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Pardais

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Neste seu regresso às reflexões do quotidiano, Adília Lopes ensina-nos as vantagens de aprender a escrever com os Pardais: um dizer livre e espontâneo, num redemoinho de memórias de lugares e pessoas, objetos, palavras e certamente de um certo piar desse pássaro encantador:

Na montra de um café de Lisboa está escrito:

A Vida é Super

Também acho.

72 pages, Paperback

Published July 1, 2022

61 people want to read

About the author

Adília Lopes

45 books156 followers
"Adília Lopes da Silva and Maria José de Oliveira Viana Fidalgo are one and the same person. They are me. As poppy is a poppy. And many other names that I don’t know. Adília Lopes is water in gaseous state, Maria José is the same water in solid form. I'm a woman, I'm Portuguese, I’m from Lisbon, I’m a poet, I'm a linguist (we all are), I'm a physicist, I'm a librarian, I'm an archivist, I'm shortsighted, I was born on 20 April 1960, I'm single, I have no children, I'm catholic, I have brown eyes, I measure 1.56 m, now I weight 80 kg, I use the short hair since 1981, the hair is dark brown with many white hairs. (...) it's clear that the poet is always the idiot of the family, the crazy one".

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Community Reviews

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26 (16%)
1 star
3 (1%)
Displaying 1 - 30 of 30 reviews
Profile Image for Paula Mota.
1,668 reviews567 followers
January 30, 2025
Gostava que os meus poemas fossem pardos, modestos, pequenos, lisboetas como os pardais e que tivessem o som do piar dos pardais.

Fugaz e singelo como um pardal. É o que este livro que se pode ler num quarto de hora é.

Há o Cemitério dos Prazeres e há a minha casa que é a casa dos prazerzinhos. Levantar-me às 3h da manhã, pôr Lavanda Ach. Brito num lencinho de assoar de pano e cheirar. Nunca me passou pela cabeça drogar-me, isto assim basta-me. Comer um bombom de ginja, reler uma cantiga de amigo, ouvir o sino da igreja bater as horas e contar as badaladas pelos dedos da mão direita, ver a luz da iluminação pública apagar-se no castiçal do piano que tenho na casa de estar, o castiçal é de metal, reflecte a luz, a luz apaga-se agora em Maio pelas 6h30. E acima de tudo ouvir os melros e os pardais nas árvores da rua.

Quem não conhece Adília Lopes não deveria começar por aqui, mas se são fãs empedernidos e incondicionais, talvez achem graça à provocação após somente 37 páginas escritas, às vezes, com uma única frase aforística, às vezes com a mesma ideia repetida em textos diferentes.

Não empolar.
Não escarafunchar.


Depois disso, embarquem na irreverência ou peçam o vosso dinheiro de volta.
Profile Image for Matilde.
79 reviews2 followers
January 22, 2023
gostei deste livro pq provou que mulheres tmb podem escrever poesia horrível e serem publicadas!!! obrigada!!!
Profile Image for Belisa Nogueira.
53 reviews4 followers
December 16, 2025
Gostei e achei uma escrita com sentido de humor.

"Vive e trabalha em Lisboa. Vive em Lisboa, trabalha em Madrid. Hoje em dia usa-se muito a fórmula vive e trabalha nos curricula. Mas assim parece que a pessoa onde trabalha não vive, que quando trabalha não vive. Dá vontade de dizer que um astronauta vive em Nova York e trabalha na Lua."
Profile Image for Sandra Dias.
836 reviews
February 11, 2024

Exemplar da biblioteca e meu primeiro contato com a escrita de Adília Lopes.
E que boa escolha para introdução.
Páginas povoadas por uma ou duas frases.
Li-o num instante.
Só me deixou com vontade de mais.

"Gostava que os meus poemas fossem pardais, modestos, pequenos, lisboetas como os pardais e que tivessem o som do piar dos pardais."pág.36

"Aprendo a escrever como os pardais."pág.37

Uma boa surpresa foi o humor desta poeta portuguesa:

"Samicas de caganeira." - Gil Vicente
"É o que digo quando tenho chatices, quando me aparecem pessoas chatas." pág.32

Vou usar esta expressão de hoje em diante. Adorei!
Profile Image for beatriz brito.
71 reviews4 followers
April 11, 2024
sem liberdade não há felicidade.
sem democracia não há alegria.
Profile Image for Carol.
216 reviews109 followers
January 11, 2025
das duas uma: ou adília não é para mim ou não deveria ter começado por aqui.
Profile Image for Afonso Alves.
9 reviews
February 7, 2025
"Gostava que os meus poemas fossem pardos, modestos, pequenos, lisboetas como os pardais e que tivessem o som do piar dos pardais".
Profile Image for Maria Inês Serrazina.
49 reviews4 followers
May 1, 2025
Primeiro livro da Adília que leio depois da sua morte. E até parece que sabe melhor, ou que faz mais sentido.

