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Rio Pequeno

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Os poemas de rio pequeno, quarto livro do poeta e tradutor floresta, compõem uma espécie de romance de formação, passeando por temas, lugares e questões constitutivas: a casa da infância, a família, os amores, o tempo, as descobertas e redescobertas do corpo e do erotismo.
O título do livro se refere ao distrito Rio Pequeno, zona oeste da cidade de São Paulo. Região historicamente banhada por águas, hoje tem muito de seus córregos concretados ou transformados em esgotos a céu aberto. Ação que cobra seu preço na época das chuvas, provocando enchentes.
Assim, entre a imagem da água como nascimento e da água como transbordamento, floresta – uma caneta bic em mãos – controla a força das
águas e, ao mesmo tempo, rompe seus diques. Nas páginas de rio pequeno, as formas poéticas ganham força e se metamorfoseiam. Resistem à constância da violência histórico-social e, sobretudo, põem em prática modos de vida que desarticulam processos hegemônicos de representação e opressão.
Pelo poder das águas, o neto se transforma na avó alagoana e o lugar de origem se converte na figura de um tempo circular e afrodiaspórico. Pelo poder das águas, o pequeno se transforma em grande e o poema e o amor se convertem em práticas politicamente revolucionárias.

84 pages, Kindle Edition

Published August 1, 2022

23 people want to read

About the author

Floresta

18 books2 followers
Nascido em São Paulo em 1988 e criado por alagoanas, escreve, traduz, edita e mandinga. Pesquisa narrativas e poéticas macumbeiras, literaturas insurgentes e performances tradutórias. É autor dos livros poemas crus (Patuá, 2016), genealogia (Móri zines, 2019) e panaceia (Urutau, 2020 – menção honrosa do 2º prêmio mix literário).

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Agnes.
179 reviews4 followers
October 1, 2024
pedra de amolar

amolar muito bem as facas
uma a uma na pedra
afiar a lâmina da minha língua
como quem vai pra guerra


aqui, como em muitos poetas contemporâneos, com frequência eu não entendo a quebra em verso de algo que é basicamente um texto corrido, e me pergunto se não valeria a pena chegarmos à conclusão que às vezes mais vale uma anedota do que algo que só parece um poema. especialmente porque quando escreve sem quebrar, como em minha língua dobra, atinge uma elegância de escrita que em outros poemas não chega, pela fraqueza da forma. mas é interessante o leque que se abre, às vezes um poema que é quase uma letra de sertanejo universitário, outros você ouve o eco de quem cresceu ouvindo "late mais alto que daqui eu não te escuto" e ainda "arame farpado desses / que as pessoas usam / pra proteger patrimônios", palavras talvez inéditas na poesia (tô ciente do tipo de afirmação que faço aqui, mas quero dizer: ou pelo menos inéditas na poesia publicada por grandes editoras, ou no que chegou até mim e eu li?). enfim, o tipo de escrita que dá vontade de acompanhar o amadurecimento, que tem esse frescor.
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