Resultado de mais de três anos de apuração, O Negócio do Jair: A história proibida do clã Bolsonaro desvenda o passado secreto da família que hoje comanda o Brasil. A jornalista Juliana Dal Piva parte do escândalo das rachadinhas exposto pelo caso Queiroz, a partir de dezembro de 2018, para contar uma história que remonta à entrada de Jair Bolsonaro na política na década de 1990. No centro do passado que o clã tenta abafar, está um esquema de corrupção conhecido entre os participantes como o “Negócio do Jair”. O arranjo ocorria nos gabinetes funcionais ocupados pela família de Bolsonaro em seus mandatos políticos, seja de vereador, deputado estadual ou federal, e envolvia seus três filhos mais velhos, as duas ex-esposas e a atual, amigos, familiares ― muitos deles atuando como funcionários fantasmas ―, além de advogados e milicianos. Com base em depoimentos exclusivos, cópias sigilosas dos autos judiciais, mais de cinquenta entrevistas, mil páginas em documentos, vídeos e gravações de áudio, a autora demonstra como, à sombra dos grandes esquemas partidários, o clã acumulou milhões de reais e construiu o projeto político autoritário e regressivo que conduziria o chefe da família ao posto mais alto da República.
Nessa leitura passei todo ódio que tinha para passar, além de um misto de vergonha alheia e estupefação pela conduta dos tribunais e pela audácia de todos envolvidos nos crimes praticados.
Quando Bolsonaro evoca a passagem bíblica que "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", certamente ela não é a mesma no presente livro de Juliana Dal Piva, já que, desde 2018 colhendo informações e fatos sobre a família Bolsonaro, a jornalista expõe, com propriedade tudo aquilo ao qual tem se tentado camuflar.
Partindo desde 2013, com as primeiras amostras de quem era o então deputado federal e ex-capitão do exército, a escritora narra não apenas o esquema que culminou na compra escandalosa de 51 imóveis, total ou parcialmente em dinheiro vivo e sim, também, as figuras em torno daquele e dos bastidores que vieram a compor sua chegada à presidência. Desde os Nóbrega, os Queiroz, os Siqueira Valle, e entre atuais e ex-esposas do presidente, a origem do "negócio do Jair" é explicada em minúcia, passando do judiciário à reuniões do clã (evidentemente sem o uso de máscaras), onde caberá ao leitor paciência para não se desnortear com tamanha impertinência daqueles que ocupam a sede do Executivo.
É, portanto, uma história que quem acompanha a chegada de Bolsonaro à presidência já conhece por meio de matérias jornalísticas ou de podcasts, mas ainda assim, sempre vale a pena uma análise factual dos esquemas de corrupção que os ronda, desde seu início até os problemas que implicaram à essa grande família que pode ser tudo, exceto cristã e tudo o mais que prega.
Um livro importantíssimo. Um trabalho minucioso, corajoso e sem abertura para dúvidas. Juliana Dal Piva nos apresenta as mentiras, as enganações públicas e o esquema de corrupção de Jair Bolsonaro. Um livro essencial para entender a corrupção no governo Bolsonaro. Apesar da escrita, infelizmente, voltada para quem já desconfia e desgosta do governo Bolsonaro, o livro atinge um potencial interessante de conversão e de esclarecimento sobre o Desgoverno atual. Não poupa palavras e informações para mostrar, em um texto, novamente, claro e brilhante como o negócio do Jair é um esquema perigoso que causou milhares de mortes e como flertar com posições perigosas de governo. Essencial.
Trabalho minucioso, completo e corajoso de Juliana Dal Piva. Lembra muito Todos os Homens do Presidente, sendo mais uma semente de lucidez plantada neste antro de mentiras, asneiras e corrupção que Bolsonaro está tentando implantar no nosso país. A pós-verdade se combate com obras assim, com pesquisa e ousadia. Parabéns à autora.
