Uma é «fresca, loura como uma vinheta inglesa»; da outra, recordam-se aqueles «cabelos fabulosamente louros como o sol de Londres em Dezembro».
Às Singularidades de uma Rapariga Loura, o primeiro conto de cunho realista português que nos conta a história de amor de um jovem honesto e trabalhador por Luísa, uma rapariga loura e singular, juntam-se Seis Cartas de Fradique Mendes, que nos vai contando, a cada carta, a paixão de Fradique por Clara, tão loura como a protagonista da estreia literária de Eça de Queiróz.
Numa conjunção perfeita de idealismo e realismo, de conto e de romance epistolar, este livro mostra-nos as várias facetas de um dos maiores autores portuguesas, enriquecido por um belíssimo texto de Maria Filomena Mónica, incluído na edição que, em 2006, inaugurou a actividade editorial da Guerra e Paz.
«O estilo cru do texto chocou os contemporâneos. Tudo – a prosa enxuta, a atenção ao pormenor, os diálogos incisivos – indicava estar-se diante de qualquer coisa de novo.» Maria Filomena Mónica In «Posfácio»
José Maria Eça de Queirós was a novelist committed to social reform who introduced naturalism and realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of five. After receiving his degree in law in 1866 from the University of Coimbra, where he read widely French, he settled in Lisbon. There his father, who had since married Eça de Queiroz' mother, made up for past neglect by helping the young man make a start in the legal profession. Eça de Queiroz' real interest lay in literature, however, and soon his short stories - ironic, fantastic, macabre, and often gratuitously shocking - and essays on a wide variety of subjects began to appear in the "Gazeta de Portugal". By 1871 he had become closely associated with a group of rebellious Portuguese intellectuals committed to social and artistic reform and known as the Generation of '70. Eça de Queiroz gave one of a series of lectures sponsored by the group in which he denounced contemporary Portuguese literature as unoriginal and hypocritical. He served as consul, first in Havana (1872-74), then in England, UK - in Newcastle upon Tyne (1874-79) and in Bristol (1879-88). During this time he wrote the novels for which he is best remembered, attempting to bring about social reform in Portugal through literature by exposing what he held to be the evils and the absurdities of the traditional order. His first novel, "O crime do Padre Amaro" (1875; "The Sin of Father Amaro", 1962), describes the destructive effects of celibacy on a priest of weak character and the dangers of fanaticism in a provincial Portuguese town. A biting satire on the romantic ideal of passion and its tragic consequences appears in his next novel, "O Primo Basílio" (1878; "Cousin Bazilio", 1953). Caustic satire characterizes the novel that is generally considered Eça de Queiroz' masterpiece, "Os Maias (1888; "The Maias", 1965), a detailed depiction of upper middle-class and aristocratic Portuguese society. His last novels are sentimental, unlike his earlier work. "A Cidade e as Serras" (1901; "The City and the Mountains", 1955) extols the beauty of the Portuguese countryside and the joys of rural life. Eça de Queiroz was appointed consul in Paris in 1888, where he served until his death. Of his posthumously published works, "Contos" (1902) is a collection of short stories, and "Últimas Páginas" (1912) includes saints' legends. Translations of his works persisted into the second half of the 20th century.
“There is an old proverb from Galicia that says, if you can’t tell your wife, nor your friend, tell a stranger in an inn.” Strange advice?
This is how our tale unfolds, when our narrator meets Macário, a young man who became obsessed with the blond neighbour Luisa next door. She sits in the window waving an oriental fan. Alluring? In a short time, he falls head over heels and wants to marry her. He asks for permission from his uncle, whom Macário works for, and is promptly told “NO.”
Not taking no for an answer, he sells of his property trying to raise money for a wedding but really doesn’t get much. Then a friend suggests working in Cabo Verde. Hard work but one can make decent money. He tells Luisa in a year’s time, they will try, with or without his uncle’s blessing.
Of course, Macário works hard but gets duped in Cabo Verde. He returns and realizing the options are looking bleak, he decides to head back to the island. He bids his uncle another fare well, and this time, the old guy caves in. Get married nephew! he blurts out.
