Tudo começou numa viagem pelo interior do Japão. Eu, encantada, escrevia pra casa para dar notícias e passei a escrever também a uma amiga que morava em Tóquio. Achando graça do meu entusiasmo, ela dividia os textos com seus familiares para rir um pouco da paixonite aguda desta valquíria gaúcha pelos delicados e sutis japoneses. A viagem acabou, mas a família dela, – meio japonesa, meio brasileira –, continuou a pedir mais. E assim fui contando mais de tudo o que ia me despertando paixões pela vida. Inventei de fazer longas peregrinações sozinha pelo Oriente; de encarar uma cavalgada no Marrocos com mais duas mulheres; de me enfiar na F1 até rasgar os fundilhos das calças; de experimentar massagens por onde andasse; de não ter limites entre os bichos e eu; de guardar em mim o cheiro, o barulho e o sol na minha pele de criança… e fui inventando moda por mais que meus pais me pedissem: não inventa, Mariana! Mas eu invento, e eles gostam.
50 anos por fora, outras várias idades por dentro. Jornalista por fora, outras várias profissões por dentro. Brasileira por fora, outras várias nacionalidades por dentro. Viajante, por fora e por dentro. A trabalho, fui de Fla-Flu a um torneio de drag queens no subúrbio do Rio; vi finais olímpicas, uma F1 transformada e entrevistei de Pelé à única filha de Lampião. Acompanhei a adolescente Maya Gabeira virar gigante em Nazaré. Descrevi o terror na França. Naveguei pela costa da Groenlândia e me encantei com a Ilha de Páscoa ao lado do velejador Beto Pandiani. Já me quebrei bastante e me costurei bastante, mas o coração segue inteiro.
Quem gosta de historinhas engraçadas ou mesmo apenas curiosas do cotidiano, certamente vai gostar dos relatos vivenciados pela atual jornalista de formula um, Mariana Becker.
Com histórias que mais parecem anedotas, a jornalista narra suas viagens pelo mundo, os encontros e desencontros que tem, gerando, assim, narrativas que podem ser desde emotivas à cômicas, no Japão ou na Austrália há sempre tempo para conhecer algo novo, viver algo impensável e, portanto, se rechear de novas, breves e curiosas cenas do cotidiano. Há, no entanto, histórias melhores e outras nem tanto, mas no mais, uma boa leitura, embora tinha mais expectativas de histórias ligadas à F1; também adorei saber que Mariana é um dos escassos ouvintes de Dope pelo mundo.
mari becker definitivamente conseguiu transportar sua personalidade para as crônicas, ler esse livro é uma experiência muito divertida e por vezes bastante reflexiva. que sorte a nossa poder experimentar um pouco do mundo e da simplicidade das coisas através dos olhos dessa pessoa incrível e cheia de personalidade.
Pequenos prazeres de Mariana Poulain! ♥️ Esse livro é um abraço quentinho! Mariana tem uma rara habilidade de descrever as pequenas sutilezas do dia a dia, aquelas que até percebemos mas não damos a devida atenção. Mesmo sabendo que não era um livro sobre fórmula 1, foi o que me fisgou, mas aí recebi um mundo inteiro. Obrigada Mari!
Já era fã da Mariana Becker antes do livro. Agora, mais ainda. Quanta sensibilidade em diversas histórias, de atuais a antigas, profissionais e pessoais, no Brasil ou pelo mundo. Adorei. P.S.: ouvir o audiolivro narrado pela autora foi a decisão acertada. Parece que estamos conversando, batendo papo, e ela ali contando histórias
Um autor, quando escreve um livro, tem em suas mãos diferentes formas de nos apresentar a sua narrativa. E geralmente, a primeira coisa a ser pensada ao colocar em prática uma ideia, é pensar na sua proposta. O monólogo de um escritor para o seu leitor tem como principal regra não entediar o público, já que ele precisa, como o ar que respiramos, prender a atenção do começo ao fim. Um livro abandonado é uma decepção para quem o escreve e para quem o lê, portanto, esta regra primordial precisa ser levada muito em conta.
Nem todos os autores conseguem fazer isso. Mas Mari Becker consegue.
