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Os perigos do imperador: Um romance do Segundo Reinado
Combinando o melhor da ficção com a reconstituição histórica, Ruy Castro cria uma trama de tirar o fôlego que faz do imperador d. Pedro II o alvo de uma conspiração antimonarquista.
- GenresBrazil
271 pages, Kindle Edition
First published January 1, 2022
About the author
Ruy Castro
74 books125 followersRui Castro, na ortografia oficial. Nasceu em 1948. Começou como repórter em 1967, no Correio da Manhã, do Rio, e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana.
A partir de 1990, concentrou-se nos livros. Publicou, entre muitos outros, as biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, e obras de reconstituição histórica, sobre a Bossa Nova, Ipanema e o Flamengo. É cidadão benemérito do Rio de Janeiro.
A partir de 1990, concentrou-se nos livros. Publicou, entre muitos outros, as biografias de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, e obras de reconstituição histórica, sobre a Bossa Nova, Ipanema e o Flamengo. É cidadão benemérito do Rio de Janeiro.
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Community Reviews
Displaying 1 - 17 of 17 reviews
November 2, 2022
"Durante sua excursão pelo país, o imperador verá esplendor e sujeira, abundância e pobreza e virtude e crime em escala continental. Verificará que, com toda a fantasia sobre igualdade de oportunidades, nosso sistema de governo serve apenas a um conluio de interesses privados. Sua Majestade descobrirá um serviço público com todos os órgãos do Estado entregues a corruptos. Se olhar para o nosso sistema religioso, observará grandes escândalos em nome da fé - congregações inteiras em transe à voz de qualquer charlatão e comprando terrenos no céu como se este ficasse ali no Wyoming"
Leitura fácil e bem humorada sobre a viagem de D. Pedro II, imperador do Brasil, aos Estados Unidos em 1876. Corroborada com uma série de documentos oficiais que dão a dose certa de veracidade a uma história em que se torna difícil separar a realidade da ficção.
Leitura fácil e bem humorada sobre a viagem de D. Pedro II, imperador do Brasil, aos Estados Unidos em 1876. Corroborada com uma série de documentos oficiais que dão a dose certa de veracidade a uma história em que se torna difícil separar a realidade da ficção.
September 10, 2022
Mais um escritor que ainda não conhecia mas que, pelo seu humor fiquei a admirar. Neste romance, misto de diário e reportagem, de ficção e realidade, acompanhamos o imperador do Brasil em 1876, numa viagem aos Estados Unidos, em que sofre um atentado prontamente abafado. Ambos os países foram ex-colónias, um era ainda escravocrata, outro tentava gerir essa herança após a guerra civil. Tornaram-se espelho um do outro, com o Brasil a procurar sempre como inspiração o vizinho anglo-saxónico. A excepcionalidade da língua portuguesa naquele continente é apenas um ingrediente.
Lembrei-me várias vezes de D. Carlos, que, tal como D. Pedro, era culto e ilustrado, mas que representava formas políticas e sociais ultrapassadas pela realidade do seu país. E um dos atentados de facto resultou.
Lembrei-me várias vezes de D. Carlos, que, tal como D. Pedro, era culto e ilustrado, mas que representava formas políticas e sociais ultrapassadas pela realidade do seu país. E um dos atentados de facto resultou.
September 7, 2022
O golpe de Estado fracassou. Tentaram, em seu favor, mudar as leis por outras leis, ou pela ausência delas, com panfletos, com incitação à violência e com a própria violência. Mas fracassou mesmo. Bateu desespero, bateram as horas: — acabou-se o tempo, os senhores estão presos e têm o direito ao silêncio. O dever, também, que ninguém mais aguenta quem muito ladra e pouco morde, uma covardice.