Luísa and Macário head off to a jeweller to get that special ring. “Too heavy, too ugly, not nice enough” flow from Luisa’s mouth. Hmm, is this the peculiarities that ring in the title? They settle on a ring but it needs to be sized for Luisa’s finger. Pay now, beckons the jeweller. Pay tomorrow when I get the ring, responds a much wiser Macário. I will be back tomorrow!
This short story or novela (only 37 pages), and being Eça de Queirós, it will bring a surprise to the reader. Or is this just something you hear from a stranger in an inn? Yes, very strange advice.
This story was one of Eça’s early works. It’s good but not great. And there was a movie made by Manoel de Oliveira in 2009.
3,5* Um pequeníssimo conto de 37 páginas que me proporcionou um boa e interessante leitura. A escrita é lindíssima e irrepreensível, contudo, por incrível que pareça, mesmo apenas em 37 páginas o autor conseguiu "encher chouriços"...
Esta é uma "história dentro de uma história". O nosso narrador conhece o Sr. Macário numa estalagem no Minho, que lhe conta uma história de amor, uma história de paixão da sua juventude: "Começou por me dizer que o seu caso era simples - e que se chamava Macário..."
Macário apaixonara-se por Luísa (uma rapariga loura) e enfrentara tudo e todos por este amor. Mas seria ela digna da sua paixão?
Um conto que poderá ser também o ponto de partida para uma reflexão sobre " a singularidade desta rapariga loura"...defeito de carácter ou doença mental? Como seria interpretado o seu comportamento nos dias de hoje? Teria esta história de amor o mesmo desfecho?
Gostei muito. Não o suficiente para se tornar uma "leitura recomendada", mas é sem dúvida um pequeno conto muito bem escrito e interessante que poderá proporcionar um pequeno momento de leitura agradável.
Singularidades de uma Rapariga Loura, de Eça de Queirós, é um exemplo de como as correntes literárias são tão importantes para perceber um/a escritor/a.
Publicado em 1874, este conto tem como função principal retratar a realidade portuguesa do século XIX pela lente do Realismo, contrariando as teias do Romantismo e do seu extremo subjetivismo. O objetivo primário de qualquer percursor ou autor/a expoente do Realismo é criar condições para que a sociedade aprenda a reconhecer, através da arte, os seus vícios, a fim de os corrigir e atingir o progresso, a regeneração.
O narrador conta-nos uma história que lhe contaram, tecendo considerações próprias sobre o que ouve. A história é a de Macário, um homem que se mata a trabalhar e, ainda assim, é enganado pela vida e por uma mulher. Notamos uma divergência face à mulher do Romantismo, pois a mulher do agora já não se esconde por trás de um véu de pureza e de inocência; tal como as restantes personagens e vidas que se cruzam, toda a gente é um resultado da sociedade em decadência. O Realismo serve para isso, visa destapar o véu da ignorância que omite os vícios, como o adultério, o crime, o excesso de vaidade, os conflitos familiares, a fetichização da burguesia, entre outros.
O conto tem uma linguagem simples e de cariz irónico, sendo o narrador um anti-romântico, fazendo questão de nos lembrar que a estética romântica não traz prosperidade ou felicidade, especialmente porque a idealização não é sinónimo de real. Deu para rir, é uma obra muito curta, certamente não o melhor de Eça, mas um bom ponto de partida!
Este foi o primeiro conto realista do escritor Eça de Queirós, datado de 1873 e publicado originalmente no Diário de Notícias de Portugal. Macário , um jovem honesto e trabalhador , se apaixona por uma rapariga loira chamada Luísa. Macário tinha em mente uma Luísa sincera e dócil a ponto de abandonar o tio e ir para Cabo Verde para juntar dinheiro para o casamento. ..Mas com o tempo Macário começa a descobrir a singularidade do caráter de sua pretendente....infelizmente as aparências enganam.
*É a segunda vez que leio este pequeno conto, da autoria de Eça de Queirós, agora no âmbito da 2ª fase do Concurso Nacional de Leitura de 2013.
