Tal como sublinhou Aristóteles no início da Metafísica, queremos o conhecimento porque somos curiosos, e saber como é que as coisas estão é algo que nos satisfaz em si, independentemente das consequências práticas. Mas em que consiste esta condição que desejamos para nós e que procuramos nos outros? Platão, no «Ménon», afirma que o conhecimento não é redutível à crença verdadeira. Mas deve-se acrescentar o quê para se ter conhecimento? Segundo uma resposta tradicional, que muitos afirmam encontrar mesmo em Platão, para ser conhecimento uma crença verdadeira deve ser justificada no plano epistémico. A partir desta análise, e da célebre objeção a essa análise levantada por Gettier, este livro descreve as principais respostas discutidas na epistemologia contemporânea e aborda a questão de o conhecimento ser uma condição à qual podemos legitimamente aspirar.
This book offers a detailed examination of the concept of a priori justification and a priori knowledge. It presents a nuanced analysis of the most prominent explanations of the a priori within the contemporary analytic tradition.
The book makes a diplomatic argument that theories of implicit definition lead to propositions that can be known a priori and can be carefully analyzed along conventionalist lines. In the final part of the book, Husserl's conception of the analytic/synthetic distinction and concept constitution is discussed. This allows for an objective interpretation of both analytic and synthetic a priori knowledge.
It was very enjoyable to revisit Tommaso's work, which I hadn't read since high school.