A jornalista investigativa Juliana Dal Piva é conhecida por suas reportagens sobre o esquema de rachadinhas da família Bolsonaro, que também foram transformadas em duas temporadas do podcast "A Vida Secreta de Jair". Depois de se dedicar por tanto tempo ao assunto, ela lançou o livro "O Negócio do Jair", que acompanha o enriquecimento da nossa família Corleone.
No livro, Dal Piva detalha como Jair Bolsonaro implementou o esquema de rachadinhas, que desviava parte dos salários de seus assessores parlamentares, muitos deles funcionários fantasmas que nunca moraram no Rio de Janeiro ou Brasília, e como Bolsonaro foi incorporando ao esquema suas duas ex-mulheres e seus dois filhos mais velhos. Além disso, Dal Piva mostra as conexões do clã contraventor com personagens obscuros, como o ex-assessor, amigo íntimo e faz-tudo Fabrício Queiroz, o advogado Frederick Wassef e o miliciano Adriano da Nóbrega, até o momento em que a família se beneficiou de falhas da promotoria e de decisões favoráveis do STJ e do STF. O único que parece se salvar é o filho caçula, Eduardo Bolsonaro, que estudou Direito na UFRJ e foi aprovado em concurso da Polícia Federal, onde trabalhou como escrivão por quatro anos, antes de seguir os passos do pai na política e, infelizmente, aderir ao seu estilo raivoso e maniqueísta.
Para aqueles que não se importam em passar raiva com a política brasileira e querem entender melhor a trajetória da família Bolsonaro, "O Negócio do Jair" é uma leitura indispensável.
Já vou começar pela minha crítica que qualquer um que já tenha visto reviews meus vai saber: capítulos muito longos rs. Mas apesar disso achei que o livro foi bem didático em explicar todo esse role das rachadinhas, do queiroz e como cada coisas se liga e o histórico de tudo isso - que confesso que muitas coisas eram confusas pra mim. Além disso, no final do livro ela montou uma lista cronológica com os fatos, o que ajuda bastante em entender toda a complexidade dos esquemas da família Bolsonaro. E para variar: livro sobre política desperta minha vontade de voltar a estudar relações internacionais. Comparado a outros livros políticos que li, acho que esse acerta em atingir um público mais amplo - ou seja, aqueles que não tem muita pira em ler sobre política - o que me fez gostar muito da linguagem dela. Mas, ainda sim, as vezes tinha que reler/ler com mais atenção algumas informações para não perder algumas coisas importantes + pesquisar algumas coisas para ilustrar melhor o que estava lendo. Em geral gostei especialmente por ele ter me esclarecido várias coisas que ficavam soltas para mim.
excelente trabalho de reportagem! impressionantes as conexões que a Juliana faz e os lugares aos quais ela conseguiu ter acesso por meio da apuração. a escrita dela é ótima, também, envolvendo e empolgando no meio de todas as tramas judiciais que poderiam afastar qualquer leitor.
An essential book to understand the corruption that permeates the history of the current President of Brazil. Very well written and with a wide and rich research of the facts. Excellent book on Jair's (and family's) business.
“O clã Bolsonaro, Jair e os três filhos mais velhos, usou seus mandatos em três Casas Legislativas do Brasil para nomear 286 pessoas que constaram como seus assessores. Desse total, 102 tinham algum laço familiar entre si e pertenciam a 32 familiares diferentes”
É um livro com uma boa intenção, mas que infelizmente só atinge pessoas que já não votam no Bolsonaro e seu clã. Para os eleitores bolsonarista esse livro só acrescenta a teoria da conspiração contra o “pobre coitado do mito”.
Foi um trabalho que teve pouca repercussão, mesmo na mídia que saiu. E continuamos a perguntar porque que a primeira dama recebeu R$89 mil de Fabrício Queiroz, como o filho do presidente da República com um salário de senador compra um mansão de R$6 milhões e quem mandou matar Marielle e Anderson.
