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Tramas de Meninos

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Os contos de Carrascoza nos trazem experiências delicadas e marcantes, felizes e tristes, numa tessitura minuciosa sobre os anseios de cada um de nós. Em "Começo", história que abre este volume, um pai sente a tristeza da despedida. O filho vai pegar a estrada e voltar para a cidade, depois de um dos poucos finais de semana em que estiveram juntos.
No conto final, "Últimas", há um pai que aguarda. Aguarda seu filho, que percorre a estrada para encontrá-lo, depois de tanto tempo sem se verem. Mas há interrupções no caminho, há imprevistos, e, assim como o pai, nós leitores nos angustiamos com sua demora, ansiamos pela sua chegada, quando finalmente estará seguro.
Entre a despedida de um pai e a espera de outro, tramas de vidas se entrelaçam, se completam ou se desfazem. Algumas são interrompidas de forma trágica. Outras claudicam, chegam perto da ruína, mas se regeneram com fios mais fortes. Há saudade pelos que se foram, há luta, há esperança na abertura de novas possibilidades.

120 pages, Paperback

Published April 22, 2021

3 people are currently reading
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About the author

João Anzanello Carrascoza

90 books107 followers
João Anzanello Carrascoza (Cravinhos, interior de São Paulo, 1962) é um escritor e professor universitário brasileiro.

Estreou-se com o livro Hotel Solidão (1994). Publicou vários livros de contos, como Duas tardes (2002), Espinhos e alfinetes (2010), Amores mínimos (2011), O volume do silêncio (2006, prêmio Jabuti) e Aquela água toda (2012, prêmio APCA).

Em seu primeiro romance, Aos 7 e aos 40 (Cosac Naify, 2013), Carrascoza escreveu que “o presente é feito de todas as ausências”. Em Caderno de um ausente (Cosac Naify, 2014), essa ideia se materializa de forma contundente, alçada por um lirismo poucas vezes visto na literatura brasileira.

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1 star
1 (2%)
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
Profile Image for Marcos Henrique Amaral.
125 reviews11 followers
January 6, 2022
Primeira leitura do ano condizente com o momento pessoal que vivo. Em “Tramas de meninos”, Carrascoza recorre à mesma fórmula da linda “trilogia do Adeus” (sobre a qual já falei por aqui): as palavras poeticamente articuladas em orações e aforismos improváveis compõem contos e epístolas que buscam sintetizar finos sentimentos que compõem a experiência humana e especialmente as relações familiares.

Somam-se aos temas da ausência (“dois seres, uma vez juntos lá nas suas fundações, por maior a quilometragem que os separasse, jamais estariam, de fato, distantes”) e da morte (“sim, filho, morrer é isso, a gente vai um pouco embora com quem morre”), infância, medo, relações abusivas (“a lógica dos afetos era maior que o meu entendimento”), memória (“a memória vive de falhar, a memória se engana, primeiro sem querer e, depois, por sobrevivência”), violência doméstica, separação (“nossa harmonia familiar desabava lá atrás, como uma árvore que, fingindo fortaleza, é arrancada com facilidade pelo vendaval”) e outras tramas da coabitação.

Li algumas críticas negativas, algumas das quais usam a própria “trilogia do adeus” como parâmetro da competência do autor em depurar e traduzir truncadas relações entre pais e filhos, esposos e esposas, irmãos e irmãs. Penso no entanto que, para além das “tramas de meninos” narradas, a obra de Carrascoza é para contemplar os múltiplos usos da língua portuguesa, cujos limites da denotação precisam ser constantemente alargados para verbalizar temas e sentimentos tão complexos quanto os escolhidos pelo autor para alinhavar sua obra. Nisto, temos aqui uma aula que nos leva do riso ao choro, passando invariavelmente pela identificação com os encontros familiares dominicais, as visitas espaçadas e as contingências cotidianas que recorrentemente são obstáculos dolorosos às presenças: “viver era aquilo, aceitar o que me acontecia, fosse dor ou contentamento”.
Profile Image for Andreas.
491 reviews8 followers
December 7, 2021
Overview: Although I've heard fantastic things about the author's "A Trilogia do Adeus," the first volume released in 2014, this is my first encounter with the author's literary works. Although the initial excitement was based on the synopsis, I cannot say this first encounter was successful. Only three of the book's 14 short stories piqued my interest: two in Part I and one in Part II. Childhood, death, fear, memory, and domestic violence are some of the themes explored in the book, but I did not connect with them. It's not one of the most exciting books on my TBR list, but it's not the worst.
 
Pros: It deals with the delicate issue of human cohabitation. The book comprises the relationships between fathers and sons, husbands and wives, siblings, and couples who are or are not in love. It has both happy and sad moments, resulting in an award in 2021.
 
Cons: However, I could not come to the author's premise. Even the death of the abuser wasn't enough to make me empathize with the protagonist in one of the tales, even though I am well conscious of the prevalence of this kind of abusive relationship in our society. In addition, I wasn't moved by the story of a woman whose kid was killed by a stray gunshot, as I had expected. 
Many tales were fragmented or sounded out of place between the first two stories and the final one, which were the only ones I genuinely enjoyed reading. Although violence and pain are relevant, the grotesque approach appears to have gone too far.
Profile Image for Amanda.
181 reviews2 followers
December 28, 2021
O livro contém vários contos bem curtinhos, e é dividido em duas partes.
Consegue ser bastante tocante em relação a alguns sentimentos que constituem o caldo das relações familiares. Os que mais me tocaram foram os que, de alguma forma, abordaram a distância física entre pais e filhos, a saudade que se forma no domingo, as visitas espaçadas e as conversas ao telefone para aplacar a falta do toque.
Porém, em alguns a tragédia e a tristeza extrema, apesar do grande apelo, não conseguiram me tocar profundamente como em outras escritas do autor.
Profile Image for Clauo.
18 reviews1 follower
February 4, 2022
Amo os livros do Carrascoza e este é lindo!
Profile Image for Anni.
15 reviews
August 14, 2022
“Mas porque quem espera nunca tomara o lugar de quem vai chegar”.
Displaying 1 - 7 of 7 reviews

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