"Singularidades de uma Rapariga Loira" trata de uma história amorosa: a história de Macário e Luísa, contada pelo próprio a um estranho (que posteriormente a narrará aos leitores), numa estalagem, alguns anos depois. Há um provérbio eslavo da Galícia que diz: O que não contas à tua mulher, o que não contas ao teu amigo, conta-o a um estranho, na estalagem" (página 10 da minha edição)
O conto começa assim: "Começou por me dizer que o seu caso era simples - e que se chamava Macário...". Na verdade, o seu caso era simples: trabalhador honesto na loja do seu tio, Macário conhece enfim Luísa, que já admirava há algum tempo à varanda, pois a moça vivia com a mãe mesmo em frente da loja do seu tio. Para ser 'digno' de Luísa, Macário, que não tinha grande fortuna, partiu para Cabo Verde, donde voltou com algumas posses. Assim, pediu a sua mão à Srª. Vilaça, mãe de Luísa. Este interesse de Macário por casar com a jovem loira, criou antipatias com o ser tio, como se este adivinhasse que algo nessa união não iria correr bem. E assim foi: Luísa Vilaça era de facto uma rapariga loira e SINGULAR... E essa sua singularidade, contrastava com os ideias morais de Macário, que partiu no dia em que descobriu tal característica e não mais voltou a ouvir falar de Luísa: "Como partiu nessa tarde para a província, não soube mais daquela rapariga loura." (última frase da história)
Gostei imenso de reler este conto. É muito interessante e bonito, pelo que o recomendo a todos os amantes de Eça, a todos os amantes de romances e a todos os que simplesmente gostam de histórias bonitas... ;D
P.S. Mal acabei de ler o livro, vi o filme, de Manoel de Oliveira, no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=D-t6cS...). O filme é uma adaptação mais contemporânea (com computadores, pão de forma aspecto Panrico, cruzeiros, clube dedicado a Eça de Queirós, tertúlias onde se recitam poemas de Caeiro...), o que contrasta um pouco com o pedido de permissão que Macário faz ao tio para casar com Luísa, ou com o comentário de que Macário era tão pobre que se se casasse com Luísa, morreriam de fome... :p enfim, gostei mais do livro, mas também recomendo o filme como forma de rematar a leitura! ;)
Já uma vez tinha lido "Singularidades de uma Rapariga Loura", um conto de Eça de Queiróz, publicado originalmente em 1902, mas como não me recordava fielmente do conto, não o tinha cotado no goodreads e como vi que ia dar o filme de Manoel de Oliveira baseado nele, decidi que era uma boa altura para o reler!
É absolutamente impressionante como a literatura pode ser intemporal, como uma escrita assim pode passar através dos anos e continuar a ter impacte nos leitores e a ser atual. A Rapariga Loura, Luísa, encanta Macário e fá-lo apaixonar-se. Macário encontra-se com um desconhecido numa estalagem, no Minho, e decide desabafar com ele, contando como aquela paixão começou e acabou!
É um pequeno conto que sabendo a pouco está extremamente bem escrito, bem ao estilo de Eça, com descrições exaustivas mas que sem elas o conto não teria a mesma beleza! Não é uma leitura nada difícil e tem uma fluidez disfarçada: no meio de todas aquelas descrições há uma pequena história que leva o leitor até à última página. E ler um livro de Eça é sempre uma boa maneira de assimilar novo vocabulário, porque ele possui uma escrita rica em termos de palavras!
A titulo de curiosidade, o filme "Singularidades de uma Rapariga Loura", realizado por Manoel de Oliveira, dá quinta feira, dia 7, às 22h na RTP2 (passo a publicidade!).
Singularidades de Uma Rapariga Loira é um conto de Eça de Queiroz, publicado em 1901, e que nos conta a história de amor entre Macário, um jovem honesto e trabalhador, e Luísa, que encanta Macário não o deixando ver a singularidade do seu carácter. Macário muda a sua vida por Luísa, mas as aparências iludem e às vezes os esforços que fazemos por aqueles por quem nos apaixonamos não são merecidos.