*
O Ruy Castro, em 2016, usou de ironiazinha contra a Dilma, porque escreve bem, talvez melhor do que qualquer um no Brasil atual, e porque acontece de ser mineiro/carioca, o que, automaticamente, não lhe deixa resistir a uma tola zoada. Porém, o mau-caratismo, natural do coração, ele compensa pelo cérebro, contando cerebral, primeiro, que nosso primeiro imperador, heroico, ganha independência à colônia, e que, logo depois, corre à Europa, abandonando seus filhos. Herói ou covarde... é questão de alarde. Um desses seus filhos, que vem a se tornar, no susto e na infância, o segundo imperador, embora, segundo creem, tenha poderes divinos, fica à mercê dos grandes proprietários de terra, dos oligarcas. Dos que pesam preto por arroba.
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O Ruy Castro, em 2016, usou de ironiazinha contra a Dilma, porque escreve bem, talvez melhor do que qualquer um no Brasil atual, e porque acontece de ser mineiro/carioca, o que, automaticamente, não lhe deixa resistir a uma tola zoada. Porém, o mau-caratismo, natural do coração, ele compensa pelo cérebro, contando cerebral, primeiro, que nosso primeiro imperador, heroico, ganha independência à colônia, e que, logo depois, corre à Europa, abandonando seus filhos. Herói ou covarde... é questão de alarde. Um desses seus filhos, que vem a se tornar, no susto e na infância, o segundo imperador, embora, segundo creem, tenha poderes divinos, fica à mercê dos grandes proprietários de terra, dos oligarcas. Dos que pesam preto por arroba.
August 26, 2026
Livro #115 de 2026
Acabei de acabar Os perigos do imperador, publicado por Ruy Castro em 2022 e vencedor do Prêmio Jabuti de Romance Literário no ano seguinte. Ruy é conhecido sobretudo como jornalista, cronista e biógrafo, e talvez isso ajude a explicar por que o livro é tão difícil de classificar. Não é exatamente um romance histórico, não chega a ser um thriller, não é biografia e tampouco pode ser chamado simplesmente de sátira. É um pouco de tudo isso ao mesmo tempo.
O ponto de partida é um evento real — literalmente. Em 1876, dom Pedro II viajou aos Estados Unidos para conhecer o país que comemorava o centenário de sua independência e visitar a Exposição Universal da Filadélfia. Ruy preserva a viagem, boa parte do itinerário, personagens e acontecimentos históricos, mas introduz uma conspiração fictícia: republicanos brasileiros planejariam assassinar o imperador em território americano.
A trama é simples e não depende de grandes reviravoltas. Sabemos, afinal, que Pedro II não morreu nos Estados Unidos em 1876. O interesse está menos em descobrir o destino do atentado e mais em acompanhar o mundo que a conspiração permite atravessar.
E esse mundo é muito divertido. Ruy reconstrói a maneira como um brasileiro do século XIX enxergava os Estados Unidos, os avanços tecnológicos, os transportes, a imprensa, a diplomacia e os códigos sociais da corte. Por trás de protocolos que hoje parecem quase absurdos, aparecem vaidades, rivalidades, ambições e pequenas mesquinharias bastante reconhecíveis. Há muita pesquisa, mas pouca ostentação técnica; a informação quase sempre está integrada à narrativa.
A estrutura ajuda bastante. Ruy alterna diários, cartas, notícias de jornal e diferentes perspectivas sobre os acontecimentos. Em alguns momentos estamos próximos do imperador; em outros, de jornalistas favoráveis ou hostis a ele. O mesmo personagem pode parecer brilhante, ridículo, moderno ou antiquado conforme quem o observa. Não recebemos apenas informações diferentes, mas versões diferentes da realidade.
Essa alternância combina muito bem com a mistura entre fato e invenção. Personagens reais e fictícios circulam no mesmo espaço, acontecimentos documentados convivem com episódios fabricados, e logo fica difícil saber onde uma coisa termina e a outra começa.
