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O demônio familiar
O enredo da peça gira em torno das confusões armadas pelo escravo doméstico Pedro, um menino que deseja ser cocheiro, mas para isso precisa casar seu senhor, o médico Eduardo, com uma mulher rica. Para tentar realizar seu sonho, mente e engana, desmanchando prováveis casamentos e arranjando outros.
92 pages, Paperback
First published January 1, 1857
About the author
José de Alencar
223 books244 followersJosé Martiniano de Alencar was a Brazilian lawyer, politician, orator, novelist and dramatist. He is one of the most famous writers of the first generation of Brazilian Romanticism, writing historical, regionalist and Indianist romances — being the most famous The Guarani. He wrote some works under pen name Erasmo.
He is patron of the 23rd chair of the Brazilian Academy of Letters.
José de Alencar was born in what is today the bairro of Messejana on May 1, 1829, to priest (and later senator) José Martiniano Pereira de Alencar and his cousin Ana Josefina de Alencar. Moving to São Paulo in 1844, he graduated in Law at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1850 and starts to follow his lawyer career at Rio de Janeiro. Invited by his friend Francisco Otaviano, he becomes a collaborator for journal Correio Mercantil. He also wrote for the Diário do Rio de Janeiro and the Jornal do Commercio.
The house of José de Alencar, in Messejana
It was in the Diário do Rio de Janeiro, during the year of 1856, that Alencar gained notoriety, writing the Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, under the pseudonym Ig. In those, he criticized the homonymous poem by Gonçalves de Magalhães. Also in 1856, he wrote and published under feuilleton form his first romance: Cinco Minutos.
He was a personal friend of Joaquim Maria Machado de Assis. Coincidentally, Alencar is the patron of the chair Assis occupied.
He died in Rio de Janeiro in 1877, a victim of tuberculosis.
He is patron of the 23rd chair of the Brazilian Academy of Letters.
José de Alencar was born in what is today the bairro of Messejana on May 1, 1829, to priest (and later senator) José Martiniano Pereira de Alencar and his cousin Ana Josefina de Alencar. Moving to São Paulo in 1844, he graduated in Law at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1850 and starts to follow his lawyer career at Rio de Janeiro. Invited by his friend Francisco Otaviano, he becomes a collaborator for journal Correio Mercantil. He also wrote for the Diário do Rio de Janeiro and the Jornal do Commercio.
The house of José de Alencar, in Messejana
It was in the Diário do Rio de Janeiro, during the year of 1856, that Alencar gained notoriety, writing the Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, under the pseudonym Ig. In those, he criticized the homonymous poem by Gonçalves de Magalhães. Also in 1856, he wrote and published under feuilleton form his first romance: Cinco Minutos.
He was a personal friend of Joaquim Maria Machado de Assis. Coincidentally, Alencar is the patron of the chair Assis occupied.
He died in Rio de Janeiro in 1877, a victim of tuberculosis.
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Community Reviews
Displaying 1 - 18 of 18 reviews
April 3, 2023
Mais um para a minha jornada lendo as obras do José de Alencar. Pra mim esse livro foi tão divertido, eu estava completamente envolvida pelas intrigas que estavam acontecendo. O livro é tão curtinho e por ser em formato de peça teatral ele é super fácil de ler, mas não tem como excluir as partes problemáticas. O José de Alencar em uma parte do livro trata a escravidão como algo bom e a liberdade do escravo como algo ruim, isso não tem defesa. É um produto da época que foi escrito? Em partes sim, mas não tem desculpas. Apesar disso eu achei que pode ser um livro fácil de ler para quem não costuma ler clássicos e está tentando começar a ler agora.
June 30, 2010
Xenophobic and racist. A good case study for nineteenth-century Brazilian prejudice, but not at all a pleasure to read.
Read
April 23, 2026O livro é uma peça de teatro fundamental que mergulha profundamente na vida doméstica e nos costumes da sociedade carioca do século XIX. Embora a trama gire em torno da família de Eduardo, um médico honesto mas passivo, o verdadeiro condutor da história é Pedro, um escravizado que trabalha na casa. Pedro é um personagem fascinante: inteligente, manipulador e onipresente, que interfere em todas as esferas da vida dos seus senhores, muitas vezes sob a justificativa distorcida de estar protegendo a família.