Desde que o cidadão Jair Messias Bolsonaro começou a sua ascensão ao posto de figura central do cenário político brasileiro uma palavra passou a ser associada a ele, assim como a filhos e ex-esposas: “rachadinha”. Essa triste prática, considerada “comum” para muitos, consiste em nomear funcionários, muitos deles sem a obrigação de sequer comparecer aos locais de trabalho (funcionários “fantasmas”) e deles exigir a devolução de aproximadamente 90% do salário. Essas quantias “devolvidas” engordariam, significativamente, as disponibilidades financeiras do “empregador”, ou seja; o político responsável pela nomeação. E como o político não pode se expor demais, sempre é indicado um operador que faz o “trabalho sujo” de receber as devoluções e tentar “limpar” o dinheiro através de subterfúgios diversos. Os aliados e apoiadores do clã Bolsonaro, desde as primeiras acusações, alardearam aos quatro ventos que as acusações de prática de “rachadinha” eram falsidades, ilações e inverdades que, apenas e tão somente, pretendiam desmoralizar de forma fraudulenta a pretensamente ínclita e pia “primeira família” e seu patriarca. Pois bem! Em busca da verdade dos fatos a jornalista Juliana Dal Piva pôs mãos à obra, iniciou um meticuloso trabalho na linha do jornalismo investigativo que durou mais de três anos e descobriu informações estarrecedoras que são a base desse ótimo livro. Juliana Dal Piva é uma profissional do jornalismo com um currículo invejável. É graduada em Jornalismo pela UFSC (2009) e mestrado no CPDOC/FGV, com uma pesquisa sobre a história do desaparecimento do deputado federal Rubens Paiva e Justiça de Transição. É autora do livro “Em luta pela terra sem mal”. Já atuou com brilho nos jornais Folha de S. Paulo, O Dia, O Estado de S. Paulo e ajudou a fundar a Agência Lupa. Venceu os prêmios Embratel/Claro, Líbero Badaró e Direitos Humanos de Jornalismo da OAB/RS. Foi menção honrosa no prêmio Vladimir Herzog em 2014. Em 2019, venceu o prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da CIDH da OEA. Desde janeiro de 2018, é repórter da revista Época e do Jornal O Globo. Seu minucioso trabalho de investigação traça um perfil de Jair Messias Bolsonaro desde que ele ingressou na política na segunda metade dos anos 80. Segundo os resultados da investigação da autora, a décadas o patriarca Bolsonaro e seu clã (em especial suas ex-esposas Rogéria e Ana Cristina e seus filhos Flavio e Carlos), assim como notórios milicianos e seus familiares, beneficiam-se com os valores polpudos auferidos via “rachadinhas”. Dezenas de funcionários fantasmas, durante mais de três décadas, devolviam a maior parte de seus salários ao clã que investia em imóveis (muitos pagos em dinheiro vivo) e quitavam boletos referentes a despesas pessoais. Quem operava o esquema, na maior parte do tempo, de acordo com as evidências levantadas pela autora era (é?) o polêmico Fabrício Queiroz e quem se encarregava de livrar a cara da “primeira família” dos enroscos legais era o também polêmico advogado Frederick Wassef. Incrível como o clã permanece intocado pela justiça em função de questões ligadas a foros privilegiados (curioso como numa certa época o patriarca Jair criticava ardorosamente os foros privilegiados dos políticos). Ou seja, provas existem e são inúmeras mas elas não podem ser usadas por minudências ligadas aos tais foros e a “demarcação” de jurisdições que impedem juízes e promotores realmente imparciais de levar os membros do clã aos tribunais. O escritor e editor Paulo Roberto Pires, em resenha sobre “O negócio do Jair” publicada na edição de dezembro/2022 da revista “451” afirmou de forma categórica e oportuna:
“Em um pais menos avacalhado, com instituições menos depreciadas, uma reportagem minuciosa e demolidora como “O negócio do Jair” seria suficiente para, pelo menos, decretar a derrocada política de seus protagonistas. A jornalista Juliana Dal Piva vai ao fundo de um sistema de corrupção que tem as digitais do Capitão, de seus filhos, ex-mulheres e amigos fraternos. Que as abundantes denúncias formais contra a gangue não tenham prosperado como deveriam no judiciário é mais uma evidência dos danos que o “clã Bolsonaro” vem impondo ao país. ‘Da primeira candidatura à vereança pelo Rio de Janeiro à chegada ao Planalto, Jair se mostra um laborfóbico de quatro costados: sem jamais pegar no batente ou produzir algo para alguém, constrói com afinco os múltiplos dutos para que dinheiro fácil corra entre os seus. Tendo como coadjuvantes Fabrício Queiroz, Frederick Wassef e o cadáver do miliciano Adriano da Nóbrega, “O negócio do Jair” daria uma excelente série de ficção – não fosse a trama true crime financiada pelo dinheiro público”.