A prosa de Ruy Castro é muito fluida, mas o que mais me interessou foi o humor. Há um sarcasmo discreto atravessando o livro inteiro. Ele raramente precisa anunciar o absurdo de uma situação; basta aproximar a solenidade de uma instituição da banalidade das pessoas que a compõem. O livro tem algo de sátira sem ser propriamente uma sátira, e isso evita a solenidade que às vezes pesa sobre o romance histórico.
Numa análise mais estritamente literária, os personagens não possuem grande profundidade psicológica e muitos existem principalmente para movimentar a narrativa. A conspiração também é linear e, isolada de toda a reconstrução histórica, não sustentaria um romance memorável. Mas Os perigos do imperador não parece querer ser um grande acontecimento literário. Ele ocupa outro espaço.
É um livro muito bem escrito, inteligente e divertido. Nem todo romance precisa aspirar a ser uma obra definitiva, profunda ou transformadora. Há valor também em prender o leitor, despertar curiosidade e simplesmente divertir.
E talvez esteja faltando um pouco mais disso hoje. Boa parte da ficção contemporânea de maior circulação e prestígio se concentra em autoficção, trauma, depressão, violência, racismo e relações familiares disfuncionais. São temas importantes e produziram livros extraordinários, mas o problema começa quando sofrimento parece se tornar quase uma condição de relevância literária. A literatura também pode falar de política, história e sociedade e ainda querer fazer o leitor rir. Triste Fim de Policarpo Quaresma, O Alienista e Auto da Compadecida estão aí para lembrar disso.
Os perigos do imperador não mudou minha maneira de enxergar a literatura, não me parece uma grande realização formal e dificilmente estará entre os melhores livros que vou ler no ano. Mas me divertiu. E isso também importa.
É um ótimo livro que provavelmente ninguém leu. E estão faltando um pouco mais de livros assim.
Escrevi uma versão mais expandida da resenha, com mais detalhes sobre a estrutura, a mistura entre história e ficção e esse lugar do humor na literatura contemporânea, no meu Substack @lerpraescrever
Acabei de acabar Os perigos do imperador, publicado por Ruy Castro em 2022 e vencedor do Prêmio Jabuti de Romance Literário no ano seguinte. Ruy é conhecido sobretudo como jornalista, cronista e biógrafo, e talvez isso ajude a explicar por que o livro é tão difícil de classificar. Não é exatamente um romance histórico, não chega a ser um thriller, não é biografia e tampouco pode ser chamado simplesmente de sátira. É um pouco de tudo isso ao mesmo tempo.
O ponto de partida é um evento real — literalmente. Em 1876, dom Pedro II viajou aos Estados Unidos para conhecer o país que comemorava o centenário de sua independência e visitar a Exposição Universal da Filadélfia. Ruy preserva a viagem, boa parte do itinerário, personagens e acontecimentos históricos, mas introduz uma conspiração fictícia: republicanos brasileiros planejariam assassinar o imperador em território americano.
A trama é simples e não depende de grandes reviravoltas. Sabemos, afinal, que Pedro II não morreu nos Estados Unidos em 1876. O interesse está menos em descobrir o destino do atentado e mais em acompanhar o mundo que a conspiração permite atravessar.
E esse mundo é muito divertido. Ruy reconstrói a maneira como um brasileiro do século XIX enxergava os Estados Unidos, os avanços tecnológicos, os transportes, a imprensa, a diplomacia e os códigos sociais da corte. Por trás de protocolos que hoje parecem quase absurdos, aparecem vaidades, rivalidades, ambições e pequenas mesquinharias bastante reconhecíveis. Há muita pesquisa, mas pouca ostentação técnica; a informação quase sempre está integrada à narrativa.
A estrutura ajuda bastante. Ruy alterna diários, cartas, notícias de jornal e diferentes perspectivas sobre os acontecimentos. Em alguns momentos estamos próximos do imperador; em outros, de jornalistas favoráveis ou hostis a ele. O mesmo personagem pode parecer brilhante, ridículo, moderno ou antiquado conforme quem o observa. Não recebemos apenas informações diferentes, mas versões diferentes da realidade.
