— No fim
Foi o começo.
#ClubedoGeefe - Leitura conjunta #03
Nota: 1,8 ✰
Não sei exatamente como começar essa resenha, pois não tenho belas palavras para a iniciar. Não sei o que senti lendo, não sei se foi decepção ou apenas angústia, mas mexeu comigo de alguma forma. Como uma criança criada com país conservadores e também sendo preto e bisexual, acho que consegui (apenas de certa forma, plmds, não concordo com certas ações dele e jamais faria algo igual) me ver no Daniel.
Este livro não saía da minha cabeça quando o iniciei, mas confesso que a leitura acabou por frear. A escrita é fácil, mas não a achei tão expressiva, para mim, tudo foi muito descrito de forma "banal", porém não é de tudo ruim, tem seus momentos clichês e "nhe" mas não foi algo que detestei por completo.
Achei que daria no máximo 4.5 estrelas pois é um autor brasileiro, o livro tem até uma boa avaliação e parecia que iria ter uma hiper mega história fantástica de investigação, no entanto, não o comecei com as expectativas tão altas (como em Evelyn Hugo) pois tenho uma péssima mania de me decepcionar, e assim foi. Não sei muito bem o que falar dos personagens, não acho que me apeguei a nenhum e nem me senti comovido com nada, talvez apenas quando se tratava de situações religiosas e os conflitos envolvendo ela com os parentes do Dan. O Daniel em si já acho ele meio padrão demais, não estou a dizer que é mal escrito ou desenvolvido, apenas que vejo muito esse padrão de personagens em outros lugares e não me contenta muito.
A história muitas vezes enrola demais, demora páginas e páginas para revelar algo que poderia só ter sido dito no começo, e também mostra coisas que já sabemos milhões de vezes. Não sou muito fã de trilher nem de livros que contém investigação pois sou muito burro para acertar qualquer pista que não esteja literalmente escrito lá de forma clara e em letras garafais, então podem duvidar o quanto quiserem de mim! mas não consegui me contentar muito com essa leitura, tipo, ela não é horrível, mas não boa, então eu jamais recomendaria para um amigo.
Achei a terceira parte mais gostavel de toda a leitura, talvez por ter tido "outras" perspectivas em certos capitulos. Nela temos uns acontecimentos traumáticos da vida do Dani mais trabalhados, e eu achei bom. Conseguiu explicar tudo, me deu até um aperto no coração. Vejo o Deco como uma versão literária do meu pai, e isso me deixou meio nostálgico.
As pessoas falaram tanto que "tinha algo maior envolvido" que chega a ser irritante o quanto que o Daniel foi burro por ir atrás de outras coisas "insignificantes", sendo que a principal foi dita para ele desde o início de tudo.
O final foi muito rápido e confuso. Confuso pra c*ralho, além de ter sido ruim e bastante esperado. Já sabia da plot praticamente toda, e nem fiquei desconfortável com nenhuma descrição porque foi >RASA< E tudo foi resolvido assim "olha, não faça isso, se perdoe, se liberte" literalmente isso.
Sei que a maldade humana não tem limites, porém, como já dizia um grande filósofo: é muito noggers, não consegui tankar o bostil de modo algum.