Como é sabido, nós, gatos urbanos, não somos muito de passear. Liberamos, desse modo, aos cães todas as calçadas da cidade. Esses, sim, se pudessem, não sairiam da rua. Os humanos os acompanham de bom grado. Que se divirtam juntos, cruzando carros e transeuntes apressados.
Esses últimos, os humanos, com exceções, também adoram viajar, conhecer outros lugares, outras gentes e seus modos peculiares de viver. Tomam-se por arejados, abertos e até mais cultos por conta desse hábito. Talvez por isso usem – para julgar nossas vidas felinas – o critério da extensão territorial ocupada por nossos corpos. E acabam convencidos de que passar o dia todo confinado não pode valer a pena. Vê-se logo que ainda não aprenderam nada de relevante. E nunca aprenderão. Por mais que alguns deles – os poucos sábios da história humana na Terra – tenham generosamente se sacrificado para explicar, todos os demais da espécie sempre se recusaram a aceitar o ó que o mais precioso da vida já se encontra em cada um deles. E que o sucesso dessa busca requer preparo. Exercício rigoroso de pensamento. E recato. Fica fácil de entender por que não saem da rua. Passeiam, viajam e se divertem. Na verdade, permanecem em fuga. Não suportam a verdade que grita em suas almas. Preferem chafurdar no pântano da ignorância – entretida pelas sombras da falsidade e das mentiras – a resistir, em resiliência, aos percalços e obstáculos que todo caminho de luz costuma impor a quem sempre viveu na sombra.
Amei demais as reflexões do Epaminondas, dando ainda mais vontade de ler mais algumas, quem sabe? Não custa sonhar!
É uma leitura tranquila em alguns capítulos e às vezes densa em certas reflexões, mas nada como um bom dicionário pra auxiliar. Alguns capítulos se interligam e outros são fechados, sendo tudo na medida certa
O último capítulo foi uma graça, realmente não esperava por uma pequena história que suspeito ter realmente acontecido. Fico feliz pelo desfecho que foi encontrado
É uma leitura que recomendo ler com maior constância, pois assim flui melhor!
Vou reler em outro momento, ainda mais porque admito que esqueci boa parte dos capítulos 🤭
Leitura fácil e agradável. É interessante imaginar a vida humana desde o desdém dos gatos. Não espere uma grande reflexão filosófica ou algo de outro mundo, é apenas um livro para se divertir e pensar.
Uma leitura leve, divertida e adequada para quem quer pensar nos temas mais recorrentes da filosofia de forma ligeira, sem perder a sua densidade e relevância.