Essa alternância combina muito bem com a mistura entre fato e invenção. Personagens reais e fictícios circulam no mesmo espaço, acontecimentos documentados convivem com episódios fabricados, e logo fica difícil saber onde uma coisa termina e a outra começa.
A prosa de Ruy Castro é muito fluida, mas o que mais me interessou foi o humor. Há um sarcasmo discreto atravessando o livro inteiro. Ele raramente precisa anunciar o absurdo de uma situação; basta aproximar a solenidade de uma instituição da banalidade das pessoas que a compõem. O livro tem algo de sátira sem ser propriamente uma sátira, e isso evita a solenidade que às vezes pesa sobre o romance histórico.
Numa análise mais estritamente literária, os personagens não possuem grande profundidade psicológica e muitos existem principalmente para movimentar a narrativa. A conspiração também é linear e, isolada de toda a reconstrução histórica, não sustentaria um romance memorável. Mas Os perigos do imperador não parece querer ser um grande acontecimento literário. Ele ocupa outro espaço.
É um livro muito bem escrito, inteligente e divertido. Nem todo romance precisa aspirar a ser uma obra definitiva, profunda ou transformadora. Há valor também em prender o leitor, despertar curiosidade e simplesmente divertir.
E talvez esteja faltando um pouco mais disso hoje. Boa parte da ficção contemporânea de maior circulação e prestígio se concentra em autoficção, trauma, depressão, violência, racismo e relações familiares disfuncionais. São temas importantes e produziram livros extraordinários, mas o problema começa quando sofrimento parece se tornar quase uma condição de relevância literária. A literatura também pode falar de política, história e sociedade e ainda querer fazer o leitor rir. Triste Fim de Policarpo Quaresma, O Alienista e Auto da Compadecida estão aí para lembrar disso.
Os perigos do imperador não mudou minha maneira de enxergar a literatura, não me parece uma grande realização formal e dificilmente estará entre os melhores livros que vou ler no ano. Mas me divertiu. E isso também importa.
É um ótimo livro que provavelmente ninguém leu. E estão faltando um pouco mais de livros assim.
Escrevi uma versão mais expandida da resenha, com mais detalhes sobre a estrutura, a mistura entre história e ficção e esse lugar do humor na literatura contemporânea, no meu Substack @lerpraescrever
January 30, 2023
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga nasceu no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do país, em 1825 e morreu, 66 anos depois, triste e deprimido, em seu exílio na cidade Paris, no ano de 1891. Filho do imperador D. Pedro I e da imperatriz Leopoldina, herdou o trono brasileiro quando seu pai foi obrigado a abdicar em 1831. Assumiu o trono com 15 anos incompletos em 1840 e governou initerruptamente até o ano de 1889, ano da proclamação da República e do banimento da família real. Seu longo governo (até hoje é a pessoa que mais tempo governou o Brasil) é tema de polêmica; há quem o idolatre como um período vital para a consolidação da nação brasileira, há quem o demonize por deixar intactas várias disfunções que ainda nos atormentam e nos condenam ao atraso.
Polêmicas à parte é lícito dizer que o estudo criterioso do “Segundo Reinado” é vital para um entendimento a contento de nossa história.
O autor desse livro - Ruy Castro - certamente concordaria comigo pois foi com base em muito estudo e pesquisas que ele produziu este ótimo romance histórico.
Ruy Castro, jornalista, escritor, cronista e biógrafo, nasceu na cidade de Caratinga, no ano de 1948, no interior do estado de Minas Gerais, mas adotou o Rio de Janeiro como sua cidade-referência e residência.
Nas últimas décadas ele se destacou nas letras tupiniquins tendo recebido vários prêmios e se destacado por obras, sucesso de público e de crítica, como as biografias “O anjo pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues” (1992), “A estrela solitária – um brasileiro chamado Garrincha” (1995) e “Carmen – Uma biografia” (2005/Biografia da “pequena notável” Carmen Miranda) e os romances históricos “Bilac vê estrelas” (2000) e “Era no tempo do rei” (2007).