Não desgostei deste pequeno conto, está muito bem escrito, ao estilo de Eça, com todas as descrições que ele achou necessárias, mas pela sua brevidade, naturalmente por ser um conto, não me acrescentou muito.
É fácil chegar à última página e perceber a mensagem que o autor quis transmitir: o amor é cego.
This short story, one of Eça's early works, is well-written and beautifully crafted. True to Eça's style, it features detailed descriptions that enhance its charm. The simple, ironic language and anti-romantic narrator highlight the pitfalls of romantic ideals. It's a quick, fluid read that leaves you wanting more. Overall, it's good but not great.
Eça de Queiros já nos habitou a sua forma peculiar de terminar alguns dos seus contos, este não fugiu á regra.
como uma conversa entre dois estranhos, revela como a vida de uma pessoa foi tristemente alterada por uma rapariga loura com atividades peculiares :D
a narrativa é muito intensa e muito descritiva de tudo quanto rodeia a cena, tornando-se quase gráfica, cativando o leitor, de modo que o virar de cada página é compulsivo...e o fim abrupto deixa-nos a imaginar todo um possivel cenário de continuação.
Um conto simples e interessante. O que mais gostei deste livro foi a criação do narrador. Alguém começa a contar a sua própria história na primeira pessoa e de repente decide contar a história de alguém que conhece na estalagem.
Eça é Eça. É sempre bom de ler. Um conto bonito com elevada carga emocional. Para o Eça, deve ter escrito durante um pequena viagem para passar o tempo. Obrigado, Génio.
Eça de Queirós me desconcierta. 'El crimen del padre Amaro' y 'El primo Basilio' son dos de mis obras favoritas, pero nunca he podido terminar 'La Relíquia'. ¿Seguro que no sufría de una esquizofrenia aguda? Lo digo porque te da una de cal y una de arena. A veces tiene detalles que te hacen pensar que fue un tipo avanzado a su tiempo, que su obra no está por las tonterías del romanticismo y que incluso va mucho más allá del realismo, que era alguien muy lúcido y muy crítico, que hablaba de sexo y no de amor. Pero luego tienen detalles que te hacen pensar que era un carcamal moralista, cobarde y conservador, que tiraba de deus ex machina y otros trucos peripatéticos y rancios.
En esta colección de relatos pasa lo mismo, hay algunos terriblemente anacrónicos y con olor de naftalina. El de 'Excentricidades de una chica rubia' no está mal, es punzante y ácido, aunque el final no deja de ser algo decepcionante, porque la gran revelación final ahora parece poca cosa, nada por lo que rasgarse las vestiduras. 'Jose Matías' está aún mejor: habla del amor platónico y tiene muy mala leche.
Pero luego hay las castañas: 'Civilización' es un relato anacrónico y simplista sobre lo maravillosa que es la vida senzilla en el campo, opuesta a la vida en la civilización. Pero la cosa aún puede empeorar más: 'El tesoro' es una recreación de aquella historia de los tres hermanos que encuentran un tesoro y se matan entre ellos porque no quieren repartírselo, una historia moralista que ya había leído en alguna parte pero que en el contexto del siglo XIX me parece totalmente ridícula. Pero lo peor es 'Fray Ginebro', sobre un fraile muy bueno y tal que se va al infierno porque un día mató un cerdito o yo qué sé. En serio. Cuando lo estaba leyendo no me lo podía creer: con tanto moralismo casi vomito. Porque yo no me creo que todo esto sea en plan irónico, sino que es totalmente en serio. Me faltan un par de cuentos para terminar el libro. En realidad no son más de 50 páginas, pero no tengo estómago, porque por lo que he visto uno es una recreación de un episodio de la vida de Ulises y otro se ambienta en la Castilla del siglo XV. Y como que paso, porque no quiero vomitar por exceso de moralismo.