Sábias palavras. Quanto ao livro faço uma ressalva. No afã de disponibilizar o resultado de suas minuciosas apurações e investigações a autora construiu um relato igualmente minucioso. Só que às vezes minucioso demais o que torna a leitura, em alguns momentos, um pouco cansativa. No entanto vale a pena ler o livro na íntegra para se abastecer de dados e apreender a verdade por trás de uma das maiores farsas políticas de todos os tempos: a jornada “moralizante, patriótica e purificadora” liderada pelo Capitão. Ótima e oportuna leitura!
Já tinha escutado o podcast da Juliana antes de ler o livro, mas mesmo assim vale muito a pena. A Juliana escreve MUITO BEM e é uma grande jornalista (como até o próprio Queiroz reconhece kkk).
Nunca tive muito contato com livros jornalísticos, muito embora os gêneros jornalísticos sejam os que mais leio e tenho contato no meu dia a dia - contraditório, aparentemente. "O Negócio do Jair", de Juliana Dal Piva, se propõe a mostrar as artimanhas e tramóias - palavras legais - por trás do enriquecimento da família Bolsonaro, cujo principal beneficiado e articulador é ninguém mais ninguém menos que o infeliz chamado Jair. A escrita de Juliana é hipnotizante: confesso que li as primeiras duzentas páginas do livro de uma sentada só. Se não o concluí de uma leitura apenas, foi por conta de ter me frustrado um pouco com o não ineditismo das informações - pelo menos para mim. Muitas das informações apresentadas nesse livro eu já tive acesso no podcast da autora publicado pelo UOL, "A vida secreta de Jair". Porém, não é como se isso desqualificasse o livro de alguma forma: o livro apresenta informações muito mais detalhadas do que o podcast.
A autora se preocupa em condessar, reunir, organizar e apresentar o "rastro do dinheiro", entregando-o de bandeja para nós, leitores. É um trabalho extremamente complexo, que me fez ter sérios pensamentos sobre a profissão dos jornalistas. Juliana Dal Piva reúne denúncias, processos, conversas, documentos e uma outra gigante sorte de provas que indicam que Jair Bolsonaro é um canalha criminoso corrupto - e prepotente e brocha, em minha análise. Chega a ser quase desesperador ler esse trabalho tão incrível e pensar que nenhum integrante da família foi preso (ainda). Juliana mostra como as ações de Bolsonaro, naquela reunião que fez no planalto em que falou que trocaria responsáveis por não poder esperar que fodessem com um filho dele, se concretizaram na prática: desde a nomeação do ministro do supremo Nunes Marques, até a mudança de juízes dos tribunais de justiças e procuradoria-geral do Rio de Janeiro. O engraçado é constatar que quem "fodeu" os próprios filhos foi o próprio Jair Bolsonaro, inserindo-os nos esquemas de corrupção que ele encabeça - não que os filhos dele sejam inocentes, é claro.