Este ótimo “Os perigos do imperador” (2022) centra seu foco na célebre viagem feita pelo imperador do Brasil – D. Pedro II – aos USA em 1876, para participar dos eventos em torno da celebração do centenário da independência estadunidense e para conhecer o país que já se destacava no cenário internacional.
Partindo desse evento real, o autor insere, de forma muito hábil, uma trama fictícia, de republicanos e antimonarquistas, para assassinar o imperador na terra do “Tio Sam” e provocar uma mudança de regime no Brasil.
O ritmo é ágil, os capítulos, curtos, são narrados, cada um, por personagens diferentes o que torna a obra um mosaico de opiniões sobre os acontecimentos mostrados no livro, a contextualização e o pano de fundo histórico chamam a atenção pelo rigor com que foram construídos pelo autor, o senso de humor, ferino, é sutil e muito bem inserido na trama.
É Ruy castro em grande forma.
Excelente!
Polêmicas à parte é lícito dizer que o estudo criterioso do “Segundo Reinado” é vital para um entendimento a contento de nossa história.
O autor desse livro - Ruy Castro - certamente concordaria comigo pois foi com base em muito estudo e pesquisas que ele produziu este ótimo romance histórico.
Ruy Castro, jornalista, escritor, cronista e biógrafo, nasceu na cidade de Caratinga, no ano de 1948, no interior do estado de Minas Gerais, mas adotou o Rio de Janeiro como sua cidade-referência e residência.
Nas últimas décadas ele se destacou nas letras tupiniquins tendo recebido vários prêmios e se destacado por obras, sucesso de público e de crítica, como as biografias “O anjo pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues” (1992), “A estrela solitária – um brasileiro chamado Garrincha” (1995) e “Carmen – Uma biografia” (2005/Biografia da “pequena notável” Carmen Miranda) e os romances históricos “Bilac vê estrelas” (2000) e “Era no tempo do rei” (2007).
Este ótimo “Os perigos do imperador” (2022) centra seu foco na célebre viagem feita pelo imperador do Brasil – D. Pedro II – aos USA em 1876, para participar dos eventos em torno da celebração do centenário da independência estadunidense e para conhecer o país que já se destacava no cenário internacional.
Partindo desse evento real, o autor insere, de forma muito hábil, uma trama fictícia, de republicanos e antimonarquistas, para assassinar o imperador na terra do “Tio Sam” e provocar uma mudança de regime no Brasil.
O ritmo é ágil, os capítulos, curtos, são narrados, cada um, por personagens diferentes o que torna a obra um mosaico de opiniões sobre os acontecimentos mostrados no livro, a contextualização e o pano de fundo histórico chamam a atenção pelo rigor com que foram construídos pelo autor, o senso de humor, ferino, é sutil e muito bem inserido na trama.
É Ruy castro em grande forma.
Excelente!
September 8, 2022
Written as a kind of fictional history, made up of diaries, news reports, archival documents and a narrator intervening to put the whole story together, the book uses mainly real characters to tell a fictional tale surrounding a plot to murder the Brazilian emperor Pedro II when he traveled to the United States for the centenary of that country's independence.
The idea is pretty good, but I felt that the execution left much to be desired. Ruy Castro is mainly known as a historical biographer and as such more used to writing non-fiction than fiction, this could be a plus for a book that attempts to mimic historical records. However, the book comes across as too didactic and this leads to a constant break in the willing suspension of disbelief, at least for this reader.
The way in which there seems to be a checklist to introduce to the reader all kinds of famous events and people in the 19th century US, at every opportunity feels overly convenient and the way in which what are purported to be private diaries or letters stop describing the action to give a little explanation of who this famous person is feels like it is completely for the benefit of the reader in the 21st century. There is much too much exposition in what are meant to be private letters, by the end you feel like you are reading a "19th Century US for Dummies" book rather than a novel. Which is a bit of a shame. Oh well.
