le falta que los relatos no sean tan cortitos, que cuando te comienzaa encandilar la historia, se corta y comienza uno nuevo independiente. Autor con escritura sensible y buena.
July 9, 2014
Si bien no es de lo que más me ha gustado de Manuel Rivas, sigue teniendo algunos relatos bastante buenos — los dos primeros me encantaron, así como los dos últimos y alguno más de por medio. Como siempre, hermosamente escrito, con juegos de palabras y frases cortas que pese a no tener el efecto de El lápiz del carpintero o ¿Qué me quieres, amor? siguen siendo características de los cuentos de Rivas.
January 24, 2013
Me ha gustado mucho este libro. Leerlo es como si quedaras con un amigo y te enseñara fotos antiguas suyas, de sus padres, de sus abuelos... y te fuera contando la historia de cada una de las fotos.
Tiene un lenguaje sencillo y muy evocador a la vez. Historias intimistas y con muchas raíces.
Sin duda lo recomiendo.
Tiene un lenguaje sencillo y muy evocador a la vez. Historias intimistas y con muchas raíces.
Sin duda lo recomiendo.
July 31, 2015
Creo que no lo entendí, pero hay mucha belleza en él. Es un libro delicado.
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