Para finalizar, é com desespero que falo que por mais que o livro da Juliana Dal Piva seja extremamente revelador, é também responsável por causar medos em mim - medo de que tudo, como ela mesma revela em um passagem, acabe em pizza. Isso, por óbvio, nada tem a ver com a jornalista, mas com o próprio sistema de justiça brasileiro, que por ser comandado por pessoas advindas das classes mais altas da sociedade, atuam sempre em favor de pessoas dessa mesma classe. Não quero, por meio desta pequenina resenha que provavelmente não será lida por ninguém, dizer que todo o sistema de Justiça é corrupto, mas é que é fato que está longe de ser um sistema independente e impessoal. Não é culpa da Juliana, que brilhantemente entregou ao Brasil e ao mundo toda trama do esquema de corrupção do clã Bolsonaro, mas com a leitura do livro fica claro que "Justiça cega" é historinha para boi dormir.
Um retrato detalhado e apurado de um histórico de DÉCADAS de roubalheira e picaretagem sistemáticas de uma típica família tradicional política brasileira. Ainda assim, superficial. Por quê? Porque só arranha a superfície. A própria Dal Piva deixa claro que essa é só a ponta visível - escancaradamente visível - de um iceberg de criminalidade excretado por Jair.
Minha passagem favorita: quando Juliana liga para um dos funcionários fantasmas, o ex-sogro do Jair; mesmo desconversando até cansar, o cara tem a capacidade de falar um monte sobre os rolos dele com o "negócio", ao lado do telefone que ele PENSA que desligou (para a surpresa da jornalista do outro lado da linha). Puro suco do capanga burro de desenho animado. Puro suco de bandidagem provinciana que, pasmem (ou não), alcançou o cargo máximo da administração de uma das maiores economias do mundo.
Livro bem escrito e com perfil jornalístico, formato de reportagem. Bem interessante
Poderia ter recebido nota 5 pela qualidade de escrita, porém, a nota cai para 3 em função da falta de dados para aprofundarmos o entendimento, o que tornou muitos capítulos repetitivos. Aparentemente, poucos denunciaram o que tirou robustez dos argumentos.
Por fim, uma crítica. Apenas ao final do livro nos é comunicado que havia uma disputa entre Marcelo e a ex-esposa de Jair. Essa disputa tira força de argumentos dele. Não invalida, mas seria interessante sabermos isso desde o início do livro.
De resto, gostei do livro e espero ler mais nesse sentido.
Trabalho excepcional da Juliana Dal Piva, ela conseguiu compilar milhares acontecimentos da vida do clã Bolsonaro e ainda fez de forma que ficasse compreensível para quem não entende juridiquês, como eu. Termino o livro triste por todas as questões de arquivamento de processos e anulação de provas, mas confio que existem pessoas competentes e honestas que ainda irão retomar isso e fazer a justiça.
Já tinha ouvido o podcast, e a leitura do livro foi complementar. Seria essencial que todo cidadão brasileiro tivesse acesso a essas informações para que vislumbrasse o quão corrupto foi esse Presidente que se elegeu as custas de fake news e numa bandeira falso moralista contra a corrupção. Graças ao povo brasileiro esse desgoverno acaba hj.
Ótimo livro investigativo, que compila as informações da jornalista Juliana Dal Piva sobre as transações da família Bolsonaro ( e aqui, família tem um significado bastante abrangente). Documento inestimável que joga luz sobre esse período nefasto pelo qual o Brasil passou
Esse livro é para todos os brasileiros lerem. Não é ficção, é a triste realidade do que vivenciamos. Um alerta para que fiquemos atentos. Relatos importantes que esclarecem como o sistema do clã funciona, que muitas vezes a grande mídia oculta.
Trabalho detalhado e impecável da jornalista Juliana Dal Piva. Leitura que faz o leitor passar muita raiva, mas ao mesmo tempo é um importante registro do esquema criminoso do clã.