O desejo maior de Pedro é tornar-se cocheiro de uma carruagem chique, o que o leva a orquestrar casamentos por interesse para seus patrões, visando elevar o status social da família e, consequentemente, o seu próprio. Ele chega a interceptar cartas e manipular sentimentos, como no caso do amor de Eduardo pela vizinha Henriqueta, a quem ele tenta separar para forçar um casamento com uma viúva rica. A obra é uma comédia de costumes que expõe o vazio de personagens como Azevedo, que, ao contrário dos valores nacionais que Alencar defende, vive a alienada "síndrome do vira-lata", desprezando o Brasil em favor da França. O desfecho é marcante, pois a alforria concedida a Pedro não é um ato de bondade, mas uma punição, forçando o personagem a encarar a responsabilidade e o trabalho livre em uma sociedade que ainda não compreendia plenamente o fim dessa instituição livro. É uma leitura que, apesar de parecer ingênua à primeira vista, oferece um retrato lúcido das tensões sociais, do casamento por interesse e do conservadorismo da época, servindo como uma crítica contundente à escravidão doméstica.
O desejo maior de Pedro é tornar-se cocheiro de uma carruagem chique, o que o leva a orquestrar casamentos por interesse para seus patrões, visando elevar o status social da família e, consequentemente, o seu próprio. Ele chega a interceptar cartas e manipular sentimentos, como no caso do amor de Eduardo pela vizinha Henriqueta, a quem ele tenta separar para forçar um casamento com uma viúva rica. A obra é uma comédia de costumes que expõe o vazio de personagens como Azevedo, que, ao contrário dos valores nacionais que Alencar defende, vive a alienada "síndrome do vira-lata", desprezando o Brasil em favor da França. O desfecho é marcante, pois a alforria concedida a Pedro não é um ato de bondade, mas uma punição, forçando o personagem a encarar a responsabilidade e o trabalho livre em uma sociedade que ainda não compreendia plenamente o fim dessa instituição livro. É uma leitura que, apesar de parecer ingênua à primeira vista, oferece um retrato lúcido das tensões sociais, do casamento por interesse e do conservadorismo da época, servindo como uma crítica contundente à escravidão doméstica.
July 25, 2026
José de Alencar, em sua obra de teatro "Demônio Familiar" explora as relações intrincadas de uma família da alta sociedade do Rio de Janeiro Imperial totalmente permeadas e porque não dizer manipuladas pelo escravo da família, Pedro. Eis o panorama: Pedro, muito astuto e perspicaz, além de observador e profundo especialista em relacionamentos, age segundo seu bel prazer para moldar os pensamentos e atitudes de seus senhores, justamente pois ele é o responsável por mandar recados, enviar cartas e recados; além de ser testemunha de muitos acontecimentos e, portanto, ser possuidor de valiosas informações sobre tudo e todos que o cercam. Considero que Pedro é o herói e o vilão da história, e o destino no desfecho da obra que o autor lhe dá é incrível e recompensador: 7 anos após a Lei Eusébiode Queiroz de 1850 e 31 anos antes da Lei Áurea de 1888, Pedro recebe sua carta de Alforria deliberadamente de Eduardo. Afinal, a "punição" que Pedro recebe por todas as suas peripécias e engenhosidade é a liberdade, a liberdade que lhe impedirá de ser o agente controlador e semeador do caos naquele ambiente familiar.
This entire review has been hidden because of spoilers.
August 1, 2026
Primeira vez que leio roteiro, gostei muito.
Não acho justo julgar um livro de 1857 como racista, considerando que naquela época não se tinha a consciência social que temos hoje.
Pedro é muito engraçado, cria diversos conflitos entre a família para conseguir ser cocheiro. Apesar de não conseguir realizar seu sonho, realiza o sonho de todos escravizados: a liberdade.
