Como é que os antigos Egípcios se divertiam? Que língua falavam? Os seus túmulos eram mesmo armadilhados? Como foram, afinal, construídas as pirâmides? Os reis egípcios eram todos déspotas? Porque é que tantos deuses tinham cabeças de animais e corpos humanos? Em que consistia o processo de mumificação? Quem foi Cleópatra? E, afinal, como é que a famosa Esfinge ficou sem o nariz?
Estas são algumas das muitas perguntas a que a egiptóloga Inês Torres dá resposta neste livro, que nos leva numa extraordinária viagem de mais de três mil anos pela história do Antigo Egito. Num tom divertido e descomplicado, a autora traça um retrato vivo desta civilização que nos continua a fascinar, a inspirar e a despertar curiosidade. Amplamente ilustrado, este livro percorre os costumes, a cultura, religião e política do Antigo Egito, desmistificando mitos e crenças comuns, revelando o trabalho feito nas várias escavações arqueológicas no Egito e abrindo as portas para o muito que ainda falta descobrir sobre esta civilização.
INÊS TORRES licenciou-se em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é Mestre em Egiptologia pela Universidade de Oxford e Doutora em Egiptologia pela Universidade de Harvard. É também Investigadora Integrada no CHAM – Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa e fundadora e coordenadora do projeto de divulgação do Antigo Egipto no Instagram @umaegiptologaportuguesa, que pretende combater a desinformação sobre a Egiptologia e o Antigo Egipto através da transmissão de informação fidedigna em português. A sua investigação prende-se com a análise do túmulo egípcio enquanto espaço social, onde os vivos interagiam uns com os outros e com os mortos, pretendendo entender de que forma é que o próprio espaço tumular influenciava as narrativas de memorialização do defunto e a perpetuação da sua memória.
Neste livro encontramos uma visão rápida mas muito elucidativa sobre os mais diversos temas relativos ao Antigo Egito. Da religião, à alimentação, do desporto à arte, da política às armadilhas dos túmulos egípcios, passando também pela arqueologia e a interpretação da História. Um livro muito bem escrito, de leitura fácil e riquíssimo em conhecimento. Mesmo já tendo lido alguns livros sobre o tema há sempre algo a aprender, quanto mais não seja porque, tal como nos refere a autora logo no início, cada autor vai ter a sua própria visão e interpretação sobre o Antigo Egito. Esta é mais uma visão do Antigo Egito apresentada de uma forma muito original, sendo que cada capítulo pode ser lido isoladamente.
Um livro incrível sobre este tema que fascina tanta gente por todo o mundo. Uma leitura muito agradável e, diria, apropriada para todos os interessados no tema (ou não), quer sejam iniciantes ou já com alguns conhecimentos sobre o tema.
Fico a aguardar mais livros desta autora sobre estas temas que me são tão queridos!
Ler um livro de curiosidades é sempre algo muito divertido e divertido, por isso no momento em que este livro chegou sabia que ia ter muitas horas de diversão e também de muito aprendizado. Como a Esfinge Perdeu o Nariz é um livro que revela muitas coisas relevantes sobre o antigo Egito, revelando assim todas elas. O autor apresenta-nos um livro muito revelador escrito de uma forma muito fresca, muito divertida e marcante. Por outro lado, ao aprofundar o livro percebemos todo o trabalho de documentação realizado pelo autor no momento da escrita deste livro, escrever uma obra relacionada a um assunto tão antigo como o Egito Antigo sem dúvida requer uma árdua investigação e o autor deixou claro. A estrutura do livro é muito simples e é que o tema a ser tratado assim o exige. Capítulos curtos com a explicação precisa, com referências verificáveis e palavras sem fim e fundamentos técnicos necessários que ajudam a entender este livro. Se você quer ler um livro que é educativo, divertido e revelador ao mesmo tempo, então você está na frente de um que pode lhe dar tudo isso.
Um livro bastante interessante sobre uma civilização antiga que me fez levantar muitas questões e ter uma nova perceção do desenvolvimento da inteligência humana, bem como do “mundo antigo”.
Sinto que, a apontar algo de menos positivo seria a edição do mesmo e, talvez, não desenvolver tão a fundo alguns assuntos, ainda que perceba que esse desenvolvimento pudesse não ser possível pelas características do livro.
Contudo, cumpre os objetivos aos quais se propõe, transmitindo ao público geral determinadas noções e satisfazendo algumas curiosidades sobre o antigo egito.