August 3, 2024
Trata-se de uma ficção baseada em fatos históricos reais. O imperador dom Pedro II com toda sua sagacidade e simpatia é alvo de um plano de assassinato a ser realizado durante sua longa viagem aos Estados Unidos em 1876. Diversos narradores contam sua parte da história, inclusive o próprio imperador com seus diários de viagem. Fofocas em torno do personagem, intrigas, traições, golpe. Tudo isso contado num tom cômico trouxe leveza e diversão ao livro.
A escrita do Ruy Castro é excelente, daquelas prazerosas independentemente da história.
A inquietação se dá somente à curiosidade em saber quais fatos são reais e quais não.
A escrita do Ruy Castro é excelente, daquelas prazerosas independentemente da história.
A inquietação se dá somente à curiosidade em saber quais fatos são reais e quais não.
January 13, 2024
Delicioso romance histórico passado no Brasil Imperial! Leitura leve, de férias, que gera boas gargalhadas, com um fascinante painel de personagens históricos e fictícios a adornar a viagem de D. Pedro II aos Estados Unidos por ocasião do bicentenário da independência americana, sob a ameaça de um atentado terrorista republicano. Nessa saraivada de ideias, causos gostosos da nossa história são contadas na pena inspirada do grande narrador que é Ruy Castro.
January 23, 2024
O vencedor do Jabuti em 2023 é um texto que me instiga a escrever. Não como o que se escreve hoje em mensagens rápidas e comentários não pertinentes, mas como antigamente, nas cartas aos prezados, ou em reportagens periódicas. Quem sabe eu publique algo em breve, ainda que ninguém esteja ansioso por isso, e ainda que não haja protocolo algum de registros à posteridade pendentes de meu envio, mas porque Ruy Castro mostra como algo não esperado pode ser apreciável. Se bem desenvolvido, até um mistério com resolução centenária soa urgente.
October 31, 2023
Um relato excelente da visita do Imperador D. Pedro II ao Estados Unidos da América, demonstrativo da sua imensa inteligência e do seu estadismo. A escrita é muito interessante, com uma narrativa cronológica, que encaixa diversos documentos e com espaços preenchidos pelo narrador de forma extraordinária.
October 21, 2022
(Lido como parte do Clube Tinta da China)
Uma obra de reportagem ficcional que leva o leitor numa viagem contada por relatos, artigos de jornal e cartas. A trama é breve, o que faz com que o estilo epistolar funcione bastante bem. De leitura fácil, rápida e que propoem bim entretenimento.
Uma obra de reportagem ficcional que leva o leitor numa viagem contada por relatos, artigos de jornal e cartas. A trama é breve, o que faz com que o estilo epistolar funcione bastante bem. De leitura fácil, rápida e que propoem bim entretenimento.
March 25, 2024
Genial ficción histórica basada en la visita del Pedro Ii, Emperador de Brasil, a USA en el año del bicentenario de su independencia. Buenísimo el contraste de culturas y sistemas entre el Brasil y los Estados Unidos de esa época.
Read
December 25, 202336° de 2023
March 19, 2024
Confesso que fiquei um pouco decepcionado quando descobri que não era verdade. Então como ficção pura e simples, esperava um pouco mais. Pelo grande Ruy Castro e pela premiação do Jabuti.
This entire review has been hidden because of spoilers.
October 19, 2024
Livro muito divertido, traz intimidade e acontecimentos históricos, através de cartas recuperadas numa feira de antiguidades. Amei
January 2, 2025
onde que separa a verdade da ficcão?
January 24, 2025
Leitura interessante. A riqueza de detalhes é tanta que, pela maior parte do livro, tive dúvidas se era realmente ficção ou um relato histórico
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