Gosto muito também de Eduardo e como ele cuida de sua família, diferente do que se espera do homem da casa do século 19, é acolhedor com sua mãe e irmã
"Tire ao amor os obstaculos que o irritam. a distância que o fascina, a contrariedade que o cega, e ele se tornará calmo e puro como a essência de que dimana. Não há necessidade de recorrer a meios ocultos, quando se pode ver e falar livremente; no meio de uma sala, no seio da intimidade. troca-se uma palavra de afeto. um sorriso. uma doce confidência"
Não acho justo julgar um livro de 1857 como racista, considerando que naquela época não se tinha a consciência social que temos hoje.
Pedro é muito engraçado, cria diversos conflitos entre a família para conseguir ser cocheiro. Apesar de não conseguir realizar seu sonho, realiza o sonho de todos escravizados: a liberdade.
Gosto muito também de Eduardo e como ele cuida de sua família, diferente do que se espera do homem da casa do século 19, é acolhedor com sua mãe e irmã
"Tire ao amor os obstaculos que o irritam. a distância que o fascina, a contrariedade que o cega, e ele se tornará calmo e puro como a essência de que dimana. Não há necessidade de recorrer a meios ocultos, quando se pode ver e falar livremente; no meio de uma sala, no seio da intimidade. troca-se uma palavra de afeto. um sorriso. uma doce confidência"
July 22, 2025
Não costumo ler obras teatrais, mas tentei fazer uma régua das que li e acabei dando 3/5 (não considero essa nota comparável às leituras, em sua maioria romances, que já avaliei aqui). Sinceramente me diverti muito com a história e todos seus desenrolares, mesmo com os clichês e os valores românticos escancarados (relevei tudo isso por ser uma obra de 1857). Com certeza assistir à peça deve ser mais interessante, mas a leitura também foi legal.
May 4, 2026
esperava mais
talvez eu que seja ignorante e não saiba apreciar a genialidade da peça de Alencar.
me decepcionei, achei que ia ser uma grande reviravolta, no final foi só um grande esculacho ao Pedro, que só tava zoando na dele
to com o Pedro, e o discurso abolicionista mas ABSURDAMENTE RACISTA (mas infelizmente esperado, ja que é brasil do sec XIX) me incomodou demais
achei bads total
talvez eu que seja ignorante e não saiba apreciar a genialidade da peça de Alencar.
me decepcionei, achei que ia ser uma grande reviravolta, no final foi só um grande esculacho ao Pedro, que só tava zoando na dele
to com o Pedro, e o discurso abolicionista mas ABSURDAMENTE RACISTA (mas infelizmente esperado, ja que é brasil do sec XIX) me incomodou demais
achei bads total
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October 10, 2025
3.0
Sempre gostei de livros teatrais e com esse não foi diferente. Me interessei pelos personagens e pela trama principal, o único problema foi algumas organizações de diálogos que estavam confusas e o final que caracterizou que ser um escravo livre era algo ruim.
Sempre gostei de livros teatrais e com esse não foi diferente. Me interessei pelos personagens e pela trama principal, o único problema foi algumas organizações de diálogos que estavam confusas e o final que caracterizou que ser um escravo livre era algo ruim.
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August 30, 2026
Acredito que essa livro encenado deve ser muito melhor do que ler de fato. A história é bem legalzinho, com um final que é necessário um conhecimento básico de como o Brasil se situava naquela época. Um romance bem ok, nada muito de “uau”
March 20, 2019
Uma peça muito interessante que aborda temas como o racismo e os casamentos arranjados no século XIX, mas em diversos momentos a dramaturgia fica um pouco cansativa.
July 24, 2020
Essa peça é mais um exemplo de como José de Alencar constrói os personagens e depois chega numa conclusão nada a ver com nada.
Want to Read
November 25, 20241 exemplar
May 10, 2025
uma big fofoca romântica
January 20, 2026
interessante
April 4, 2026
É uma peça que se destaca pelo fato de ter um escravo em um papel extremamente relevante para a época.
May 28, 2026
Nada a comentar muito, li pra aula. Achei cômico e rápido.
Read
June 24, 2026Não li essa edição, mas não achei a minha pra logar no app.
August 15, 2025
Peça muito boa! Bem divertida, entretenimento de qualidade, uma leitura curta. Gostaria de ver dramatizada um dia.
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