Doze anos antes de Danilo e Fernando se aventurarem no Mirante Shopping em busca de ingressos para a turnê de reunião da maior dupla pop que o país já viu, a vida de Renan Fortunato era bem distante dos prêmios e reconhecimento que ele viria a ganhar no futuro, através de sua arte como quadrinista...
Dividido entre a Faculdade e dois empregos estressantes, o jovem estava mergulhado em uma rotina corrida e exaustiva – fazendo de tudo para ajudar os pais com as contas da casa, e tentando dar o seu melhor para fazer limonadas com os limões diários que recebia.
Porém, durante uma de suas jornadas de trabalho, o inacreditável acontece e Renan acaba conhecendo o cantor de sucesso Johnny – que, junto com a irmã Lia, era uma das maiores estrelas da música no final dos anos 2000. Apesar das diferentes realidades, eles descobrirão algo em comum: uma conexão de pele. E o que prometia ser apenas mais uma de suas viagens como motorista particular, acaba por ser o começo de uma grande amizade.
'Invisíveis' é um conto de Henri B. Neto no universo de 'Melodia Imperfeita' – originalmente publicado na segunda edição da Revista Afroliterária.
Nasci no Rio de Janeiro, no famoso e descolado ano de 1989 (obrigado, Taylor Swift). Por culpa da minha mãe, gosto de livros desde pequeno - e não é nenhum segredo pra ninguém que as minhas histórias favoritas geralmente envolvem Grandes Escolhidos, personagens LGBTQ+, um casal cão e gato, conclusões que muitos odeiam ou todas as alternativas em um único combo.
Nas horas vagas, gosto de arriscar alguns rabiscos, escutar música pop dos anos 2000, além de assistir a séries de comédias antigas e que já foram repetidas à exaustão na televisão (olá, Chaves). Atualmente, divido o meu tempo entre a Faculdade de Pedagogia, meu blog & canal no Youtube sobre romances de literatura pop e na produção de novas histórias voltadas para o público jovem.
Depois de ter passado um ano acompanhando as histórias de Henri B. Neto com a série "Natan & Lino", eu não sabia o que esperar de uma história com personagens novos. E por isso mesmo, estava muito curiosa para ler "Invisíveis". Neste conto tão breve, Henri usa toda a sua sensibilidade no encontro improvável entre um jovem motorista e seu ídolo da adolescência. A leitura é ainda mais rápida do que um passeio de carro, mas cada linha é bem aproveitada nas reflexões íntimas de Renan e nos diálogos travados dentro daquele carro. E são tantos temas que se desdobram a partir daí... Eu recomendo "Invisíveis" pra quem quer se surpreender com uma interação entre personagens, para quem já leu as outras histórias de Henri B. Neto, e para quem procura por mais representatividade negra e LGBTQIAP+.