Uma viagem por tempos e territórios espirituais diversos, um convite à contemplação da magia do nascimento, vida, morte, antropofagia, pós-morte e ao respeito aos povos e à natureza. Histórias vibrantes, alimentadas com as forças, e belezas ancestrais, manifestadas na diversidade de povos e culturas indígenas e não indígenas, que se entrelaçam nas tramas visíveis e invisíveis, sociais e políticas, humanas.
I wish this book was translated into English so that I can share the great magical realism based on my country’s culture with my English-speaking friends!
Maioria dos contos achei excelentes, mas também teve alguns banais ou tediosos.
Tive um pouco de dificuldade em alguns contos também por chegarem muito perto de uma estereotipação caricata da cultura indígena no imaginário popular, mas creio que seja o realismo mágico baseado em culturas de povos originários não somente do Brasil, mas de outras localidades da América Latina - só no Brasil já temos uma diversidade absurda, imagina quando expandimos.
Acho que teria sido interessante referenciar, nos casos cabíveis, em quais povos os contos se inspiraram, quando não mencionados durante a história.
Adorei também que alguns deles se referenciavam entre eles, achei um delicioso presentinho pro leitor.
No mais, recomendo, leitura interessante, especialmente para quem curte realismo mágico e culturas não-colonizadoras na centralidade.
Não tem disclaimer que salve esse livro. Logo na primeira página, os autores avisam que, embora tenham se inspirado em conhecimentos antropológicos sobre povos indígenas, tudo é imaginação. Ok, é ficção — mas alguns temas exigem mais do que esse aviso genérico. Exigem bom senso. Porque quando você escolhe “se inspirar” em cosmovisões vivas, o mínimo é ter cuidado pra não cair em estereótipos ou transformar tudo em entretenimento raso. Acho que foi um certo desserviço. Pq é um desafio muito grande conscientizar o mundo de que esses povos e suas culturas não são passado e não são ficções. São presentes e as histórias também fazem parte desse presente, da sua memória e identidade.
A sensação é que os autores enchem a escrita com uma certa ironia e exotismo. Ai só piora com as sopas de referências de Patti Smith, Gabriel Garcia Marquez, Murakami, Davi Kopenawa a Mario de Andrade. O conto com referência ao bolsolixo foi bem texto de Facebook.
Talvez o livro tivesse sido menos desgostoso se simplesmente tivesse criado um mundo próprio, sem tentar usar o nome e a imagem dos povos indígenas como pano de fundo pra uma tentativa de ficção que, no fim das contas, pareceu só um freestyle de apropriação independentemente da intenção dos autores.
encontrei esse livro na livraria e a capa me agradou tanto que tive que pegar. e que achado! eu amei muito a maioria dos contos, porém os últimos não me agradaram tanto, especialmente o final deles. de resto, escrita ótima e enredos ótimos também, e até um pouco inusitados eu diria. gostei demais
Terminei de ler "Ficções Amazônicas" de Aparecida Vilaça e Francisco Vilaça, adorei a leitura, cheio contos que enchem a cabeça de fantasias, concomitantemente contando a estória de suas personagens. Recomendo bastante a quem quer buscar algo à "estravaganzza".
Me parece que estavam tão preocupados em inserir imaginário indígena nas histórias que esqueceram que primeiramente elas deveriam ser minimamente interessantes.
É um livro que me parece que não tem nada novo a dizer e o pior de tudo, é chato.
Os contos são ótimos! Alguns deles mereceriam ser um romance, outros achei que terminaram rápido demais, sob o pretexto de um final em aberto, mas no geral, livro excelente!