Continua banalmente sensível. E se a início raramente conseguia gostar, agora cada vez mais me encanta o olhar curioso e espantado com o que a rodeia.

Mantenho as minhas reservas quanto ao ser verdadeira poesia.
Profile Image for Jorge Gonçalves.
1 review
September 11, 2022
I love this author but Adilia and the editor this time went to far. An half book with bad draws and calligraphy of the same words was a farse.
Profile Image for Catarina Teles de Menezes.
41 reviews
March 17, 2024
É sempre bom, é sempre Adília. No entanto, a prontidão e leveza a que nos habituou confunde-se aqui com escassez e vazio. Fica aquém da maioria das suas obras.
Profile Image for livros_e_palavras.
38 reviews9 followers
November 9, 2022
Pardais - Adília Lopes

"Gostava que os meus poemas fossem pardos, modestos, pequenos, lisboetas como os pardais e que tivessem o som do piar dos pardais."

Na minha opinião, este livro cumpre em absoluto esse desejo e foi por isso que me ensinou tanto. Um livro não precisa ser arrebatador, pode ser só modesto e, ainda assim, conter toda a beleza. Até porque esta última nem sempre (leia-se quase nunca) é o elemento mais importante. Quem prefere beleza quando se pode escolher a irreverência?

"Pardais" é ousado e, simultaneamente, encarna os humildes pardais. Não consigo pensar num título melhor para um livro pequeno, com algumas páginas que contém apenas uma frase, e vários rabiscos da autora na parte final. "Pardais" lembra os pardais. O objetivo foi cumprido. Não interessa nada as expectativas que tinha ou a pontuação que atribuo. O livro é o que pretendia ser.

Talvez não seja o mais indicado para uma primeira experiência com a autora, mas para quem já é fã incondicional, penso que se trata de uma leitura obrigatória. Todo o livro grita essência e autenticidade, não se pode exigir mais.

Fica a importante reflexão de que um livro não tem que ser extraordinário, não tem que cumprir determinados objetivos. Acredito que Adília Lopes se reveja em absoluto nestas poucas páginas. Haverá sentimento melhor? A arte tem o valor que lhe atribuímos. ❤️
Profile Image for Marisa.
6 reviews
June 5, 2023
Encontrei este livro a passear pela Assírio & Alvim da Feira do Livro de Lisboa. A capa chamou-me a atenção, li a algumas páginas e gostei. Nunca tinha lido nada da autora, aliás, nem a conhecia, mas encontrei entre nós algumas parecenças. Acabei por ler o livro todo em cerca de 30 minutos no autocarro (são pequenos poemas), mas gostei bastante.
Profile Image for Julia Peccini.
Author 12 books11 followers
December 7, 2022
Li essa semana na livraria, numa tacada só. Um estilo de prosa poética rápido, irônico e até memorialista. Uma ótima escolha para começar a ler Adília.
"Na montra de um café de Lisboa está escrito:
A vida é Super
Também acho."
Profile Image for Ricardo Diz.
31 reviews
January 5, 2025
Neste livro, gosto da frase "Sem liberdade não há felicidade", da frase "Sem democracia não há alegria" e ainda num registo totalmente diferente "Que morra Marta mas que morra farta e que não morra Marta" (coitadas das Martas que andam por aí).
Profile Image for André.
25 reviews
May 17, 2023
esta frase foi escrita com a mão esquerda, daí a minúscula inicial.
Profile Image for Ricardo.
10 reviews
July 4, 2023
(Livro)

Iniciado e terminado no mesmo dia na biblioteca Antonio Ramos Rosa.

Adília Lopes num mini livro arrojado e com muita classe (algumas passagens presentes no também dela Bandolim), leva-nos a estar de fora de casa mas a olhar para dentro de casa.
Profile Image for Gonçalo Ferreira.
283 reviews11 followers
January 3, 2025
Forma de Vida, FLUL - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
"(…) a epígrafe que abre o livro:
«Nous n’avons plus d’argent pour enterrer nos morts.
Le prêtre est là, marquant le prix des funérailles;
Et les corps étendus, troués par les mitrailles,
Attendent un linceul, une croix, un remords.».
O excerto é da autoria de Marceline Desbordes-Valmore, uma das únicas poetisas inscritas na lista dos Poetas Malditos, elaborada por Paul Verlaine. Isto indica já uma simpatia por um certo modo de vida e de escrita que é particular, que está já à margem, maldita."
Displaying 1 - 30 of 30 reviews

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