Existe um grande risco ao publicar um livro diário de viagens. As vezes aqueles acontecimentos foram legais ou especiais somente para o viajante, e não para o leitor. Mas o que pode mudar tudo em um acontecimento comum é a forma como ela é narrada. A perspectiva que o escritor decide incluir na sua escrita. Falar que o protagonista de uma história conheceu velhinhos em uma praia é um acontecimento muito comum, mas falar que conheceu velhinhos na praia, o quanto foi difícil a comunicação e aproximação, e como o personagem mudou em relação a isso, transforma o comum em inspirador. Nem todos conseguem fazer isso, mas Mari Becker consegue.
Não inventa Mariana transporta a gente para diferentes países, nos leva na bolsa da Mari para todos esses causos comuns que lhe deram uma perspectiva singular da vida. Que transformaram a Mari não só nessa jornalista brilhante que conhecemos, mas também em um ser humano que enxerga a beleza no simples. E nada disso precisou ser contado em palavras poéticas - ela só se expressou sinceramente. É por isso que Mari Becker consegue.
Ao fim do livro, chegamos em sua casa junto com ela. Como é bom chegar em casa depois de uma longa viagem, né? Mas melhor mesmo é voltar para a casa que sempre foi o seu lar afetivo - a casa dos pais. Uma singela temporada de Natal narrada por ela é possível encher o seu coração de amor, afeto, saudade e carinho enquanto você lê os capítulos finais.
Quando mergulhei nas crónicas de Mariana Becker, fiquei imediatamente “grudada” no livro. Mal sabia eu que iria embarcar numa aventura cativante e cheia de descobertas. Este livro é uma verdadeira joia para os amantes da simplicidade e da mente aberta, revelando as histórias fascinantes do quotidiano de uma "viajeira" que nos leva a explorar as maravilhas do mundo e da sua vida.
Mariana tem um jeito especial e encantador de narrar as suas experiências. A sua habilidade em descrever cada cenário e cada história com tanta autenticidade e paixão é notável. Somos transportados numa viagem transcendental, fazendo-nos sentir como se estivéssemos a viver essas experiências ao seu lado. A sua capacidade de abraçar e viver as coisas simples da vida, com intensa paixão é inspiradora.
Sem sombra de dúvida que este livro é o resultado de uma alma intrépida e curiosa, apaixonada pelas riquezas que a vida e a aventura têm para oferecer.
Mari, continue a inventar, tá? Eu te continuarei a seguir em sua página do Instagram (@oficialmarianabecker).
Não Inventa, Mariana traz uma perspectiva nova e não tão óbvia sobre aventuras e viagens, mostrando que nem tudo precisa ser roteirizado ou previsível — o que é muito interessante. Sempre admirei o trabalho da Mari, e foi divertido conhecer esse lado mais pessoal dela. Mesmo nos momentos mais íntimos do livro, sua essência permanece intacta, tornando a leitura autêntica e cativante. O livro apresenta um olhar interessante sobre o mundo e as experiências da autora, mas sem se aprofundar muito em reflexões ou emoções mais intensas. No entanto, a história não conseguiu me prender 100%, o que acabou comprometendo um pouco minha experiência. Ainda assim, é uma leitura legal, especialmente para quem gosta de explorar o mundo pelos olhos de alguém apaixonado por novas experiências e para quem já acompanha o trabalho da Mari e deseja conhecê-la além das câmeras.
Por eu ser muito fã da Mariana Becker, talvez essa review seja meio tendenciosa, mas esse foi um dos melhores livros que já li. Em todas as pequenas histórias de sua vida, a Mari consegue nos levar para dentro dela como se estivéssemos junto com ela, seja na África, Ásia, ou qualquer lugar que seja. Através de cada história aprendemos mais sobre a autora e todas suas trapalhadas e histórias engraçadas - desde a infância até o Paddock da F1. Super recomendo e com certeza lerei de novo no futuro.
Mariana Becker é uma das maiores que a gente tem, apesar dela ter trabalhado ANOS na Globo, a conheci pela Fórmula 1 já na fase Band e me encantei por ela logo de cara. Carismática, encantadora, rápida e inteligente, é incrível ver ela sendo a única repórter do paddock a tirar, com um riso no rosto deles, as melhores declarações dos pilotos. Foi bom conhecer o lado off da Mari e todas as suas invenções em diversos momentos de sua vida.
Muy simpática mi compatriota y tocaya. Me gustaría poder decir que también compartimos código postal monegasco y estatus de Air France, pero lamentablemente no soy periodista de F1.