Pero, como soy buena, he dejado lo mejor por el final. El cuento 'En el molino' es perfecto. Desde ya mismo uno de mis cuentos favoritos. Es todo un mundo, toda una novela, concentrada en 14 páginas, con un crescendo insostenible y un final que es como un puñetazo en el estómago. Supongo que podría decir que es tan bueno que me compensa. El cuento es sobre Maria da Piedade, una mujer joven y guapa, que siempre ha tenido una vida triste y que se casó con un viejo enfermo sólo para salir de casa. Se pasa la vida encerrada en casa, cuidando de su marido y sus hijos enfermos, hasta que un día se presenta en casa un pariente lleno de salud y encantador, que es un famoso escritor. Lo típico. Sólo que Eça de Queirós no se queda en lo típico, va más allá. No hay historia de amor, entre otras cosas porque el escritor es un descreído que como máximo sólo querría un revolcón. Pero la cosa continúa y Maria da Piedade empieza a leer, porque el hombre que le ha hecho ver que había una vida más allá de su rutina miserable era escritor. Y lee y lee. Y se convierte en una Emma Bovary de segunda regional. Y una vez más Eça de Queirós vuelve a hablar de sexo y no de amor, a decirnos que todo idealismo choca contra la realidad. Y es magnífico. A este cuento no le sobra nada. Es una sobrecogedora concentración de la frustración que siente Maria da Piedade. Y todo el rato que lo lees tienes un nudo en el estómago. Pocos fragmentos literarios he encontrado que sean tan intensos. Para que veáis que Eça de Queirós también es capaz de lo mejor.
Eça é daqueles autores que sabe sempre bem ler. Hoje estava a precisar dele, por entre os textos da faculdade, as séries, os filmes e tudo o mais. E, apesar de não ser fã de ler coisas online, não resisti a este pequeno conto, às suas longas descrições e à triste história de Macário.
Não sou das maiores fãs de contos. Sinto que o autor não tem tempo para desenvolver nem a história, nem as personagens. Isso é para mim evidente no primeiro dos dois contos que constam deste livro, aquele que lhe dá o nome. A história estava interessante, mas acaba abruptamente. O segundo conto, "Seis cartas de Fradique Mendes", é mais extenso, com mais estrutura, mas menos interesse para mim. Muita descrição e pouca emoção. Não é o que estou habituada em Eça. Porém, gostei dos textos introdutório e final que a Guerra e Paz incluiu no livro. No primeiro, explica-se o que é o idealismo e o realismo na perspectiva de Eça. No segundo, contextualizam-se os dois contos na produção literária de Eça. Ambos ajudam a compreender melhor os textos do autor, o que muito me agradou.
Eça de Queirós oferece sempre, mais do que a beleza da sua prosa, uma profundidade reflexiva. É difícil de descrever a capacidade que o autor tem de nos fazer compadecer dos seus protagonistas tantas vezes imberbes, sobretudo porque nos sentimos na sua pele. Quantas vezes já sofremos por amor, quantas vezes já fomos tão “ridículos que dói”? O peso da sua obra está nos sentimentos, mas também nos detalhes, e este Singularidades é mais um retrato poderoso de um tempo, do qual poucos para além dos livros têm memória.
Eu estou muito feliz por ter terminado de ler o meu primeiro livro em português. Um conto clássico de Portugal, a história de romance de Macário, quem se apaixona por uma rapariga loura. No começo, foi me difícil entender o que eu leia, pelas antigas expressões e o contexto diferente, mas com o progresso foi compreendo e interiorizando sobre a vida do Macário e seu história de altibaixos contada a um estranho (o narrador).
Um pequeno conto, onde Eça de Queirós mostra que mesmo em poucas páginas se pode fazer boa literatura. De leitura hipnótica, é um retrato de uma sociedade e de uma forma de viver do início do século XX. Leitura recomendada.
Um pequeno conto de amor que não deu em nada (considero uma pequena novela, irei ver o filme de Manuel de Oliveira de 2009). Uma narrativa crua e mais simples, uma nova forma que Eça adotou uma versão moderna de amor cortês. Adorei! A Luísa era safada e uma ladra 🤣